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Talvez não seja coincidência que o moderno "culto à personalidade" tenha atingido seu paroxismo em figuras totalitárias, entre elas Stálin, Mao e a família Kim. É curioso, realmente, mas um processo revolucionário que deveria ser automaticamente materialista e provindo das contradições do capitalismo se tornou, na práxis histórica, ação idealista e culto personalíssimo às personalidades que encabeçaram as decisões. Não houve revolução espontânea levada a cabo por uma "classe", mas ações premeditadas e provindas de uma elite de indivíduos altamente autoritários cujas personalidades se transformaram em ídolos. Sim, claramente o marxismo, na inversão dialética da práxis histórica, tornou-se apenas um verniz ideológico - um "vestido de ideais", como diria o próprio Karl Marx - para acobertar um sistema fundado na força tirânica de uma pequena elite governante dependente de seus ídolos. A "múmia de Lênin", as gigantescas e ornamentosas estátuas de bronze de dinastia Kim, os novos "ismos" cunhados para celebrar os grandes nomes da revolução como stalinismo e maoísmo etc., tudo um grande culto idolátrico às figuras que substituíram as pretensões do materialismo-histórico-dialético. Não sei, honestamente, o que é mais patético, a transformação do marxismo numa hagiografia mundana ou a tentativa de negar essa realidade na vã esperança de dialeticamente transmutá-la no seu intento originário. No fim das contas, patético mesmo é o marxismo continuar existindo no século XXI.
Exatamente como eu escrevi na quarta-feira, Moraes relativizou - na prática, a destruiu - outra garantia constitucional, mas em prol de quê? Claro.. da "defesa da democracia"... com tantas garantias e direitos fundamentais, nenhum deles permanece tão fundamental assim. Mas ele disse algo assustador: "Não confundamos jornalistas investigativos com jornalistas investigados". Mas quem define se um jornalista é investigativo ou investigado? Bem... ele mesmo, Moraes. Basta mandar investigar o jornalista e, voilà, como num passe de mágica, o jornalista perdeu seu status e privilégio de fonte para se tornar o condenado jornalista investigado. Disse "privilégio de fonte" porque a prática investigativa será exatamente isso, um privilégio concedido pelos poderosos burocratas, exatamente o que a inviolabilidade da fonte almejava impedir. Virou letra morta... num documento já morto há algum tempo.
O último parágrafo desse meu post chamou muita atenção, e vou aproveitá-lo para demonstrar que o analfabetismo funcional é um problema muito real. Escrevi o seguinte, após mostrar os índices escabrosos da Bahia: "Sabe, sendo catarinense, ser chamado de nazista não é de todo mal, poderia ser bem pior: poderíamos ser a Bahia". Muitos disseram que isso é uma "prova que o Sul é nazista", ou que "nem escondem mais", ou que isso é uma "confissão" de ser nazista. Transmutando-me em professor de português do ensino fundamental e sofrendo um pouco de vergonha alheia, explico: Não há afirmação nenhuma de ser nazista ali, mas que catarinense é chamado de nazista. O que uma coisa tem a ver com a outra? Nada. Não há nenhuma afirmação que ser chamado de nazista é algo bom, mas que, frente à realidade da Bahia, não é tão ruim, ou seja, a Bahia está tão mal que é preferível ser chamado de nazista do que... morar na Bahia. Os índices de ambos os estados mostram isso, para aqueles que teimam em chamar Santa Catarina de nazista. E é isso. O texto não abre margem a nenhuma outra interpretação, e, embora eu frequentemente me preocupe com os índices de analfabetismo funcional, fiquei um pouco espantado com a inépcia interpretativa de muita, mas muita gente. Não sei se mais alguns bilhões torrados na "Pátria Educadora" resolveria esse problema, ou sequer se há solução.
Esses Ministros estão paulatinamente forçando e dobrando as instituições e as leis a seu favor porque sabem que, se feito de maneira homeopática e usando alguma "justificativa" no juridiquês verborrágico entremeado com alguns artigos da Constituição, terão pouca resistência. Eles se escoram na fachada de legalidade e institucionalidade porque não se parecem com o estereótipo dos ditadores - usualmente líderes do poder Executivo -, mas como "ministros" que "interpretam" a "aplicam" a lei. Eles são os "guardiões" da Constituição e, portanto, não podem ser ditatoriais, porque "representam" os princípios do "Estado de direito". E isso engana muita gente, e não apenas ignorantes, mas jornalistas, supostos intelectuais, influenciadores etc. A própria ideia de uma "ditadura do judiciário" é, a primeira vista, contraditória, porque o Poder Judiciário é o poder inerte, que só se move quando provocado, o contrário do ditador ativo, truculento, violento e intolerante. Mas é só começar a aplicar a força através de decisões monocráticas e inquéritos de ofício que tudo muda, mesmo se formalmente garantido algum direito de defesa e contraditório... porque é só já ter a condenação pronta de antemão. E para quem recorrer, se já é a última instância? Game over. Já falei algumas vezes: estamos lidando com um fenômeno político-jurídico sui generis isto é, até onde pude constatar bem único na história política da modernidade. Não, não é um regime "fascista", porque o fascismo é uma ditadura do executivo fundamentado na popularidade das massas. É algo novo, e precisamos estudá-lo como um novo espécime de regime e, se preciso, cunhar novos termos no léxico político-jurídico para enquadrá-lo.
Dei uma bela risada, porque é algo sintomático desse governo desleixado, perdulário e frouxo. A zé-ninguém da Primeira Dama, um cargo decorativo possibilitado pelo poder patriarcal do marido, pediu que uma agência reguladora suspendesse uma rede social com base num caso que ela ouviu falar, e só depois foi averiguado que a live ocorreu no Instagram... É tudo muito patético. O nível da afobação em censurar as pessoas e as redes sociais é equivalente à ineficiência em resolver verdadeiros problemas, como a criminalidade nas ruas, o endividamento público, a alta nos preços dos produtos, a incapacidade de articular com o Congresso, a dependência de medidas ad hoc no Supremo, a falta de confiança na nossa soberania etc... Tudo o que funciona, aparentemente, é o palanque que essa inútil aí usa para lutar contra moinhos de vento como o "discurso redpill" e as "lives no discord", além de torrar mais alguns milhões no cartão corporativo colocado novamente em sigilo... Eu não esperava grande coisa do governo Lula 3 porque eu sei o histórico do PT, mas estão avacalhando num nível que o grotesco se transmuta no patético porque não resta nada a não ser rir.
A Bahia é praticamente o Brasil do PT em miniatura: 19 anos de governo petista ininterruptos resultou em: 1) Segunda maior taxa de homicídios - o estado com mais cidades violentas na lista; 2) O maior número de analfabetos; 3) 38% da população precisa de assistencialismo para sobreviver; 4) O estado que decidiu a vitória do Lula em 2022 e, sem novidades, apenas piorou seus próprios índices. Sabe, sendo catarinense, ser chamado de nazista não é de todo mal, poderia ser bem pior: poderíamos ser a Bahia.
É bem óbvio que o PT e o Lula não têm absolutamente nada de novo a oferecer senão prometer fazer o que haviam prometido décadas atrás. Ainda mais em se tratando de Segurança Pública, eles não fizeram nada de relevante para conter a metástase do crime organizado e sua internacionalização, quando não o apoiaram tacitamente. O trabalhador brasileiro vive hoje acossado pelo medo da violência, a alta dos preços e a cobrança do fisco, enquanto os bancos, empreiteiras e "amigos do rei" como a JBS disparam em lucros, em empréstimos do BNDES e contratos governamentais. É um escárnio o Lula sequer ser candidato pela quarta vez; uma piada sem graça que tenta se manter relevante pela força da repetição. Não é à toa que, frente à completa mediocridade criminosa do seu governo e histórico, o PT tenha que apelar para os jargões e palavras de força para atiçar os cães de pavlov da militância: FASCISMO! FOME! GOLPE! SOBERANIA! Esse é o seu plano de governo e o que tem a prometer, propaganda idiotizada, impostos e gastos para satisfazer os militantes e continuar comprando o voto dos pobres sem perspectivas e dependentes do assistencialismo governamental. Como sempre falo: o Brasil apenas entrará de vez no século XXI quando o PT e o Lula forem jogados na lata de lixo da história.
Bem, está aí escancarado o verdadeiro poder que os Ministros do Supremo angariaram para si, e é um problema que já nasceu com a própria Constituição de 1988 - que é uma bela porcaria. Para quem já leu a Constituição, provavelmente a primeira impressão foi o espanto quando chegou no famigerado Art. 5º, que elenca o rol de direitos fundamentais. São, pasmem, 78 (!!!) incisos, todos delineando algum direito ou garantia fundamental. O leitor mais incauto geralmente celebra essa lista como uma grande conquista jurídica das nossas liberdades... mas é aí mesmo que está a semente da tirania. O inciso XIV desse artigo 5º fala: "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional". Ou seja, quando no exerício do jornalismo, a fonte é uma GARANTIA FUNDAMENTAL. Moraes, a pedido de Flávio Dino, promoveu, sem qualquer fundamento ainda claro pois está sob sigilo, a violação dessa garantia fundamental ao mandar prender a fonte do jornalista Luís Pablo, que fez uma matéria mostrando o uso indevido de viaturas oficiais do governo do Maranhão pela família de Dino. A fonte presa? Raimundo Cutrim, coincidentemente UM INIMIGO POLÍTICO DE FLÁVIO DINO. A questão é, se uma garantia fundamental pode ser assim solpada sem cerimônias, qual foi o fundamento? Certamente, para preservar algum outro direito fundamental... afinal, há outros 77 para escolher. Viram o problema? Com um rol tão extenso e principiológico, cada caso concreto premite, a priori, a relativização de alguma direito ou garantia fundamental em prol de outro. E quem decide que, nesse ou naquele caso, tal ou qual direito ou garantia fundamental será relativizado em prol de outro? O Ministro do Supremo. Um direito ou uma garantia fundamental, por definição, deve se manter fundamental, ou, pelo menos, ser o mais blindado possível... para que o adjetivo "fundamental" tenha algum sentido - como é na exígua Constituição Americana, com apenas 13 artigos. Com tantos direitos e garantias, é fatal que ocorra conflitos entre eles ao ponto de torná-los não mais tão fundamentais, mas armas nas mãos do intérprete, neste caso, os burocratas do Supremo. A tal da constitutionalização do sistema jurídico, outrota tão celebrada, na verdade já mostrou o que realmente é: a possibilidade de conceder a um punhado de magistrados o poder de moldar, à sua própria hermenêutica, o funcionamento do Estado "de direito".
Essa discussão, que reaparece com frequência na internet, parece não ir a lugar algum. Vejamos alguns erros idiotas que as pessoas insistem em cometer. Primeiramente, associar, automaticamente e sem pensamento crítico, a a União Soviética, o marxismo e o comunismo como sendo automaticamente a única "esquerda" ou o único "socialismo" é não apenas um erro lógico, mas histórico. O marxismo foi uma interpretação, malgrado a mais bem-sucedida, do que é o socialismo e como alcançá-lo... a tal metodologia do "materialismo-histórico-dialético". Mas isso foi inventado por volta dos anos 1850-70; socialismo já existia antes, e era antissemita, nacionalista e até mesmo idealista. Logo, não importa se alguém é antimarxista ou contra a União Soviética, isso não o torna, logicamente, de "direita" ou antissocialista. Em verdade, a história do socialismo é recheada de conflitos internos que resultaram em cisões e diferentes interpretações do socialismo, e com muita briga e concorrência muitas vezes fatal - lembram-se do que aconteceu entre Marx e Lassale? Engels e Dühring? Mussolini e Gramsci? Trótski e Stálin? Mao e Deng Xiaoping? Enfim... é perfeitamente possível, tanto logicamente quanto historicamente, ser antimarxista e contra a União Soviética e ser membro do campo socialista. Agora, Hitler era socialista? Sim, perfeitamente. É só estudar o ramo de socialismo que ele herdou: o socialismo antissemita e nacionalista francês de Alphonse Toussenel e Pierre Leroux, herdado por Wilhelm Marr e Eugen Dühring, depois transformado num socialismo supremacista por Ludwig Woltmann... todos pensadores de uma claríssima tradição socialista, porém não-marxista. Claro, é bem desconhecida, porque não se estuda quase nada disso a sério, eis a origem de toda essa ignorância e discussão eternas. Apenas tenham isso em mente no meio dessa discussão que, como o Eterno Retorno de Platão e Nietszche, voltará à tona mais dia menos dia. Texto de minha autoria; nenhuma IA foi utilizada.
Autorretrato em aquarela de um jovem pintor - por Adolf Hitler, 1910. Esta é a minha pintura "favorita" de Hitler, e favorita no sentido de ser a que mais nos diz sobre o período mais obscuro da vida do Führer. Primeiramente, porque destoa do estilo mais realista e voltado à arquitetura, às paisagens e à natureza; é uma aquarela em que ele se pintou a si mesmo, e sabemos disso porque, ao lado da cabeça do jovem, estão suas iniciais “A.H.”, e algo mais inelegível. Em 1910, quando essa pintura foi feita, Hitler havia falhado duas vezes ao tentar entrar na Escola de Belas Artes de Viena, e havia desaparecido do radar dos poucos familiares e amigos que tinha. Esse período de tempo, de 1908 a 1914, é o mais obscuro da vida de Hitler, porque há pouquíssima evidência primária do que ele fazia, pensava e sentia, e as fontes secundárias geralmente são questionadas de viés porque foram relatadas depois de suas ascensão ao poder em 1933. Sabemos que ele sofria episódios recorrentes de depressão e isolamento, e que havia se tornado um pintor itinerante em Viena, além de, possivelmente, um trabalhador braçal na construção civil por um tempo. Ele morava em albergues para homens pobres e, pelo o que podemos saber, não tinha grandes ambições nem perspectiva de futuro. Esse autorretrato possivelmente foi feito para expressar esse sentimento de estar perdido na vida e depressivo. O mais curioso disso tudo é que, após ter sido rejeitado pela segunda vez na escola de artes em 1908, ele poderia ter tentado mais vezes; poderia ter tirado algum tempo para se aprimorar... mas não o fez, e não sabemos por que. Ele simplesmente largou tudo, se isolou e viveu anos perambulando por Viena. (A autenticidade dessa aquarela é discutida até hoje, mas a maioria assume que é legítima).
As pessoas impressionadas que Hitler pintou a Virgem Maria e Jesus Cristo em 1913 - sim, ele tentou, famosamente, ser um pintor. Mas essa pintura sempre me mostrou perfeitamente bem por que ele fracassou nesse ramo. Hitler era até bem talentoso para pintar os ambientes, a natureza e construções, mas pecava muito na anatomia e na fisionomia das pessoas. Ele chegou a ir para a segunda fase do exame admissional na Academia de Belas Artes em Viena, entre os top 20, mas falhou porque o examinador, Christian Griepenkerl, escreveu o seguinte: "Probez. ungenügend. Wenig Köpfe", traduzido como "Desenho de amostra insatisfatório. Poucas cabeças - ou rostos". Era a segunda vez que Hitler falhava, e ele nunca mais tentou. Isso porque os examinadores queriam avaliar a capacidade dos candidatos em desenhar figuras humanas, rostos etc., e Hitler não sabia fazê-lo a contento - tanto que, presumivelmente, foi reprovado pela falta de "rostos/cabeças" - leia-se, "pessoas" - bem desenhados no seu desenho de amostra. É só olhar bem essa pintura de 1913, uns 5-6 anos após ser rejeitado por Griepenkerl: o rosto do menino Jesus é estranho, os olhos fora de proporção; o lábio caricato demais. As mãos de Maria são demasiadas grandes. É o que mais chama a atenção na pintura, e no mal sentido, porque o entorno é até bem feito, mas as figuras do centro se tornam distrações. Não acho que Hitler tenha tido, honestamente, talento para ser um pintor de alto nível; seus talentos estavam mais alinhados com a engenharia. Ele poderia ter cursado a bauschule e se tornado engenheiro ou arquiteto, mas ele precisaria completar o secundário - ensino médio da época - para ter seu diploma. Coisa que ele nunca se dignou a fazer e, ao invés disso, virou um pintor itinerante durante anos.
Essa discussão reaparece frequentemente, e o argumento usado, para variar, é o de que "os nazistas não eram socialistas - ou esquerdistas - porque eram antimarxistas e anticomunistas". Muitos erros implícitos aí, como o de associar socialismo/esquerdismo exclusivamente com marxismo ou comunismo, o que é historicamente e logicamente falso, mas o pior é ignorar um dado mais importante: a própria opinião de Hitler e dos nazistas. Basta uma leitura dos discursos e do Mein Kampf, algo que deveria ter sido feito por qualquer um que se julgue apto a opinar sobre o assunto, para entender que Hitler se via como um socialista EXATAMENTE PORQUE ELE ERA ANTIMARXISTA E ANTICOMUNISTA. Ora, para o hitlerismo, o marxismo, bolchevismo, comunismo são mentiras criadas por judeus capitalistas, ou seja, falsos socialismos justamente para enganar a classe trabalhadora alemã. As pessoas acham que Hitler era antissocialista porque era antimarxista, quando a verdade é justamente o contrário: ele se via como um socialista porque lutava contra os deturpadores e falsificadores do socialismo. Sua luta era para criar o verdadeiro e único socialismo: o socialismo dos arianos, enraizado na sua genética altruísta e sacrificial.
O que me irrita na Janja é a sua prepotência e arrogância de achar que tem qualquer pertinência em palpitar seus achismos aleatórios em nome do governo, sendo que a população votou no marido dela, e não nela, para representar e promover os anseios do povo. O "cargo" dela é simplesmente ser ESPOSA do presidente, e nada mais. Todo o seu "poder" advém de uma essência patriarcal que lhe foi conferida pela autoridade do marido. Não é cargo público, nem eletivo e nem de confiança. É apenas uma esposa deslumbrada que torra o dinheiro do cartão corporativo e aprovita o holofote para falar suas asneiras politicamente corretas para o deleite dos militontos da internet. O que me importa a opinião de Janja Lula da Silva? Absolutamente nada. Em verdade, como cidadão que paga a conta do cartão dessa senhora e tem que aturar as políticas horríveis do marido, quero mais que ela se cale e deixe as pessoas com responsabilidade legal e política darem suas opiniões sobre assuntos importantes COMO A CENSURA DE UMA REDE SOCIAL. Que diabos? Uma primeira dama aleatoriamente EXIGE censurar um rede social no país? Caia fora, Janja, sua metida inútil, esse assunto é de incumbência de quem lida com as consequências legais de tal ato. Vá torrar mais um pouco do dinhero dos outros e nos poupe das suas asneiras.
Que isso PCO e Rui Costa, tmj caralho, pau no cu do Jones Manoel kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Essa resenha do PCO bicho kkkkk, me lembrou esse print aqui, do Jones palestrando sobre a superação do neoliberalismo com grana da Fundação Ford. Os comunistas acham que essas fundações e empresas bilionárias são trouxas e estão tecendo a corda que as enforcará, como dizia Lênin, mas a dialética histórica sempre traz sua dose de ironia. Atualmente, as pautas progressistas que carregam a popularidade da esquerda, que já jogou a velha luta centrada no proletariado para escanteio, é promovida pelo multibilionário capital internacional justamente na intenção de enfraquecer o nacionalismo conservador e tradicionalista: a ideia é superar a soberania das nações e suas raízes na cultura tradicional em prol de uma engenharia social planetária. Influenciadores como o Jones Manoel são bem úteis nessa empreitada, porque espalham as pautas progressistas e de quebra justificam o aumento da máquina estatal para limitar a ameaça de concorrência no mercado. São os idiotas úteis perfeitos. Por isso que é óbvio que os peões manipulados são os comunistinhas do terceiro mundo que acham que enganam o capital internacional.
É curioso, mas as piores fomes ocorridas sob regimes comunistas se deu em tempos de paz, e não de guerra nem invasão. Vejamos. Fome na Ucrânia - Holodomor - ocorreu entre 1930-1934, quando não havia guerra alguma declarada e nem qualquer invasão da União Soviética, mas, justamente, o contrário: o Estado soviético havia invadido o campesinato à força e coletivizado a agricultura, matando dezenas de milhares de "kulaks", os fazendeiros competentes. Stálin, cioso de manter o poder do Estado, desceu um controle férreo sob a venda dos grãos confiscados. Coincidência que, justamente nesse período, uma das piores fomes na história da Europa ocorreu? Fome na China de Mao se iniciou por volta de 1958 e se estendeu até meados de 1962-3, justamente quando Mao, desejoso de avançar a industrialização a todo custo, forçando os agricultores produzir localmente, em fornos e fazendas coletivizadas, e entregar a maior parte da produção, sob quotas irrealistas, ao Estado. Caso se negassem, eram presos ou mortos. Nesse período, não havia nenhuma guerra ou invasão da China... e, coincidentemente, a fome mais desastrosa de todos os tempos sacudiu a China. Fome norte-coreana sob a dinastia Kim. Em 1994, uma fome avassaladora começou a chamar a atenção do mundo, e ocorria no país mais fechado e totalitário do mundo, a Coreia do Norte. Não havia nenhuma guerra ativa e nenhuma invasão do país, mas, mesmo assim, a Coreia comunista, ironicamente, teve que recorrer a ONU e aos "países capitalistas" para conseguir sua população alimentada. Justamente nessa época, a liderança havia se recusado a abrir o mercado e havia dobrado a aposta na produção estatal de comida... coincidência? Não há tantas coincidências assim. Socializar os meios de produção, mais dia menos dias, gerará mais escassez e fome.
Hoje farei uma live com o Felippe Chaves, do canal Fúria e Tradição, sobre como os movimentos políticos capturam pautas sociais e as tornam armas de censura. Todos convidados, às 19:30: https://www.youtube.com/watch?v=BQ9DRNeTgQA
Por "seita imbecil", o Jones Manoel está se referindo, mesmo inconscientemente, ao próprio movimento comunista que ele faz parte. É um traço bem perceptível na história do socialismo e, depois, no marxismo, a autodestruição do movimento em grupos antagônicos que decidem, na refrega autofágica, quem é a "esquerda" e quem é a maléfica e reacionária "direita". O próprio socialismo, que se formaliza ideologicamente a partir de 1838 com Pierre Leroux, toma forma nacionalista e antissemita na França, até que Marx e Engels, lançando uma nova "metodologia", jogam seus antigos camaradas do campo nacionalista e antissemita para a "direita", transformando a interpretação internacionalista e materialista do socialismo na nova "esquerda". Décadas depois, na virada para o século XX até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o socialismo nacionalista teima em retornar, mas Vladimir Lênin reforçou a linha: todos os que defendem a guerra mundial e seus respectivos países são "chauvinistas de direita", e os que se mantém internacionalistas são de esquerda. Dessa forma, ele jogou Mussolini, os sindicalistas italianos e franceses para a direita, na intenção de manter a pureza do campo da esquerda. Depois de instaurada a União Soviética, a própria elite dominante, até então toda pertencente ao campo esquerdista delineado por Lênin, fragmentou-se nos "esquerdistas" - os trotskistas - e nos "centro-direita" - os stalinistas. Trótski teve a sorte de ser expulso do país em 1929 e conseguiu viver mais 11 anos, enquanto seus camaradas foram violentamente expurgados pelos stalinistas. Curiosamente, a "direita" venceu aí, mas os vencedores, claro, pavonearam-se de ser a verdadeira esquerda. E poder-se-ia dar muitos mais exemplos, mas a dialética é sempre a mesma nessa seita chamada "marxismo-comunismo". Jones está, dessa forma, sendo bem fiel à tradição da autofagia revolucionária ao tentar emplacar outros camaradas como a direita para destruí-los.
E o Brasil enfrentará, mais uma vez em 2026, a possibilidade de recusar qualquer avanço histórico porque a dupla dinâmica Lula-Alckmin, essa grotesca gambiarra política, luta para manter o país ancorado no anacrônico e obsoleto consenso de 1988. O Brasil deixado pelos patéticos militares foi herdado pelas duas forças do socialismo terceiro-mundista paridas pela USP e o ABC paulista: PT e PSDB. O teatrinho ridículo que o brasileiro seguiu com a consciência de um sonâmbulo entre essas duas forças que se digladiavam no quixotesco duelo do "bem contra o mal" - lembram-se que o PT chamava o PSDB e o Alckmin literalmente de nazistas? - só serviu para manter a velha estrutura do estamento burocrático cada vez mais inchada e lastreada na verborrágica Constituição. Sem prejuízo de alguns bilhões de reais apropriados pela cúpula do PT, o plano vacilou momentaneamente entre 2016-2022, seis anos de "escuridão, fome e fascismo", onde os "companheiros" quase foram para a lata de lixo da história na esteira de uma crise econômica arrasadora e esquemas de corrupção rapidamente jogados para baixo do pano graças aos interesses da alta burocracia judiciária. Ufa! Foi por pouco... 2022 veio e salvou o velho esquema que, mesmo sem muita moral e nada de novo a oferecer, continua tentando manter sua sobrevida. E o que os representantes desse velho esquema - o "pai dos pobres" Luiz Inácio e o "médico nazista" Alckmin - prometem ao povo brasileiro? Não se sabe ao certo... Soberania? Mais discursos "contra os yankees"... Luta ao narcotráfico? Nada de armas e força bruta, como na China e nos EUA, não, vai ser uma luta contra a "Faria Lima"... Mais benefícios ao povo? Sabe-se lá até quando, com as contas públicas do jeito que estão... Mais impostos e sigilos bancários e fiscais? Ah, isso com certeza, porque a "companheirada" precisa gastar o dinheiro. Dinheiro é para isso, afinal, né? É o "capitalismo" por um motivo: torrar o dinheiro do pobre ferrado que vota no "painho" na esperança de subir na vida... sem saber que a maior parte pagará juros da dívida e aposentadoria dos burocratas. Estamos chegando perto daquele momento de inflexão histórica que conjura a parte final da ironia e que sela o destino dos que se achavam, justamente, detentores do destino histórico. Mas talvez demore mais 4 anos.
De fato, essas são as intenções da extrema-esquerda e dos comunistas, e é fácil ser assim apenas "demonstrando", "manifestando" e "desejando" suas intenções de forma lúdica na internet ou nos grupinhos de estudo. Mas o que isso tudo importa? Em absolutamente nada, porque o que importa são os esperados efeitos concretos dessa ideologia se aplicada integralmente à sociedade. O velho Hegel mesmo já dizia que, para entender o verdadeiro significado de um termo - ou, no caso, de ideias e propostas políticas -, é preciso desafiá-lo contra a realidade e ver o que essa dialética resulta na concretude histórica. Já temos a prova empírica disso no século XX, e o resultado foi praticamente o contrário dos tópicos dessa lista. Por isso mesmo, é necessário desenvolver na criança a capacidade elementar de distinguir, de um lado, as intenções, desejos e propaganda e, de outro, os efeitos concretos e materiais das ideias; do contrário, ela crescerá sem entender nada de política e se tornará um autômato replicador de propaganda... como, provavelmente, quem postou essa lista.