Arthur Pavezzi | Economia e Política
СтатистикаEconomista. Membro da Nova Resistência.
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Não era essa, infelizmente, a política comercial [de abertura e liberalização do comércio] que conviria a um país como o nosso, que apenas iniciava a sua economia independente. Tínhamos que abraçar, àquele tempo, política semelhante à que a nação norte-americana seguiu no período de sua formação econômica. Produtores de artigos coloniais, diante de um mundo fechado por ‘polícias coloniais’, tornarmo-nos, no entanto, campeões de um liberalismo econômico na América. E os resultados de tal política estão registrados em nossa História Econômica. Parece-nos, porém, que até hoje ainda não soubemos aproveitar as lições desse passado. –Roberto Simonsen
O livre-comércio nunca foi um princípio da direita 📝 Paul Gottfried Não há nada de intrinsecamente conservador ou essencial ao capitalismo no livre-comércio. No século XIX, os países ocidentais que lutavam para modernizar suas economias adotaram tarifas alfandegárias para proteger suas indústrias nascentes. A exceção a essa regra foi a Grã-Bretanha, que na época era a principal potência econômica. Até mesmo a Grã-Bretanha voltou a adotar tarifas antes da Primeira Guerra Mundial, quando começou a ficar para trás em relação a outros países em termos de poder industrial. É claro que, mesmo quando a Inglaterra ainda defendia o livre-comércio, seus líderes agiam não em nome de um princípio capitalista purista, mas em busca do melhor interesse de seu povo. 🔗 LEIA: https://novaresistencia.org/2026/07/03/o-livre-comercio-nunca-foi-um-principio-da-direita/
“Por que exatamente o dinheiro acabou por se tornar o ‘corpo do Anticristo’? E não a crueldade, o desejo de poder, ou a perversão, como supunha a imaginação escatológica dos antigos. Por que César Bórgia, Maquiavel ou Saint-Fond, de Marquês de Sade, parecem românticos trágicos em comparação com os asseadinhos (e não é impossível que bastante morais) golden boys das bolsas de valores ao redor do mundo? Na sociedade tradicional, o próprio ‘dinheiro’ era em si sagrado, qualitativo. Não era então Capital, mas condensado material de vida solar. Cunhavam-no os sacerdotes, adornando-o com símbolos sagrados que os aproximavam do céu e da luz. Possuíam-no apenas os dignos, transmitindo-os como talismã. A natureza sagrada do dinheiro foi preservada na palavra russa. ‘Dengi’ (dinheiro) provém da raiz túrquica que significa ‘céu’, ‘dingir’, ‘tengri’. Do mesmo modo, os túrquicos chamavam a divindade suprema. Outrora o dinheiro era uma expressão material da luz, luz condensada do ouro nobre. Mas gradualmente sua natureza se inverteu por completo. Inicialmente, a prerrogativa da cunhagem foi retirada da casta sacerdotal em favor de uma segunda casta: guerreiros e príncipes. Mais tarde, as questões financeiras foram delegadas a um estamento ainda mais baixo – a burguesia, juntamente com a ralé mundial de agiotas e cambistas, pertencentes à casta dos intocáveis. Em seguida, em vez de ouro, passaram a circular cédulas como obrigação de fornecer aquele ouro quando necessário. E por fim, nos anos 1970, também esse resquício de ‘qualidade’ foi abolido, e os papéis deixaram de ser lastreados pela ‘luz condensada’. Agora, as próprias cédulas passaram a ser substituídas por cartões e códigos virtuais, e o processo de dessacralização atingiu seu limite. O ciclo completo se cumpriu, do céu luminoso da qualidade ao inferno material da quantidade.” – Alexander Dugin (@AGDugin), O Fim da Economia
Não adianta. Em primeiro lugar, Messi é, no mínimo, o melhor jogador das últimas décadas. Superior a Neymar, superior a Cristiano Ronaldo. Podemos inclusive refletir sobre ser o melhor em uns 40-50 anos. Em segundo lugar, a Argentina é, hoje, muito melhor representante de um futebol ibero-americano - raça, persistência e malandragem - do que o Brasil, infelizmente. Penso o mesmo da Colômbia, do México e do Paraguai. São seleções com ALMA. A seleção brasileira é MORNA e SEM ALMA. Em terceiro lugar, nem pago, nem com uma arma apontada para a cabeça, eu apoiaria França, Inglaterra ou Bélgica contra a Argentina como estou vendo alguns defenderem. Espanha, Noruega e Colômbia tudo bem. Paris, Londres e Bruxelas jamais. Enfim, jogo épico, apoteótico, olímpico e transcendental da Argentina contra o Egito.
Aspectos Econômicos do Eurasianismo 📝 Aleksandr Dugin 🔗 https://novaresistencia.org/2025/07/10/aspectos-economicos-do-eurasianismo/
"Fim da escala 6x1" não é uma "pauta da classe trabalhadora", é uma pauta de distração, costurada por ONGs, associações e think-tanks europeus, cujo objetivo é ir preparando o terreno para a substituição da classe trabalhadora por IAs e máquinas e sua transformação numa massa amorfa de consumidores beneficiários de assistencialismo. Quando a escala 6x1 acabar os trabalhadores beneficiados vão, simplesmente, usar o tempo livre para pegar bicos e trabalhos intermitentes, e a suposta finalidade oficial - que seria permitir o descanso do trabalhador - simplesmente não vai acontecer. A pauta da classe trabalhadora é organizar a classe trabalhadora para pressionar por valorização do salário, bem como pressionar o Estado por políticas de pleno emprego, as quais facilitariam a luta de classe e permitiriam aos trabalhadores impor suas condições aos patrões. Mas a realidade é que essas pautas econômicas contemporâneas passam muito longe da lógica clássica da luta de classe, e se diluem em políticas de benefícios sociais para o precariado que, enquanto classe, está destinado a ser transformado em "peso morto".
С днём Великой Победы, с праздником всех!
*208 anos de Karl Marx.* Marx foi grande demais para ser deixado só aos marxistas, e sério demais para ser tratado como espantalho por liberais. Discordo do seu materialismo, do seu horizonte prometeico, da subestimação da nação, da religião, da tradição e das mediações culturais. Há em Marx ainda muito da modernidade que ele criticava: a tendência a reduzir a história a uma chave universal, a pensar o homem a partir de abstrações e a tratar a emancipação como superação técnica e material das contradições humanas. Discordo também das soluções políticas que, em nome da superação do capitalismo, produziram seus próprios impasses: centralização, burocracia, nivelamento e novas formas de dominação. Ainda assim, é difícil negar que muitas experiências socialistas preservaram, ao menos em parte, algo que o capitalismo liberal tende a corroer: a ideia de finalidade coletiva, pertencimento e subordinação da economia a algum princípio superior ao mercado. Mas a força da análise permanece. Marx viu que o capitalismo não é apenas “troca voluntária”, mas uma forma histórica de organizar produção, trabalho, propriedade, crédito, técnica e poder. Viu que a mercadoria oculta relações sociais; que o dinheiro se autonomiza; que a acumulação concentra poder; que o mercado dissolve vínculos orgânicos; que tudo tende a ser reduzido a valor de troca. As críticas ao capitalismo e ao liberalismo, porém, não podem ser confiscadas pelo comunismo. A queda da URSS marcou também o esgotamento histórico da Segunda Teoria Política. A Terceira já havia se esgotado com a Segunda Guerra Mundial. O problema, portanto, não é escolher entre liberalismo, comunismo e fascismo, mas reconhecer o esgotamento das duas últimas e a vitória do liberalismo sobre elas. O que resta de vivo no diagnóstico de Marx exige uma ruptura que vá além delas. Não uma economia pensada como mecanismo abstrato, composta por indivíduos intercambiáveis, mas uma economia enraizada na história, na cultura, na tradição, no território e na forma concreta de cada civilização. Isso significa recusar tanto o culto liberal ao mercado quanto a estatização integral da vida social. O mercado pode existir como instrumento; não como princípio soberano. Uma sociedade pode ter mercado sem se tornar uma sociedade de mercado. A economia deve servir ao povo, ao Estado, à cultura, à soberania e ao destino histórico de uma civilização, não o contrário. Daí a importância de pensar desenvolvimento, moeda, crédito, técnica, indústria, infraestrutura, proteção seletiva, polos produtivos, insulamento econômico e integração continental. Contra a abstração cosmopolita do mercado mundial, a soberania dos Grandes Espaços. Contra a autonomização do dinheiro e da finança, a primazia da produção real. Contra o indivíduo liberal desenraizado, os povos, as culturas, as tradições e as civilizações concretas. Não se trata de repetir Marx como dogma, nem de aceitar o liberalismo como destino. Trata-se de recusar ambos com igual radicalidade, preservando de Marx aquilo que ele teve de mais forte: a anatomia implacável do capitalismo moderno. Marx errou em muito. Mas quem acha que Marx “foi refutado” porque existe iPhone, bolsa de valores e supermercado cheio provavelmente entendeu menos do capitalismo do que ele entendeu no século XIX. É por isso que, até hoje, o aniversário de Marx incomoda. Onde ele acertou, acertou no nervo.
Hoje é dia daqueles que se lançam sobre a matéria bruta, inerte, morta e a partir dela geram beleza, utilidade e riqueza. É o Dia do Trabalhador. De todos aqueles que, seguindo sua vocação, doam a si mesmos em prol do funcionamento da Comunidade Nacional. Doam boa parte de seus dias, porque fazem horas extras e, muitas vezes, moram longe do trabalho. Doam sua saúde física e psicológica, porque as condições do serviço não raro são menos que ideais. Doam inclusive boa parte da riqueza que produzem, porque alienados no processo produtivo, não raro produzem incontáveis vezes mais do que aquilo que efetivamente recebem de salário. Doam até mesmo a luz do Sol, já que como se comenta em um filme, o trabalhador não raro entra no local de trabalho antes do Sol nascer e sai dele após o pôr-do-sol. No campo ou na cidade, na agricultura, indústria ou serviços, sem esquecer dos proprietários-produtores (o pequeno empresário, motor da economia contemporânea), o Trabalhador, como "filho de Vulcano", como potência luminosa, ajuda a formar e transformar o mundo que conhecemos. Feliz Dia do Trabalhador!
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"O perigo que ameaçava a Pátria, na Grécia, formou um Leônidas, em Roma, um Múcio Scevola, na França, um Danton, no Brasil, um Floriano Peixoto e um Júlio de Castilhos." - Getúlio Vargas
SALVE JORGE!
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130 bilhões de dólares em dívida dos EUA vendidos pela China no final da sexta; Hormuz foi fechado novamente; Binance vendendo BTC; insiders preparando ordens de venda em bilhões de dólares... Tudo indica que as bolsas abrirão em queda forte amanhã. Algo grande vem aí. Talvez uma invasão terrestre do Irã?
"Os americanos são a refutação viva do axioma cartesiano: "Penso, logo existo": os americanos não pensam, mas são". - Julius Evola
❗️ Há 3 dias, uma nova guerra contra o Irã foi iniciada pelo eixo EUA-Israel. Nesses poucos dias, o conflito já escalou há níveis não vistos sequer na guerra dos 12 dias. A escalada regional já envolve tanto os países árabes alinhados a Washington quando as forças do Eixo da Resistência no Líbano. Rodolfo Laterza, Lucas Leiroz e Arthur Pavezzi estarão ao vivo no Panorama Militar de hoje para comentar sobre tudo o que está acontecendo. 🔗 Não perca! Hoje às 20h: https://www.youtube.com/watch?v=41bpz2iOSw8
Hoje, na Rússia, lidamos com um único modelo ultraliberal extremadamente desenvolvido, considerado universal. Em muitas pessoas ele provoca uma rejeição instintiva. Ao mesmo tempo, ainda não possuímos uma teoria econômica que, neste novo estágio, possa demonstrar de forma consistente, fundamentada, sistemática e exaustiva os defeitos estruturais e os becos sem saída do liberalismo e, em particular, do modelo liberal americano, dentro do qual somos forçados a viver. Nossa sociedade continua dividida entre liberais e seus opositores. Esses opositores, porém, não possuem uma posição econômica clara: entre eles há comunistas, nacionalistas e simples críticos. A alternativa ao liberalismo e ao globalismo no mundo é declarada como antiglobalismo, conhecido principalmente por atos de vandalismo, mas que também não oferece alternativas econômicas reais. A situação é a seguinte: existe uma única linguagem econômica ultraliberal, imposta ao mundo inteiro não tanto pelo Ocidente em geral, mas especificamente pelos Estados Unidos, e existe a humanidade — uma enorme quantidade de países, Estados, etnias e culturas que rejeitam o liberalismo. Percebendo que nessa rejeição havia apenas negação e nenhuma afirmação positiva, decidimos assumir um projeto ambicioso: elaborar uma alternativa positiva e construtiva ao modelo ultraliberal. E então descobrimos que temos um tesouro imenso sobre o qual nos apoiar. São ideias e teorias bastante positivas e construtivas. Revelou-se um verdadeiro tesouro do pensamento econômico, uma plêiade de autores e teóricos, como Friedrich List, Silvio Gesell, François Perroux, Keynes, Fernand Braudel e muitos outros. Elaborar uma teoria de desenvolvimento econômico alternativo a partir da perspectiva eurasiana e sua introdução na prática é nossa primeira e principal tarefa. Em meio à crise que se aprofunda e que expôs a insustentabilidade dos modelos liberais, é preciso começar a pensar economicamente em uma nova direção, preservando a singularidade das civilizações, rejeitando a linguagem totalitária do ultraliberalismo e oferecendo uma alternativa criativa diferente. ~ Alexander Dugin
A verdade é que Ciro Gomes no PSDB só surpreende os desavisados. Basta avaliar a trajetória do político nas últimas décadas que, à parte o discurso pseudo-nacionalista, o perfil de política econômica adotado pelo ex-ministro da fazenda foi o de um receituário neoliberal a lá Consenso de Washington, ajudando a estruturar o terreno da elite financista que hoje predomina na economia brasileira. Vamos relembrar que, enquanto ministro da Fazenda, Ciro ajudou a criar o Plano Real (coisa que ele até hoje se vangloria), o mesmo projeto que jogou a pá de cal na indústria brasileira e acelerou o processo de reprimarização da pauta exportadora do país ao apostar num câmbio valorizado e num modelo dependente de importados. As digitais do ex-ministro também estão na promoção da abertura comercial dos anos 90, que, sob o pretexto de modernização, expôs a economia brasileira a uma concorrência externa brutal, retirando toda proteção aos setores estratégicos do país e contribuindo para o desmonte do parque industrial nacional. Mas isso não pode ser lido como um “Ciro do passado”, um Ciro moldado pelo ideário da época, 'filho do seu tempo'. Nos últimos anos, em particular na última eleição, Ciro adotou um tom de ajuste fiscal extremamente radical, com direito à defesa de orçamento de base zero - uma proposta que retira a garantia mínima de orçamento para áreas como saúde e educação - e propaganda de uma reforma da previdência inspirada no modelo chileno ultraliberal do Pinochet, em que substitui o atual sistema de repartição por contas individuais de capitalização, contribuindo para intensificar a 'roda financeira' da economia brasileira que ele mesmo ajudou a criar. Quem conhece Ciro Gomes sabe que ele não passa de uma caricatura de nacionalista, um político adesista que navega entre partidos, causas, sem nunca romper com o consenso liberal. E ao fim, como todo bom filho da ordem que jurou enfrentar, retorna sempre ao lar de onde nunca saiu.
O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote. - Lima Barreto
"O que há de mais odioso, sobretudo, do que o tráfico de dinheiro, que consiste em dar para ter mais e com isso desvia a moeda de sua destinação primitiva? Ela foi inventada para facilitar as trocas; a usura, pelo contrário, faz com que o dinheiro sirva para aumentar-se a si mesmo; assim, em grego, lhe demos o nome de tokos, que significa progenitura, porque as coisas geradas se parecem com as que as geraram. Ora, neste caso, é a moeda que torna a trazer moeda, gênero de ganho totalmente contrário à natureza" - Aristóteles. A Política