ㅤ𝕱𝖊𝖙𝖎𝖘𝖍𝖎𝖘𝖒.
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𝙵𝙾𝙽𝚃𝙴𝚂 "𝚂&𝙼: 𝙴𝚜𝚝𝚞𝚍𝚘𝚜 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚘 𝚜𝚊𝚍𝚘𝚖𝚊𝚜𝚘𝚚𝚞𝚒𝚜𝚖𝚘" 𝚍𝚎 𝙶𝚎𝚛𝚜𝚑𝚘𝚗 𝙻𝚎𝚐𝚖𝚊𝚗. "𝚃𝚑𝚎 𝙽𝚎𝚠 𝚃𝚘𝚙𝚙𝚒𝚗𝚐 𝙱𝚘𝚘𝚔" 𝚎 "𝚃𝚑𝚎 𝙽𝚎𝚠 𝙱𝚘𝚝𝚝𝚘𝚖𝚒𝚗𝚐 𝙱𝚘𝚘𝚔" 𝚍𝚎 𝙳𝚘𝚜𝚜𝚒𝚎 𝙴𝚊𝚜𝚝𝚘𝚗 𝚎 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚝 𝙷𝚊𝚛𝚍𝚢. "𝚅𝚎𝚗𝚞𝚜 𝚒𝚗 𝙵𝚞𝚛𝚜" 𝚍𝚎 𝙻𝚎𝚘𝚙𝚘𝚕𝚍 𝚟𝚘𝚗 𝚂𝚊𝚌𝚑𝚎𝚛-𝙼𝚊𝚜𝚘𝚌𝚑. "𝚂𝚌𝚛𝚎𝚠 𝚝𝚑𝚎 𝚁𝚘𝚜𝚎𝚜, 𝚂𝚎𝚗𝚍 𝙼𝚎 𝚝𝚑𝚎 𝚃𝚑𝚘𝚛𝚗𝚜" 𝚍𝚎 𝙿𝚑𝚒𝚕𝚒𝚙 𝙼𝚒𝚕𝚕𝚎𝚛 𝚎 𝙼𝚘𝚕𝚕𝚢 𝙳𝚎𝚟𝚘𝚗. "𝙱𝙳𝚂𝙼: 𝚄𝚖𝚊 𝙰𝚗𝚊𝚕𝚒𝚜𝚎 𝙷𝚒𝚜𝚝𝚘𝚛𝚒𝚌𝚊 𝚎 𝚂𝚘𝚌𝚒𝚊𝚕" 𝚂𝚌𝚒𝙴𝙻𝙾 𝙵𝚎𝚝𝙻𝚒𝚏𝚎 (𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚠𝚠𝚠.𝚏𝚎𝚝𝚕𝚒𝚏𝚎.𝚌𝚘𝚖). 𝚃𝚑𝚎 𝙳𝚘𝚖𝚖𝚎 𝙲𝚑𝚛𝚘𝚗𝚒𝚌𝚕𝚎𝚜 (𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚝𝚑𝚎𝚍𝚘𝚖𝚖𝚎𝚌𝚑𝚛𝚘𝚗𝚒𝚌𝚕𝚎𝚜.𝚌𝚘𝚖) "𝙶𝚘𝚍𝚍𝚎𝚜𝚜𝚎𝚜 𝚒𝚗 𝚆𝚘𝚛𝚕𝚍 𝙼𝚢𝚝𝚑𝚘𝚕𝚘𝚐𝚢" 𝚍𝚎 𝙼𝚊𝚛𝚝𝚑𝚊 𝙰𝚗𝚗 𝚎 𝙳𝚘𝚛𝚘𝚝𝚑𝚢 𝙼𝚢𝚎𝚛𝚜 𝙸𝚖𝚎𝚕. 𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚍𝚘𝚖𝚋𝚊𝚛𝚋𝚞𝚍𝚘.𝚌𝚘𝚖/𝚐𝚞𝚒𝚊/𝚘-𝚚𝚞𝚎-𝚎-𝚋𝚍𝚜𝚖/𝚏𝚎𝚖𝚍𝚘𝚖-𝚎-𝚖𝚊𝚕𝚎𝚍𝚘𝚖/ 𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚠𝚠𝚠.𝚌𝚑𝚊𝚜𝚝𝚒𝚝𝚢.𝚌𝚘𝚖.𝚋𝚛/𝚐𝚕𝚘𝚜𝚜𝚊𝚛𝚒𝚘/𝚘-𝚚𝚞𝚎-𝚎-𝚏𝚎𝚖𝚍𝚘𝚖-𝚎𝚗𝚝𝚎𝚗𝚍𝚊-𝚊-𝚍𝚘𝚖𝚒𝚗𝚊𝚌𝚊𝚘-𝚏𝚎𝚖𝚒𝚗𝚒𝚗𝚊/?𝚜𝚛𝚜𝚕𝚝𝚒𝚍=𝙰𝚏𝚖𝙱𝙾𝚘𝚛𝙵-𝚜𝚘𝙳𝚛𝙴𝟿𝟹𝟹𝙳𝟻𝟶𝚞𝙶𝟸𝚓𝙼𝚢_𝚋𝚑𝚋𝚝𝟿𝟸𝚁𝚚𝙽𝟷𝙰𝟿𝚢𝚐𝟶𝚖𝟼𝙱𝙳𝚈𝙷𝚉𝚢𝙷𝟺𝟾𝟿𝙾𝙶 𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚍𝚘𝚖𝚋𝚊𝚛𝚋𝚞𝚍𝚘.𝚌𝚘𝚖/𝚐𝚞𝚒𝚊/𝚘-𝚚𝚞𝚎-𝚎-𝚋𝚍𝚜𝚖/𝚏𝚎𝚖𝚍𝚘𝚖/ 𝚑𝚝𝚝𝚙𝚜://𝚐𝚜𝚑𝚘𝚠.𝚐𝚕𝚘𝚋𝚘.𝚌𝚘𝚖/𝚌𝚘𝚖𝚙𝚘𝚛𝚝𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘/𝚜𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎/𝚗𝚘𝚝𝚒𝚌𝚒𝚊/𝚋𝚍𝚜𝚖-𝚘-𝚚𝚞𝚎-𝚜𝚒𝚐𝚗𝚒𝚏𝚒𝚌𝚊-𝚎-𝚌𝚘𝚖𝚘-𝚎-𝚘-𝚎𝚜𝚝𝚒𝚕𝚘-𝚍𝚎-𝚟𝚒𝚍𝚊-𝚍𝚘𝚖𝚒𝚗𝚊𝚝𝚛𝚒𝚡.𝚐𝚑𝚝𝚖𝚕 𝚁/𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚝𝚢 𝚁/𝙱𝙳𝚂𝙼
Resumindo, a “base” do femdom é uma mulher dominante controlando um homem submisso. Trazendo para a reforma que lentamente uma sociedade livre traz, nada impede de uma mulher dominante controlar uma mulher submissa. Só entenda que o conceito de femdom veio da ideia de superioridade da mulher sobre o homem, da feminilidade sobre a masculinidade e do ideal de “supremacia” que confronta as “leis” impostas pela sociedade e cultura. Ela nasceu disso, portanto ainda haverão pessoas afirmando que se restringe a isso. Dominação feminina, como a dominação em sua base, é uma troca de poder. Isso significa que a mulher dominante recebe e controla o poder da parte submissa. Já falamos diversas vezes de como isso pode ocorrer, mas em um resumo breve, podem variar amplamente, dependendo das preferências dos envolvidos. Algumas atividades comuns incluem bondage, disciplina, humilhação, práticas com eletricidade, whorshiping, ballbusting, trampling, uso de brinquedos sexuais e até mesmo controle financeiro (Nesse caso, existem FINDOMS, que são dominatrix que são focadas nesse tipo de prática). Cada prática é adaptada às necessidades e desejos dos parceiros. O grande foco é compreender que, nesse jogo, o prazer mútuo é muito importante. Porém, há mulheres dominantes que preferem intensificar essa troca de poder para uma versão onde seu próprio prazer é o maior e até único objetivo. Assim como homens e mulheres submissos que se interessam em “abdicar" do próprio prazer em nome da subserviência, sentindo apenas dores ou entregando-se a práticas. Claro, o próprio ato de se negar a receber prazer já os causa prazer, paradoxalmente. E naturalmente, tudo é bem limitado e adequado aos gostos e vontades. A comunicação e o consentimento são essenciais e indispensáveis para práticas seguras e com satisfação. Mistress Charlotte, profissional há oito anos, cita alguns de seus pensamentos sobre o femdom: "Eu sou aquela que exerce controle, autoridade e poder sobre meus submissos, usando técnicas e práticas específicas para criar experiências consensuais de submissão", explica. Como prática, é possível assumir diferentes papéis, desde uma figura autoritária e disciplinadora até uma parceira sensual e exploradora. "Ser uma dominatrix é uma parte importante da minha identidade e uma forma de autodescoberta e empoderamento", afirma. "Como dominante, eu me sinto à vontade, assumindo o controle da situação, proporcionando cuidados, orientação, ensinamentos, comandos e proteção aos meus submissos. Tudo isso é realizado dentro de limites previamente estabelecidos para garantir uma experiência segura e consensual." 𝗜'𝗠 𝗜𝗡𝗧𝗘𝗥𝗘𝗦𝗧𝗘𝗗 𝗜𝗡 𝗕𝗘𝗖𝗢𝗠𝗜𝗡𝗚 𝗔 𝗗𝗢𝗠𝗜𝗡𝗔𝗧𝗥𝗜𝗫. 𝗪𝗛𝗔𝗧 𝗦𝗛𝗢𝗨𝗟𝗗 𝗜 𝗗𝗢? Primeiramente, estude. Estude como qualquer outro dominante, até que se sinta segura para conversar sobre isso e buscar parceiros que estejam dispostos a experienciar isso com você. Se possível, busque uma dominatrix com experiência para ser sua tutora, ou um dominador com conhecimento o suficiente para auxiliar. Como sempre aviso, comece pelo básico. Comece entendendo os pilares, depois práticas mais leves, nunca em um CNC ou que coloque a segurança da pessoa submissa em risco. Seja inteligente para saber dar passos curtos, mas que servirão de base para práticas bem feitas e que gere segurança em quem estiver em contato com você. Acima de tudo, nunca vá além dos limites do outro. Dominar é uma arte, é guiar e cuidar, ter responsabilidade por um poder muito alto que lhe foi confiado. 🏳️ Por isso, não abuse dele, ou será arruinada e sofrerá consequências mais cedo ou mais tarde. A responsabilidade de dominar é alta, e o prazer de fazer com segurança e desfrutar de tudo que pode oferecer ainda mais. Com isso, encerro a explicação de hoje.
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𝗜𝗦 𝗙𝗘𝗠𝗗𝗢𝗠 𝗛𝗘𝗧𝗘𝗥𝗢𝗡𝗢𝗥𝗠𝗔𝗧𝗜𝗩𝗘? Sim, ao menos suas raízes foram. O início dessa prática foi construído em base a muitos estigmas ultrapassados e, honestamente, problemáticos. Devido ao início conturbado e rodeado de machismo, os pensamentos extremistas foram uma maneira de resistir aos tais problemas e repressões que cercavam as mulheres. No caso, considerando que criam e algumas ainda ousam crer que só pode ser chamada dominatrix/mistress mulheres cis, que dominam homens cis, supremacistas radicais. A ideologia do femdom provém de ideais intensos principalmente trazidos por Andrea Dworkin, Monique Wittig e Mary Daly, que no fim dos anos 1960 e meados de 1970 defendiam uma ideia de sociedade em que as mulheres governassem como seres superiores, afirmando que “Se as mulheres liderassem o governo, há uma chance muito maior de que não haveriam guerras, e que os problemas sociais seriam resolvidos. Os homens pensam com seus pênis. Eles são facilmente manipulados.” E se encaminharam para pensamentos radicais, construindo confusões umas com as outras, em uma autodestruição até que, lentamente, a comunidade foi aumentando e a pluralidade de pensamentos trazendo uma reforma necessária. Isso significa que mulheres trans também tornaram-se aceitas dentro da comunidade BDSM, criando uma “vertente” separada das supremacistas radicais que rejeitam todo e qualquer pensar além da superioridade exacerbada. A partir de 2013 pela ação de uma femdom trans, Domina Jen, que publicou o artigo: “O porquê de eu não acreditar mais na supremacia feminina”, no qual ela expressou sérias dúvidas e reservas ao movimento. Embora ela ainda acredite que “as mulheres são biologicamente e fisicamente superiores aos homens”, ela escreveu que não se sente à vontade para fazer generalizações. “Não quero respeito só porque sou mulher, isso parece falso e vazio. Quero ser respeitada por causa de minhas ações, por causa de quem eu sou. Existem inúmeras mulheres que são de vontade fraca, mente fraca, egoísta e cruel. Conheço muitas mulheres que não merecem nenhum tipo de respeito. E a ideia de que essas mulheres estão no comando de algo ou alguém é aterrorizante. ” e “Se eu acho que as mulheres precisam subir ao poder? Definitivamente. Eu acho que somos supremas acima de todos os outros? Absolutamente não.” Essa nova vertente do femdom também questiona a consensualidade no femdom extremista: “Como pode haver consensualidade se uma parte não respeita a outra?” Isso não é exclusivo de mulheres, há também homens dominadores radicais que, erroneamente, julgam mulheres sempre submissas e homens sempre dominantes, retratando homens submissos como fracos e a própria submissão como fraqueza, tal qual falando de mulheres dominantes como “pragas a serem erradicadas”. Esses não são incomuns de se encontrar, e por isso não se deve absorver qualquer opinião sem que se estude e compreenda raízes antes. 💬
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𝗙𝗘𝗠𝗗𝗢𝗠. 𝖯𝗈𝗐𝖾𝗋 𝗉𝗅𝖺𝖼𝖾𝖽 𝗂𝗇 𝗍𝗁𝖾 𝖼𝖺𝗉𝖺𝖻𝗅𝖾 🌨️🌨️🌨️🌨️🌨️🌨️ 𝗁𝖺𝗇𝖽𝗌 𝗈𝖿 𝗐𝗈𝗆𝖾𝗇. Começo abordando o assunto com a máxima de respeito, especificando que, apesar de não ser uma mulher, me dediquei em estudos aprofundados para que os explique adequadamente. Também ressalto que o tema abordará tópicos como: 𝗠𝗮𝗰𝗵𝗶𝘀𝗺𝗼, 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗯𝗶𝗮, 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝗺𝗼 𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰𝗮𝗹 𝗲 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗶𝘃𝗲𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮𝘀 𝗽𝗮𝘂𝘁𝗮𝘀 𝘀𝗲𝗻𝘀𝗶𝘃𝗲𝗶𝘀. O alerta estará logo antes de cada um, mas aviso desde já. ❗️ Femdom é uma prática inteiramente inserida dentro do BDSM, impossível de desvencilhar. Sendo uma abreviação para “female domination” ou “dominação feminina”, possui raízes antigas, mas se consolidou um pouco recentemente. Isso é, seu “real” surgimento ousou confrontar paradigmas e estigmas muito consolidados na sociedade, o machismo com o principal. Como o próprio BDSM, é algo que difere do normativo social. ❤️ A figura feminina, desde muito cedo, sempre foi retratada como símbolo de muito poder e sabedoria. A mãe natureza, sempre tida como uma mulher com poder completo sobre forças e acontecimentos. Afrodite, deusa do amor, sensualidade e beleza. Àrtemis, deusa da caça e da pureza e outras divindades gregas. Já na Hindu, temos Kali, uma figura divina, poderosa e destrutiva que muitas vezes era e é retratada pisando e sobrepujando homens, retratando controle sobre a energia masculina. Na idade média, a figura da mulher emergia ainda mais em foco, não abordando neste momento o machismo que era disseminado na sociedade, mas na literatura e artes como esculturas, pinturas e afins. Literaturas como “ O conto da esposa de Bath”, de Geoffrey Chaucer, retratava uma mulher desafiando os papéis de gêneros da tradição regente. Na arte renascentista, pinturas como “Judite decapitando Holofernes” também traziam à tona o poder feminino destruindo o masculino com violência. Já no século XIX, que foi um dos pilares para o nascimento e consolidação do BDSM, o femdom também começou a dar seus primeiros passos como uma prática. A era vitoriana, que é conhecida por sua repressão sexual intensa e inegável, por tamanho controle e devido a natureza expansiva do homem com sua impossibilidade de ser reprimido eternamente, presenciou um aumento do fascínio pelo erotismo e, desse modo, pela dominação como prática sexual. Já falei sobre a Vênus das peles aqui, mas é interessante ressaltar o quão significativo foi para todo o começo. Nesse livro, também há uma dominação feminina e submissão masculina. O termo "masoquismo" deriva do seu autor, Leopold von Sacher-Masoch. Outras obras como “The Pearl” frequentemente retratavam a mulher dominante exercendo controle sobre um homem submisso. Nos anos seguintes, especialmente em 1920, a cultura burlesca e os cabarés da época traziam com certa frequência mulheres dominantes. Na Segunda Guerra Mundial, um grande símbolo de força feminina e “mulher dominante” foi a arte impressa em pôsteres “Rosie the Riveter”. Em 1960, com a comunidade BDSM já em formação, houveram as primeiras dominatrix/mistress — título para mulheres dominantes, abordaremos com detalhes mais à frente — cobrando por serviços e atuando profissionalmente em casas e movimentos BDSM. Chegando em 1990-2000, com o advento da tecnologia e a facilitação da liberdade sexual por meio desta, assim como criação de grupos e socialização de pessoas com gostos iguais ou semelhantes, se consolidou inteiramente o termo e se disseminou. Deste modo, sabemos que o gênero não define posição dentro da prática, senão os gostos e acordos dos envolvidos.💬
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Alguns podem imaginar que essa parafilia não ultrapassa limites, mas não um caso isolado tratar desse tópico em assassinos e também suicidas. Desde pessoas que morreram em meio a algo — estranguladas até a morte — como assassinos em série movidos pela excitação sexual em matar. Por isso, a linha é muito tênue. Para manter a segurança, é sempre importante relembrar todos os tópicos que garantem algo seguro e com riscos mínimos. 𝗛𝗢𝗪 𝗧𝗢 𝗣𝗥𝗔𝗖𝗧𝗜𝗖𝗘?📰 Se você se identificou com algo abordado aqui, dispondo de um parceiro cuja confiança é inabalável e também está disposto a se aventurar, a maneira segura são os roleplays. Investir em uma atmosfera cujos sentidos caminhem para a sensação, ainda que conscientemente seguro, de insegurança e fim iminente. Perseguições, sequestros e, naturalmente, práticas que envolvam o CNC. Por isso, recomendo tanto a leitura do tópico quanto que sejam praticantes já introduzidos e com experiência no BDSM e em tratar de cenas mais intensas. O aftercare também é essencial, evitando subdrop. Relembrando, por favor, leiam os tópicos marcados. 𝙵𝙾𝙽𝚃𝙴𝚂: 𝙱𝚎𝚒𝚎𝚛, 𝙺. (𝟸𝟶𝟶𝟾). 𝙲𝚘𝚖𝚖𝚎𝚗𝚝 𝚘𝚗 𝙿𝚏𝚊𝚏𝚏𝚕𝚒𝚗’𝚜 (𝟸𝟶𝟶𝟾) “𝙶𝚘𝚘𝚍 𝚎𝚗𝚘𝚞𝚐𝚑 𝚝𝚘 𝚎𝚊𝚝”. 𝙰𝚛𝚌𝚑𝚒𝚟𝚎𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙱𝚎𝚑𝚊𝚟𝚒𝚘𝚛, 𝟹𝟾, 𝟷𝟼𝟺-𝟷𝟼𝟻. 𝙳𝚘𝚠𝚗𝚒𝚗𝚐, 𝙻. (𝟸𝟶𝟶𝟺). 𝙾𝚗 𝚝𝚑𝚎 𝚕𝚒𝚖𝚒𝚝𝚜 𝚘𝚏 𝚜𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝚎𝚝𝚑𝚒𝚌𝚜: 𝚃𝚑𝚎 𝚙𝚑𝚎𝚗𝚘𝚖𝚎𝚗𝚘𝚕𝚘𝚐𝚢 𝚘𝚏 𝚊𝚞𝚝𝚊𝚜𝚜𝚊𝚜𝚜𝚒𝚗𝚘𝚙𝚑𝚒𝚕𝚒𝚊. 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚝𝚢 𝚊𝚗𝚍 𝙲𝚞𝚕𝚝𝚞𝚛𝚎, 𝟾, 𝟹–𝟷𝟽. 𝙻𝚘𝚟𝚎, 𝙱. (𝟷𝟿𝟿𝟸). 𝙴𝚗𝚌𝚢𝚌𝚕𝚘𝚙𝚎𝚍𝚒𝚊 𝚘𝚏 𝚄𝚗𝚞𝚜𝚞𝚊𝚕 𝚂𝚎𝚡 𝙿𝚛𝚊𝚌𝚝𝚒𝚌𝚎𝚜. 𝙵𝚘𝚛𝚝 𝙻𝚎𝚎, 𝙽𝙹: 𝙱𝚊𝚛𝚛𝚒𝚌𝚊𝚍𝚎 𝙱𝚘𝚘𝚔𝚜 𝙼𝚘𝚗𝚎𝚢, 𝙹. (𝟷𝟿𝟾𝟼). 𝙻𝚘𝚟𝚎𝚖𝚊𝚙𝚜: 𝙲𝚕𝚒𝚗𝚒𝚌𝚊𝚕 𝚌𝚘𝚗𝚌𝚎𝚙𝚝𝚜 𝚘𝚏 𝚜𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕/𝚎𝚛𝚘𝚝𝚒𝚌 𝚑𝚎𝚊𝚕𝚝𝚑 𝚊𝚗𝚍 𝚙𝚊𝚝𝚑𝚘𝚕𝚘𝚐𝚢, 𝚙𝚊𝚛𝚊𝚙𝚑𝚒𝚕𝚒𝚊, 𝚊𝚗𝚍 𝚐𝚎𝚗𝚍𝚎𝚛 𝚝𝚛𝚊𝚗𝚜𝚙𝚘𝚜𝚒𝚝𝚒𝚘𝚗 𝚒𝚗 𝚌𝚑𝚒𝚕𝚍𝚑𝚘𝚘𝚍, 𝚊𝚍𝚘𝚕𝚎𝚜𝚌𝚎𝚗𝚌𝚎, 𝚊𝚗𝚍 𝚖𝚊𝚝𝚞𝚛𝚒𝚝𝚢. 𝙽𝚎𝚠 𝚈𝚘𝚛𝚔: 𝙸𝚛𝚟𝚒𝚗𝚐𝚝𝚘𝚗. 𝙿𝚏𝚊𝚏𝚏𝚕𝚒𝚗, 𝙵. (𝟸𝟶𝟶𝟾). 𝙶𝚘𝚘𝚍 𝚎𝚗𝚘𝚞𝚐𝚑 𝚝𝚘 𝚎𝚊𝚝. 𝙰𝚛𝚌𝚑𝚒𝚟𝚎𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙱𝚎𝚑𝚊𝚟𝚒𝚘𝚛, 𝟹𝟽, 𝟸𝟾𝟼-𝟸𝟿𝟹. 𝙿𝚏𝚊𝚏𝚏𝚕𝚒𝚗, 𝙵. (𝟸𝟶𝟶𝟿). 𝚁𝚎𝚙𝚕𝚢 𝚝𝚘 𝙱𝚎𝚒𝚎𝚛 (𝟸𝟶𝟶𝟿). 𝙰𝚛𝚌𝚑𝚒𝚟𝚎𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙱𝚎𝚑𝚊𝚟𝚒𝚘𝚛, 𝟹𝟾, 𝟷𝟼𝟼-𝟷𝟼𝟽. 𝚂𝚘𝚋𝚕𝚎, 𝙰. (𝟷𝟿𝟿𝟼). 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙸𝚗𝚟𝚎𝚜𝚝𝚒𝚐𝚊𝚝𝚒𝚘𝚗𝚜. 𝙽𝚎𝚠 𝚈𝚘𝚛𝚔: 𝙽𝚎𝚠 𝚈𝚘𝚛𝚔 𝚄𝚗𝚒𝚟𝚎𝚛𝚜𝚒𝚝𝚢 𝙿𝚛𝚎𝚜𝚜. 𝚂𝚘𝚕𝚘𝚖𝚘𝚗, 𝚁. (𝟷𝟿𝟿𝟽). 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝚙𝚊𝚛𝚊𝚍𝚒𝚐𝚖𝚜. 𝙸𝚗 𝙰. 𝚂𝚘𝚋𝚕𝚎 (𝙴𝚍.), 𝚃𝚑𝚎 𝙿𝚑𝚒𝚕𝚘𝚜𝚘𝚙𝚑𝚢 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡: 𝙲𝚘𝚗𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘𝚛𝚊𝚛𝚢 𝚁𝚎𝚊𝚍𝚒𝚗𝚐𝚜 (𝚃𝚑𝚒𝚛𝚍 𝙴𝚍𝚒𝚝𝚒𝚘𝚗, 𝚙𝚙.𝟸𝟷-𝟸𝟿). 𝙾𝚡𝚏𝚘𝚛𝚍: 𝚁𝚘𝚠𝚖𝚊𝚗 𝚊𝚗𝚍 𝙻𝚒𝚝𝚝𝚕𝚎. 𝙰𝚐𝚐𝚛𝚊𝚠𝚊𝚕, 𝙰. (𝟸𝟶𝟶𝟿). 𝙵𝚘𝚛𝚎𝚗𝚜𝚒𝚌 𝚊𝚗𝚍 𝙼𝚎𝚍𝚒𝚌𝚘-𝙻𝚎𝚐𝚊𝚕 𝙰𝚜𝚙𝚎𝚌𝚝𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙲𝚛𝚒𝚖𝚎𝚜 𝚊𝚗𝚍 𝚄𝚗𝚞𝚜𝚞𝚊𝚕 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙿𝚛𝚊𝚌𝚝𝚒𝚌𝚎𝚜. 𝙲𝚁𝙲 𝙿𝚛𝚎𝚜𝚜. 𝚀𝚞𝚎𝚎𝚗, 𝙲. (𝟷𝟿𝟿𝟻). 𝙴𝚡𝚑𝚒𝚋𝚒𝚝𝚒𝚘𝚗𝚒𝚜𝚖 𝚏𝚘𝚛 𝚝𝚑𝚎 𝚂𝚑𝚢. 𝙼𝚘𝚜𝚎𝚛, 𝙲. (𝟸𝟶𝟶𝟿). 𝙷𝚎𝚊𝚕𝚝𝚑 𝙲𝚊𝚛𝚎 𝚆𝚒𝚝𝚑𝚘𝚞𝚝 𝚂𝚑𝚊𝚖𝚎: 𝙰 𝙷𝚊𝚗𝚍𝚋𝚘𝚘𝚔 𝚏𝚘𝚛 𝚝𝚑𝚎 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚕𝚢 𝙳𝚒𝚟𝚎𝚛𝚜𝚎 𝚊𝚗𝚍 𝚃𝚑𝚎𝚒𝚛 𝙲𝚊𝚛𝚎𝚐𝚒𝚟𝚎𝚛𝚜. 𝚂𝚊𝚗 𝙵𝚛𝚊𝚗𝚌𝚒𝚜𝚌𝚘: 𝙶𝚛𝚎𝚎𝚗𝚎𝚛𝚢 𝙿𝚛𝚎𝚜𝚜. 𝙶𝚛𝚒𝚏𝚏𝚒𝚝𝚑𝚜, 𝙼. (𝟷𝟿𝟿𝟾). "𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝚊𝚍𝚍𝚒𝚌𝚝𝚒𝚘𝚗 𝚊𝚗𝚍 𝚊𝚜𝚙𝚑𝚢𝚡𝚒𝚘𝚙𝚑𝚒𝚕𝚒𝚊." 𝙱𝚛𝚒𝚝𝚒𝚜𝚑 𝙼𝚎𝚍𝚒𝚌𝚊𝚕 𝙹𝚘𝚞𝚛𝚗𝚊𝚕, 𝟹𝟷𝟼(𝟽𝟷𝟹𝟽), 𝟾𝟹𝟶. 𝚂𝚊𝚞𝚟𝚊𝚐𝚎𝚊𝚞, 𝙰., & 𝚁𝚊𝚌𝚎𝚝𝚝𝚎, 𝚂. (𝟸𝟶𝟶𝟻). "𝙰𝚞𝚝𝚘𝚎𝚛𝚘𝚝𝚒𝚌 𝚍𝚎𝚊𝚝𝚑𝚜 𝚒𝚗 𝚝𝚑𝚎 𝚕𝚒𝚝𝚎𝚛𝚊𝚝𝚞𝚛𝚎 𝚏𝚛𝚘𝚖 𝟷𝟿𝟻𝟺 𝚝𝚘 𝟸𝟶𝟶𝟺: 𝚊 𝚛𝚎𝚟𝚒𝚎𝚠." 𝙹𝚘𝚞𝚛𝚗𝚊𝚕 𝚘𝚏 𝙵𝚘𝚛𝚎𝚗𝚜𝚒𝚌 𝚂𝚌𝚒𝚎𝚗𝚌𝚎𝚜 𝙷𝚊𝚛𝚍𝚢, 𝙹. 𝚆., & 𝙴𝚊𝚜𝚝𝚘𝚗, 𝙳. (𝟸𝟶𝟷𝟽). 𝚃𝚑𝚎 𝙴𝚝𝚑𝚒𝚌𝚊𝚕 𝚂𝚕𝚞𝚝: 𝙰 𝙿𝚛𝚊𝚌𝚝𝚒𝚌𝚊𝚕 𝙶𝚞𝚒𝚍𝚎 𝚝𝚘 𝙿𝚘𝚕𝚢𝚊𝚖𝚘𝚛𝚢, 𝙾𝚙𝚎𝚗 𝚁𝚎𝚕𝚊𝚝𝚒𝚘𝚗𝚜𝚑𝚒𝚙𝚜, 𝚊𝚗𝚍 𝙾𝚝𝚑𝚎𝚛 𝙵𝚛𝚎𝚎𝚍𝚘𝚖𝚜 𝚒𝚗 𝚂𝚎𝚡 𝚊𝚗𝚍 𝙻𝚘𝚟𝚎. 𝚆𝚒𝚜𝚎𝚖𝚊𝚗, 𝙹. (𝟷𝟿𝟿𝟼). 𝚂𝙼 𝟷𝟶𝟷: 𝙰 𝚁𝚎𝚊𝚕𝚒𝚜𝚝𝚒𝚌 𝙸𝚗𝚝𝚛𝚘𝚍𝚞𝚌𝚝𝚒𝚘𝚗. 𝙱𝚊𝚛𝚔𝚎𝚛, 𝙼., & 𝙻𝚊𝚗𝚐𝚍𝚛𝚒𝚍𝚐𝚎, 𝙳. (𝟸𝟶𝟷𝟶). 𝚄𝚗𝚍𝚎𝚛𝚜𝚝𝚊𝚗𝚍𝚒𝚗𝚐 𝙽𝚘𝚗-𝙼𝚘𝚗𝚘𝚐𝚊𝚖𝚒𝚎𝚜.
ㅤ Sexólogos enfatizam que fantasias sexuais, as de alto risco inclusas, são consideradas "comuns" e nem sempre são indicativo que quem as tem necessariamente irá colocá-las em prática. No entanto, no caso da autassassinofilia, a linha entre fantasia e realidade pode ser realmente tênue. Por isso, é importante tratar do assunto com responsabilidade já que, dependendo do caso, há possibilidade de ser letal. No sentido oposto ao contexto da autassassinofilia, a título de curiosidade, encontramos a erotofonofilia. Que, antes de expôr as palavras John, ainda na obra citada mais acima, é simplificadamente a excitação na possibilidade, encenação ou imaginação em assassinar o parceiro acidentalmente, ou propositalmente. “Autassassinofilia é uma parafilia do tipo sacrificial/exploratório em que a excitação sexual, e a facilitação ou obtenção do orgasmo respondem e dependem do gerenciamento de palco da possibilidade da própria morte masoquista por assassinato. A condição parafílica recíproca é assassinato por luxúria é erotofonofilia. Erotofonofilia é uma parafilia do tipo sacrificial/exploratório em que a excitação sexual e a facilitação ou obtenção do orgasmo respondem e dependem do gerenciamento de palco e da execução do assassinato de um desavisado parceiro sexual. O orgasmo do erotofonofílico coincide com a expiração do parceiro.” Explica John Money. O autassassinófilo, na explicação de Money, está mais interessado em seu orgasmo do que em sua morte, resultando em uma compulsão de ‘suportar e manejar a cena da possibilidade’ ao invés da realidade de seu fim nas mãos de outra pessoa. O erotofonofílico, por outro lado, é movido pela concretização da morte do outro e – o que é crucial – este outro deve desconhecer as intenções do assassino. Estas definições, então, efetivamente excluem a reciprocidade de consentimento, no sentido cru da parafilia. E, já repeti mais acima, porém vale ressaltar: Quando abordamos parafilias e fetiches que colocam a integridade de qualquer uma das partes, requer tanto o consentimento quanto a mobilização dos próprios riscos tratados. Por isso, a maneira mais segura e, apesar de desencorajada, viável, são encenações consensuais entre os praticantes.
𝗔𝗨𝗧𝗔𝗦𝗦𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗛𝗟𝗜𝗔. 📰 𝖳𝗁𝖾 𝗌𝖾𝗑𝗎𝖺𝗅 𝖾𝗑𝖼𝗂𝗍𝖾𝗆𝖾𝗇𝗍 𝖺𝗍 𝗍𝗁𝖾 🌨️🌨️🌨️🌨️🌨️ 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗂𝖻𝗂𝗅𝗂𝗍𝗒 𝗈𝗋 𝖽𝖺𝗇𝗀𝖾𝗋 𝗈𝖿 𝗱𝘆𝗶𝗻𝗴. A autassassinofilia é uma parafilia — padrão de excitação sexual intenso e persistente associado a objetos, situações ou fantasias atípicas, fora do considerado padrão — incomum e bastante "rara". Essencialmente difícil de se encontrar vestígios em pesquisas, já que pouquíssimo estudada, porém real; caracteriza-se pela excitação sexual na idéia ou fantasia do risco de morte. O termo foi cunhado pelo psicólogo John Money em 1986, através da obra "Lovemaps: Clinical Concepts of Sexual/Erotic Health and Pathology, Paraphilia, and Gender Transposition in Childhood, Adolescence, and Maturity". Neste livro, o autor descreveu a autassassinofilia como uma variação da asfixiofilia — no caso, não tocamos nesse assunto tão detalhadamente, mas é a excitação por restrição de oxigênio — porém, tratando do tema com um foco muito mais intenso na idéia/fantasia de ser morto. 𝗔𝗦𝗙𝗜𝗫𝗜𝗢𝗙𝗜𝗟𝗜𝗔.📰 Prática que retrata a restrição e controle da oxigenação do corpo do parceiro durante a prática estabelecida. Também conhecido como breathplay, sendo uma prática de risco altíssimo, mesmo entre praticantes e adeptos experientes. A autassassinofilia é, ao menos nas pesquisas que fiz, frequentemente associada a casos extremos demais, absurdos. A título de exemplo, pessoas que buscam o risco real de morte para alcançar a plenitude do prazer sexual. Porém, não é apenas sobre isso e há maneiras mais tranquilas e não possivelmente letais de experimentar esse prazer. Na intenção de trazer a autassassinofilia para o contexto de situações onde o BDSM está incluso, a ela pode ser explorada através de roleplaying. Encenações que envolvam cenários de perigo ou ameaças, como simulações de sequestros e "tentativas" de assassinato. Quando performadas dentro dos limites impostos pelas regras de segurança e bem estar do BDSM, as práticas são seguras o suficiente. Relembrando sempre o consentimento de todos os envolvidos, explícito e declarado. Tal como os limites bem estabelecidos. No entanto, práticas que envolvam risco de vida, como no caso da asfixiofilia, autassassinofilia e outras, são desencorajadas pela comunidade, já que tocam em riscos que não podem ser inteiramente anulados (RACK). Enfatizo o reconhecimento de limites e todas as medidas de segurança, tal como conhecimento de riscos e letalidade. É importante discutir estes pontos antes de qualquer situação.
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ㅤㅤㅤㅤ パートナープロジェクト ㅤㅤㅤㅤ 𝗣𝗥𝗢𝗝𝗘𝗧𝗢𝗦 𝗣𝗔𝗥𝗖𝗘𝗜𝗥𝗢𝗦. 🖤 ٬ ✿ ֹ 𝓒 . 𝗂𝗇𝗇𝖺𝗺𝗼𝗻 𝒢𝖺𝗋𝖽𝖾𝗇 .ᨘ۫.ꪶ. ❓ Help focada em stickers, separadores e emojis. 🖤 𝓗𝒆𝒂𝒗𝒆𝒏𝒍𝒚 𝒑𝒍𝒂𝒄𝒆. ℹ É um refúgio mágico destinado ao público interpretativo. Adentrando a loja de ítens mágicos, ali estará esperando um grupo com espaço pra conversas, interações e aventuras textuais, destinado a humanos e criaturas que desejam conhecer uns aos outros. ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ𝖢𝗈𝗇𝗍𝖺𝗍𝗈, @goeticas.
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ㅤ 𝗣𝗦𝗬𝗖𝗛𝗢𝗟𝗢𝗚𝗜𝗖𝗔𝗟 𝗔𝗦𝗣𝗘𝗖𝗧𝗦. 📰 A psicologia no voyeurismo aborda que a observação pode proporcionar uma série de respostas a questões internas, desde as emocionais até as psicológicas. O prazer pode ser derivado da "transgressão" dos limites, do anonimato e da adrenalina adquirida ao observar. Um estudo de 2016 publicado na 𝗔𝗿𝗰𝗵𝗶𝘃𝗲𝘀 𝗼𝗳 𝗦𝗲𝘅𝘂𝗮𝗹 𝗕𝗲𝗵𝗮𝘃𝗶𝗼𝗿 sugere que os voyeurs constantemente sentem e experienciam numa combinação de excitação sexual plena e um sentimento de controle ao observar, assim como a adrenalina de estar à parte em um momento íntimo. "O voyeurismo, quando praticado de forma consensual, pode ser uma expressão de desejos reprimidos e um meio de explorar a própria sexualidade de maneira segura." — Archives of Sexual Behavior, vol. 45, 2016. 𝗛𝗢𝗪 𝗧𝗢 𝗣𝗥𝗔𝗖𝗧𝗜𝗖𝗘? 📰 Desde casas de swing até conversas abertas com casais dispostos, ou pessoas dispostas e proporcionar uma visão privilegiada enquanto sustentam a narrativa de que não estão cientes ou, cientes daquilo, não permitem toques. A implementação do estímulo visual é essencial, portanto a maneira de se aventurar na prática depende inteiramente da procura do indivíduo e do consentimento daqueles ao seu redor. Sendo assim, finalizo por aqui a explicação de hoje. Caso hajam dúvidas, logo abrirei espaço para um questionário aberto e livre de julgamentos. 𝙵𝙾𝙽𝚃𝙴𝚂: 𝙵𝚘𝚞𝚌𝚊𝚞𝚕𝚝, 𝙼𝚒𝚌𝚑𝚎𝚕. 𝙰 𝙷𝚒𝚜𝚝𝚘𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚊 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎. 𝚅𝚘𝚕𝚞𝚖𝚎 𝙸: 𝙰 𝚅𝚘𝚗𝚝𝚊𝚍𝚎 𝚍𝚎 𝚂𝚊𝚋𝚎𝚛. 𝟷𝟿𝟽𝟼. 𝚁𝚎𝚊𝚐𝚎, 𝙿𝚊𝚞𝚕𝚒𝚗𝚎. 𝙰 𝙷𝚒𝚜𝚝𝚘𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚎 𝙾. 𝟷𝟿𝟻𝟺. 𝙴𝚊𝚜𝚝𝚘𝚗, 𝙳𝚘𝚜𝚜𝚒𝚎, 𝚎 𝙷𝚊𝚛𝚍𝚢, 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚝 𝚆. 𝚃𝚑𝚎 𝙽𝚎𝚠 𝚃𝚘𝚙𝚙𝚒𝚗𝚐 𝙱𝚘𝚘𝚔. 𝟸𝟶𝟷𝟺. 𝙰𝚛𝚌𝚑𝚒𝚟𝚎𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙱𝚎𝚑𝚊𝚟𝚒𝚘𝚛, 𝚅𝚘𝚕. 𝟺𝟻, 𝟸𝟶𝟷𝟼. 𝙱𝚊𝚞𝚍𝚎𝚕𝚊𝚒𝚛𝚎, 𝙲𝚑𝚊𝚛𝚕𝚎𝚜 - "𝙰𝚜 𝙵𝚕𝚘𝚛𝚎𝚜 𝚍𝚘 𝙼𝚊𝚕" (𝟷𝟾𝟻𝟽). 𝙵𝚛𝚎𝚞𝚍, 𝚂𝚒𝚐𝚖𝚞𝚗𝚍 - "𝚃𝚛𝚎𝚜 𝙴𝚗𝚜𝚊𝚒𝚘𝚜 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚊 𝚃𝚎𝚘𝚛𝚒𝚊 𝚍𝚊 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎" (𝟷𝟿𝟶𝟻). 𝙱𝙳𝚂𝙼 𝚎 𝙲𝚞𝚕𝚝𝚞𝚛𝚊 - 𝙰𝚛𝚝𝚒𝚐𝚘𝚜 𝚎 𝚎𝚜𝚝𝚞𝚍𝚘𝚜 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚊 𝚎𝚟𝚘𝚕𝚞𝚌𝚊𝚘 𝚍𝚘 𝙱𝙳𝚂𝙼 𝚗𝚊 𝚜𝚘𝚌𝚒𝚎𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚌𝚘𝚗𝚝𝚎𝚖𝚙𝚘𝚛𝚊𝚗𝚎𝚊. 𝙿𝚜𝚒𝚌𝚘𝚕𝚘𝚐𝚒𝚊 𝚍𝚘 𝙿𝚛𝚊𝚣𝚎𝚛 - 𝙿𝚎𝚜𝚚𝚞𝚒𝚜𝚊𝚜 𝚜𝚘𝚋𝚛𝚎 𝚊 𝚙𝚜𝚒𝚌𝚘𝚕𝚘𝚐𝚒𝚊 𝚍𝚘 𝚟𝚘𝚢𝚎𝚞𝚛𝚒𝚜𝚖𝚘 𝚎 𝚜𝚞𝚊𝚜 𝚒𝚖𝚙𝚕𝚒𝚌𝚊𝚌𝚘𝚎𝚜. 𝙷𝚘𝚕𝚝, 𝙹. "𝚃𝚑𝚎 𝙷𝚒𝚜𝚝𝚘𝚛𝚢 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕𝚒𝚝𝚢: 𝙰 𝚁𝚎𝚟𝚒𝚎𝚠 𝚘𝚏 𝙵𝚘𝚞𝚌𝚊𝚞𝚕𝚝'𝚜 𝚆𝚘𝚛𝚔." 𝙸𝚗 𝙹𝚘𝚞𝚛𝚗𝚊𝚕 𝚘𝚏 𝙷𝚒𝚜𝚝𝚘𝚛𝚒𝚌𝚊𝚕 𝚂𝚘𝚌𝚒𝚘𝚕𝚘𝚐𝚢, 𝟸𝟶𝟶𝟻. 𝙰𝚛𝚌𝚑𝚒𝚟𝚎𝚜 𝚘𝚏 𝚂𝚎𝚡𝚞𝚊𝚕 𝙱𝚎𝚑𝚊𝚟𝚒𝚘𝚛. 𝚅𝚘𝚕. 𝟺𝟻, 𝟸𝟶𝟷𝟼. 𝙴𝚊𝚜𝚝𝚘𝚗, 𝙳𝚘𝚜𝚜𝚒𝚎, 𝚎 𝙷𝚊𝚛𝚍𝚢, 𝙹𝚊𝚗𝚎𝚝 𝚆. 𝚃𝚑𝚎 𝙽𝚎𝚠 𝚃𝚘𝚙𝚙𝚒𝚗𝚐 𝙱𝚘𝚘𝚔. 𝟸𝟶𝟷𝟺. 𝙱𝚘𝚌𝚌𝚊𝚌𝚌𝚒𝚘, 𝙶𝚒𝚘𝚟𝚊𝚗𝚗𝚒. 𝙳𝚎𝚌𝚊𝚖𝚎𝚛𝚊𝚘. (𝟷𝟹𝟻𝟹).
Durante a idade média, a sexualidade foi constantemente reprimida pelas normas religiosas que perduram até hoje. Com o Renascimento, houve uma redescoberta do corpo humano e os passos curtos rumo à apreciação da sexualidade tornaram a acontecer. A literatura da época, como as obras de Giovanni Boccaccio, começaram a explorar temas eróticos, com muita frequência de citações sobre voyeurismo, trazendo o tema à tona. "Os contos retratam uma sociedade em que o desejo e a observação da sexualidade humana são temas centrais, refletindo a complexidade das relações sociais." — Giovanni Boccaccio, Decamareão, 1353. Psicólogos, como Sigmund Freud, começaram a abordar e explorar a sexualidade humana se seus aspectos ocultos, estigmatizados e reprimidos. Freud discutiu o conceito da "excitação sexual" que poderia ser desencadeada pela observação de outrem, enfatizando a conexão entre voyeurismo e o que há de encoberto e reprimido no âmago humano. "A curiosidade sexual é uma parte fundamental da psique humana, e o voyeurismo pode ser visto como uma manifestação dessa curiosidade." — Sigmund Freud, Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, 1905. No século XX, no movimento de libertação sexual nas decadas de 1960 e 1970, com o avanço da tecnologia e modernidade, tal como o surgimento da pornografia assistida e de fácil acesso, o voyeurismo tornou-se uma prática mais discutida, e mais notável principalmente entre aqueles que decidiram explorar a própria sexualidade. Na cultura BDSM, o voyeurismo tornou-se algo aliado à ela conforme se estabeleceu enquanto movimento, principalmente levando em consideração as festas e eventos fetichistas que, com muita frequência e até já algo enraizado, trazem consigo exibições de kinks e práticas, onde o voyeurismo é uma parte essencial da experiência consensual dos participantes. Sobre ética e questões sociais, é mais do que óbvio que o voyeurismo, quando não consensual, em qualquer modo de ocorrer, é errado e inaceitável. A discussão sobre privacidade e consentimento é necessária, sendo ainda mais proeminente com o advento da tecnologia moderna, onde câmeras de segurança e vigilância, até internet, o voyeurismo acaba ocorrendo. No entanto, não é sobre isso que falamos, e é essa prática que combatemos. "A ética no BDSM é baseada em consentimento informado cada participante tem direito de definir seus limites." — Dossie Easton e Janet W. Hardy, The New Tapping Book, 2014. Voltando ao contexto BDSM, o voyeurismo começou a ganhar certa visibilidade na sociedade ocidental especialmente com a publicação de literaturas eróticas e com formações de debates em comunidades, discutindo abertamente as práticas. Autores como Anne Rice, em sua série "A história do Vampiro Lestat", e o famoso "Story of O" de Pauline Réage, exploraram temas com dominação e submissão introduzindo o prazer derivado da observação. Como afirmei antes, no BDSM, o voyeurismo se manifesta principalmente através das festas e convenções fetichistas. No entanto, não apenas nelas que se encontram maneiras de desfrutar disso, como também em relações D/S — dominação e submissão — onde voyeurs podem observar as dinâmicas de poder em ação, ou um dominante colocar a pessoa submetida em situações de exposição consentidas, em ambientes controlados.
𝗩𝗢𝗬𝗘𝗨𝗥𝗜𝗦𝗠.📰 𝖳𝗁𝖾 𝗌𝖾𝗑𝗎𝖺𝗅 𝖽𝖾𝗌𝗂𝗋𝖾 𝗍𝗈 𝗈𝖻𝗌𝖾𝗋𝗏𝖾 𝗍𝗁𝖾 𝗂𝗇𝗍𝗂𝗆𝖺𝗍𝖾 🌨️🌨️🌨️🌨️🌨️ 𝗆𝗈𝗆𝖾𝗇𝗍 𝗈𝗋 𝖾𝗑𝗉𝗋𝖾𝗌𝗌𝗂𝗈𝗇 𝗈𝖿 𝗌𝖾𝗑𝗎𝖺𝗅𝗂𝗍𝗒 𝗈𝖿 𝗈𝗍𝗁𝖾𝗋𝗌. Em dado momento, já abordamos o voyeurismo aqui. Adentrando um pouco mais à fundo nas nuances do prazer em, especificamente falando, observar outros ou outra pessoa em uma situação íntima, vulnerável e quase sempre propositalmente sensual, também nos deparamos com imposições sobre ética e respeito. Por isso, para entendermos melhor em qual pé estamos quando abordamos o voyeurismo como um fetiche plenamente adequado, seguro e livre de condenações pela lei, o destrincharemos hoje. O voyeurismo, no sentido mais "cru" da palavra, retrata a observação sem que seja "notado" dentro da situação. Como um casal se aventurando em prazeres íntimos enquanto o voyeur apenas assiste, sem qualquer contato ou interação. Ou, de outro modo, assistindo seu parceiro se expôr sem que ele seja percebido. Porém, enquanto parafilia, pode ser nocivo e não aceito quando levado ao contexto de não consentimento. Por isso, te lembrando, estamos falando sobre uma prática que é consentida entre todas as partes e, acima de tudo, desejada por todos estes. Nessa dimensão, o prazer é derivado da visualização da prática e, no tocante ao BDSM, em assistir sessões ou projeções de fetiches de outros. A origem do voyeurismo é bem complexa, deriva de muitos pontos na decorrência da descoberta da pluralidade sexual humana. O termo "voyeur" deriva do francês "voir", que significa "ver". A prática é notável desde civilizações bem antigas, na verdade, onde a sexualidade se mostrava um tema de liberdade, expressão artística e principalmente algo bem mais público que nos dias atuais. Na Grécia e na Roma antigas, a sexualidade era vista dessa maneira, com maior liberdade, menos intimista. Festivais, rituais e eventos sociais constantemente abordavam temas e traziam consigo elementos eróticos, onde a observação de atos sexuais não era apenas comum, mas muito encorajadas e apoiadas como parte de experiências coletivas. A arte greco-romana, incluindo esculturas e pinturas, com frequência retratavam cenas íntimas sexuais, sugerindo uma aceitação do prazer aliada à inserção da observação. Em algumas outras culturas antigas, como certas tribos indígenas por exemplo, rituais e festividades com elementos e atos eróticos/sexuais também ocorriam. Sem estigmas, sem punições ou julgamentos