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  • GARANTA SEU LUGAR: https://bit.ly/3AfwEbQ Oi! Aqui é o Lucas Galdino do Histórias de ter.a.pia, sabe aquele canal com pessoas contando suas histórias lavando louça? Além de contar histórias de superação aqui nas redes, a gente vai fazer um encontro online repleto de conversas inspiradoras no dia 09 de setembro! O evento se chama SENTIR e é um momento de reflexão e empatia, onde você pode se conectar consigo mesmo e com os outros, entendendo a importância da escuta e da história do outro. Através de palestras e atividade práticas, mostramos como a escuta atenta pode transformar vidas e promover mudanças significativas na sua percepção individual e coletiva. Estamos muito animados para viver essa experiência com você. Esse evento é para todos que acreditam no poder transformador das histórias. Garanta seu ingresso agora mesmo e faça parte desse encontro: https://bit.ly/3AfwEbQ

  • A gente tem um convite especial pra você! Vem fazer parte da comunidade exclusiva do Histórias de ter.a.pia e tenha acesso exclusivo às histórias que contamos! Para fazer parte do grupo exclusivo de apoiadores, baixe o app da Orelo no seu celular ou acesse orelo.cc/historiasdeterapia.

  • O Hugo começou a vida profissional na área da construção civil aos 16 anos. Ele, que é um homem gay, sempre encarou a orientação sexual com tranquilidade, mas foi no trabalho que ele percebeu o quão presente a homofobia é na nossa sociedade. Em determinada época da vida, o @huugorodrigues enfrentou algumas situações delicadas dentro de casa e a tia dele o chamou para morar com ela. Nessa outra casa, o Hugo recebia bastante afeto da tia. Além do carinho, a tia o aceitava e disse uma frase que o marcou: ”O importante é que você se aceite e seja uma boa pessoa.” Apesar do Hugo sempre ter se aceitado, ele não se sentia preparado para assumir a orientação sexual para as outras pessoas. Nesse sentido, a aceitação da tia o ajudou a abrir essa questão para todos à sua volta. Em meio a tudo isso, ele teve que lidar com o falecimento do pai. O Hugo achava que o pai nunca havia falado nada sobre a sexualidade dele, mas depois descobriu que o pai gostaria que ele achasse um “parceiro bacana” para compartilhar a vida. Ou seja, o pai não se importava com a orientação sexual do Hugo. Ali, ele percebeu que as pessoas mais importantes da vida dele só queriam que ele fosse feliz. A auto aceitação foi fundamental para o Hugo porque permitiu que ele vivesse experiências novas e o libertou para seguir adiante. Hoje em dia, ele vive com os seus bichinhos de estimação, que são 4 gatos e 4 cachorros (durante o episódio é possível escutar o ronco dos cachorros haha). Além de tudo isso, ele saiu da área que trabalhava e virou auxiliar de manutenção no Hospital M’Boi Mirim, que busca cuidar de todas as pessoas, sejam elas pacientes ou colaboradores. O episódio de hoje é uma parceria editorial do ter.a.pia com o time de Diversidade e Inclusão no Hospital M’Boi Mirim. Vamos contar 4 histórias de funcionários do Hospital que integram grupos minorizados. Ouça a história completa no link https://app.orelo.cc/FHQN

  • Quanto tempo dura o amor? O Nelson estava junto com o Cláudio há cinco anos quando os médicos disseram que seu companheiro tinha apenas mais dois anos de vida por conta de um câncer. Depois dessa notícia, eles decidiram não lutar contra o relógio mas focar no tempo que tinham para aproveitar juntos.

  • Amar é fazer escolhas difíceis. Essa frase resume a história da Mary, que nasceu em um lar violento. Tão violento que sua mãe decidiu que o melhor para filha era crescer longe dela. A Mary passou por momentos complicados no início da sua infância. Seu lar era muito violento, sua mãe vivia em situação de violência constante. Por isso, pensando no que era melhor para a filha, a mãe da Mary permitiu que ela saísse de casa aos 4 anos de idade. Por um tempo, a mãe da Mary enfrentou um casamento abusivo e tentou se divorciar várias vezes, mas o marido sempre a impedia. Nisso, ela percebeu que fugir era a única maneira de se livrar desse relacionamento. Ela conseguiu um emprego como faxineira e se mudou de São Paulo para o Rio. Tempos mais tarde, ela pediu à patroa para que a Mary pudesse acompanhá-la nas jornadas de trabalho. Embora os patrões tivessem aceitado a ideia, eles se incomodavam com o fato da faxineira ter que dividir a atenção entre a filha e o trabalho. Essa situação chateou bastante a mãe da Mary, afinal, ela não tinha condições de deixar a filha em outros locais enquanto ela trabalhava. Na época, a mãe da Mary conheceu uma instituição que acolhia crianças em situação de vulnerabilidade fornecendo acesso à educação, moradia e alimentação, sem necessariamente cortar os laços familiares. Embora fosse difícil pensar em abrir mão da criação da filha, a mãe da Mary viu na instituição a oportunidade que ela mesma não teve ao longo da vida. Por esse motivo, ela escolheu deixar Mary na casa de apoio. A Mary recebia a visita da mãe mensalmente e voltava para casa nos períodos de férias escolares. Ela morou na casa de apoio dos 4 aos 18 anos e isso fez toda a diferença. Foi através desta oportunidade que ela pôde fazer escolhas durante a vida. Apesar da dificuldade de crescer longe da família, a Mary foi muito feliz com a escolha de sua mãe. As duas sempre quiseram estar mais próximas, mas ambas entendiam que a distância faria com que Mary pudesse ter uma vida melhor. Elas compreenderam que amar também é fazer escolhas difíceis. A história completa da Mary você ouve no podcast Histórias para ouvir lavando louça, disponível no nosso site ou no link: https://bit.ly/469F6Eu

  • Temos seguidores do Rio Grande do Norte aqui no canal? 😍 Estamos atrás de histórias potiguares! Em breve estaremos em Natal para gravar histórias inspiradoras da cidade! Quer contar sua história no *ter.a.pia*? Manda pra gente no site historiasdeterapia.com/conte-sua-historia

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  • Há algumas semanas, o Anderson virou notícia por levar a ideia do ter.a.pia para seus alunos em sala de aula. Ele enfrentou diversas barreiras para se tornar professor, mas após ter superado as dificuldades, o Anderson encontrou na escuta ativa uma forma de aproximar os alunos e desenvolver as relações dentro do ambiente escolar. Anderson encontrou diversos obstáculos no caminho para se tornar um professor. Contudo, o maior deles foi o preconceito por conta dele ser um homem gay. A homofobia somada à falta de acolhimento o levaram para um episódio depressivo. O que o ajudou a seguir em frente foi o amor e o companheirismo do seu parceiro, Leandro. Os problemas com a saúde mental atrapalharam bastante a vida do Anderson. Desde o diagnóstico, por exemplo, a vida profissional dele passou por diversos altos e baixos. A mudança começou a se fazer presente quando ele passou a dar aulas na Fundação Casa. Lá, ele ensinava atendimento ao público e decoração de festas infantis. Estar em uma sala de aula fez com que o Anderson voltasse a sonhar em ser professor. Se matriculou na faculdade e se formou em Geografia. Sua primeira atribuição não foi na disciplina, mas com o Projeto de Vida. Nesta matéria, os alunos compreendem quem são e o que querem ser. Ou seja, eles são ensinados a entenderem sobre os próprios interesses pessoais, sociais e profissionais. Pensando em como escutar ativamente seus alunos, o Anderson se inspirou no Histórias de ter.a.pia, montou uma pia de papelão e colocou a turma do sexto ano para ‘lavar louça’ e contar suas histórias e aspirações para o futuro. Foi um sucesso! Não só porque os alunos participaram de forma ativa do projeto, mas também porque a atividade melhorou até a relação das crianças e seus responsáveis. A matéria Projeto de Vida não foi apenas vantajosa para os alunos: o Anderson também saiu ganhando! Com essa experiência, ele destaca que também chegou no próprio Projeto de Vida ao ter orgulho de ser professor. O Anderson pretende continuar ensinando pois ele sabe que ainda existem muitas crianças para se formarem, e acima de tudo, para realizarem os seus sonhos. Assista à história completa aqui: https://youtu.be/FJMXepbjANk

  • Enquanto gestava a Zoe, a Tieme descobriu que a filha não tinha desenvolvido os rins, nem os pulmões. Por isso, os médicos deram duas opções: ela poderia interromper a gravidez naquele momento, ou poderia seguir até onde fosse possível. A Tieme seguiu com a gestação até o final e se despediu da filha no próprio parto. Assista a história aqui: https://youtu.be/LDa1R2dLsPU Em breve, as atualizações com as histórias serão feitas apenas no Canal do ter.a.pia no Whatsapp. Venha fazer parte: https://bit.ly/zap-terapia

  • A Hosana perdeu seu irmão, o Orlando, para a leucemia. Durante o luto, ela descobriu que estava grávida. Na época, ela prometeu que o bebê teria o nome do irmão caso fosse um menino. Um ano e um dia após a partida do irmão, a Hosana deu à luz ao Orlandinho. A primeira vez que o Orlando recebeu o diagnóstico da leucemia foi em 2020 e, por isso, não pôde receber o apoio presencial dos familiares durante o tratamento por conta da pandemia. Ainda assim, ele se tratou e foi curado do câncer. Com a cura, o Orlando seguiu a vida: ele era professor de dança e fazia parte da comissão de frente da escola de samba Rosas de Ouro. Até que em 2022 algumas alterações apareceram nos exames dele. Era uma reicidiva. O Orlando não comunicou ninguém da família por receio de preocupá-los. A única pessoa que sabia dos riscos de volta do câncer era o seu marido. Um dia, a Hosanafoi tomar um café da manhã com o irmão, mas ela nem imaginava o que estava acontecendo. Ela não esperava que aquele seria o último momento que dividiria com o irmão. Orlando foi internado após fazer alguns exames e coisas escalonaram muito rápido em relação ao estado de saúde dele. Os médicos chamaram a família, que ficou surpresa com a informação, e infelizmente no mesmo dia o Orlando partiu. Enfrentar o luto foi bastante difícil. Na tentativa de encontrar conforto, a Hosana continuou enviando mensagens de texto para o irmão pelo Whatsapp. Três meses após a partida do irmão, ela descobre que estava grávida. Em uma das mensagens que ela enviou, ela prometeu que o bebê se chamaria Orlando caso fosse menino. O Orlando faleceu no dia 14 de maio de 2022. No dia 15 de maio de 2023, o filho da Hosana nasceu. Ele carrega o nome do tio como forma de homenagem. A Hosana viu o irmão pela última vez no dia 15 de maio de 2022, durante o sepultamento dele. Um ano depois, ela viu o Orlandinho, filho dela, pela primeira vez. Destino ou coincidência? O importante é que a memória do Orlando tio vai ser sempre lembrada com muito carinho. A história completa da Hosana você ouve no podcast Histórias para ouvir lavando louça, disponível no nosso site ou no link https://bit.ly/3Rsbhuh

  • Há 17 anos, quando descobriu que seu filho era uma criança autista, Eliane se viu desamparada, sem recursos e sem informação. Ela precisou abdicar da própria vida até o momento em que entendeu que cuidar de si também era cuidar do seu filho, Arthur. Vem assistir essa história: https://youtu.be/EdPxpjdelyw

  • É do Rio Grande do Norte e quer contar sua história aqui no ter.a.pia? Manda pra gente no link 👇 historiasdeterapia.com/conte-sua-historia

  • A Thalita é uma mulher trans, passou pelo processo de transição e enfrentou diversas dificuldades para ser aceita, especialmente no âmbito familiar. Por isso, ela tentou acabar com a própria vida e somente após esse episódio trágico, ela foi aceita pelos próprios pais. Desde a infância, ela sempre soube que era diferente das outras pessoas que ela conhecia. Para ela, essas diferenças se tornaram nítidas quando ela perguntou à mãe se ela não poderia ser uma menina, aos 4 anos de idade. A Thalita entendeu o que era ser uma mulher trans durante a puberdade. Devido a descoberta, ela tentou comunicar as suas necessidades aos pais, mas no caminho, se deparou com muita resistência da parte deles. Conforme o tempo passava, ela assistia o próprio corpo passar por mudanças que ela não desejava. Por não se sentir compreendida, a Thalita caiu em uma depressão profunda. A partir de tudo isso, a Thalita tentou suicídio. Quando foi internada, o médico disse aos pais dela: “Ou vocês acolhem a sua filha trans, ou irão perdê-la.” Nisso, assim que ela acordou do coma, os pais passaram a tratá-la como mulher. Apesar da transição de gênero não ter sido fácil, ela se deu conta que os pais dela estavam tentando respeitá-la e isso foi muito importante. Dessa maneira, ela juntou forças para lutar por respeito e dignidade. Depois disso, ela se deparou com uma oportunidade como jovem aprendiz no Hospital Municipal M’Boi Mirim, em São Paulo. Ela transicionou, evoluiu profissionalmente e fugiu das estatísticas. A Thalita é uma mulher jovem, que está cursando uma faculdade e está sendo acolhida em uma empresa pública, que busca cuidar de todas as pessoas, sejam elas pacientes ou colaboradores. O episódio de hoje é uma parceria editorial com o time de Diversidade e Inclusão no Hospital M’Boi Mirim e nós contaremos 4 histórias de funcionários do Hospital que integram grupos minorizados. A história da Thalita é a primeira dessas 4 histórias e você a ouve completa no podcast Histórias para ouvir lavando louça, disponível no nosso site historiasdeterapia.com/podcast ou no link https://bit.ly/468lGQ8

  • Deixa te falar... você tomaria um café com seu ex? É com essa provocação que a gente estreia nossa coluna na Revista Claudia. A partir de agora, todo mês tem Histórias de ter.a.pia na CLAUDIA! Já nas bancas! 💕

  • A Flávia é uma mulher gorda e passou por um longo processo de autoaceitação em relação ao próprio corpo. Feliz com seu corpo, hoje ela ajuda outras pessoas gordas a se amarem também através da Pop Plus. Ao longo da vida, a Flávia sentia vergonha por ser maior do que outras mulheres. Ela foi constrangida em diversas situações e ir à praia, por exemplo, era algo extremamente desconfortável. Inclusive, ela viu uma reportagem sobre mulheres que se alimentavam por sonda quando estavam prestes a se casar, pois assim, elas não ganhariam peso. Mesmo tendo outra mentalidade na época, ela se recorda de ter ficado assustada com a matéria. Por isso, ela decidiu lutar contra os padrões. Ao aceitar o próprio corpo, a Flávia decidiu vender biquínis plus size para que ela e nenhuma outra mulher precisasse esconder a barriga durante o verão. A venda de biquínis virou a Pop Plus, a maior feira de moda plus size, que desde 2012 é um espaço inclusivo e democrático para a moda e a cultura plus size, além de promover discussões importantes sobre questões que envolvem a comunidade. Em uma das edições, a Flávia viu uma adolescente provando um vestido e, em seguida, chorando. Na hora, as pessoas ficaram preocupadas com o choro da menina. Ao ser questionada sobre o porquê de estar chorando, a garota respondeu: “É a primeira vez que me sinto acolhida, respeitada e que ninguém tirou sarro de mim por eu ser gordinha.” Ali, a Flávia reafirmou a importância da feira. A Pop Plus não é somente um lugar para comprar roupas, mas é um local que acolhe, respeita e proporciona dignidade a pessoas gordas acima de tudo. Ela reitera que é fácil dizer para que as pessoas emagreçam em um mundo que não oferece estrutura alguma para elas. Por exemplo, parece simples mandar alguém ir à academia enquanto não existem roupas que caibam em determinados corpos. O dia 10 de setembro é dedicado à luta contra a gordofobia. O combate contra a gordofobia não simboliza a romantização da obesidade, e sim, propõe o respeito e a acessibilidade para todas as pessoas, afinal, a luta por direitos deve ser para todos. A história da Flávia você assiste completa no nosso site historiasdeterapia.com ou no link https://youtu.be/mptksxswaCw

  • O Robson serviu ao exército e trabalhou em fábricas. Após ter sido demitido um pouco antes da pandemia, ele entrou em uma depressão profunda e somente uma coisa o salvou: o artesanato. Desde pequeno, o Robson gostava de observar as mulheres da família fazendo artesanato. Além disso, ele também se recorda de brincar de fazer pulseiras com fios de telefone enquanto era criança. Contudo, como tudo não passava apenas de uma brincadeira, o Robson seguiu diferentes jornadas profissionais. Quando ainda era jovem, ele entrou para o exército. Ali, o Robson aprendeu a tecer diversos tipos de nós e amarrações. Depois de 4 anos no exército, o Robson trabalhou em fábricas por mais de 15 anos. Porém, em 2019, houve uma demissão em massa e ele perdeu o emprego. Nisso, ele tentou vários outros trabalhos extras: abriu uma barraquinha de churrasco de rua, virou motorista de aplicativo, mas devido a pandemia, nada evoluiu. O desemprego e as dificuldades fizeram com que ele entrasse em depressão. Um dia, a esposa do Robson mostrou para ele uma peça de macramê, mas eles não tinham dinheiro para comprá-la. Por isso, ele decidiu fazer uma surpresa e confeccionou o artesanato. A esposa do Robson amou o presente e publicou uma foto nas redes sociais. Logo em seguida, as pessoas começaram a perguntar se eles vendiam aquele artesanato e sem pensar duas vezes, ela disse que sim! Desde então, o Robson se tornou artesão. Nesse caminho, o Robson ouviu de pessoas próximas a ele que o seu trabalho era “coisa de mulher”. Os comentários de mal gosto o desmotivaram e ele cogitou desistir do artesanato. Entretanto, foi o macramê que o tirou de uma crise financeira e o ajudou a superar o episódio depressivo. Por isso ele continuou e passou a incentivar a todos que gostaríam de seguir o mesmo percurso. A história completa do Robson você ouve no podcast Histórias para ouvir lavando louça, disponível no nosso site ou no link http://bit.ly/3Rcp1cv

  • Ruben é um jovem de Luanda, capital da Angola, e teve um de seus direitos mais básicos negado: o de estudar. Filho de pais alcóolatras, ele lidou com outros diversos obstáculos ao longo da sua vida. Mesmo com a falta de oportunidades, ele conseguiu concluir o ensino primário e hoje é formado em Psicologia Clínica. Ele cresceu em uma família de origem humilde e possui mais 6 irmãos. A dependência química por parte dos pais acabou traçando um destino sem nenhuma estrutura ao Ruben e aos irmãos dele. Nem Ruben, nem os irmãos frequentaram a escola, mas ele sonhava em estudar. Depois de ter visto que alguns jovens da idade dele estudavam, ele pediu para que esses colegas o ensinassem a ler e assim ele foi alfabetizado. Do mesmo modo que o Brasil, o sistema de ensino em Angola mescla instituições públicas e privadas. Por conta da colonização e da independência tardia, Angola passou por muita instabilidade em seu desenvolvimento e o país lida com uma enorme desigualdade social. O Ruben teve que desembolsar uma taxa para se matricular na escola e para pagar o que precisava, ele chegou a vender o único par de sandálias que ele tinha. Por conta da falta de estrutura financeira, ele estudou por 2 meses e logo em seguida, foi expulso por não poder financiar a sua jornada estudantil. A caridade das pessoas foi o que ajudou o Ruben a retornar aos estudos. Porém, nem todos estavam interessados em ajudá-lo sem querer nada em troca: quando ele tinha 17 anos, um homem ofereceu dinheiro para que ele estudasse em troca de favores sexuais. Ele recusou, mas por conta de todas as dificuldades encontradas, o Ruben chegou a cogitar a prostituição para que pudesse continuar estudando. De acordo com a UNICEF, Angola possui uma parte de suas crianças fora do sistema escolar e sem concluir o ensino primário. Também vale ressaltar que a desigualdade de gênero é grande no país. Atualmente, o Ruben se formou em Psicologia Clínica. Ele espera que a história dele seja um exemplo a ser seguido e que outras pessoas acreditem que podem estudar e buscar melhores condições de vida. A história completa do Ruben você ouve no podcast Histórias para ouvir lavando louça, disponível no nosso site ou no link: http://bit.ly/467g1Kb

  • Qual a história por trás de alguém em situação de rua? A Fabi viveu nas ruas por quase 30 anos. Ela foi abandonada na Praça da Sé, em São Paulo, aos 8 anos de idade. A vida foi bastante dura para Fabi desde muito cedo. Ela perdeu a mãe devido ao alcoolismo e o pai dela, que era caminhoneiro, decidiu refazer a vida se casando com outra mulher. A partir do momento em que essa companheira do pai e seus filhos chegaram na casa da Fabi, ela, que tinha apenas 7 anos, se tornou vítima de violência física, psicológica e sexual dentro de casa. Um dia, ela acompanhou a filha da mastrada até o bairro da Sé, em São Paulo, e foi deixada para trás. A partir disso, passou a viver nas ruas. De tempos em tempos, o pai dela a localizava e a trazia para casa, mas ela acabava fugindo novamente. A Fabi não tinha coragem de contar para ele todos os abusos que vinha sofrendo. Na rua, ela construiu laços com outras famílias e sentia que tinha uma infância de verdade por poder brincar livremente. Por isso, ela pediu para que a mãe de uma das amigas dela a criasse. Apesar de ter se livrado dos abusos ocorridos dentro de casa, as ruas não poupavam a Fabi de diversos outros tipos de violência. Ali, ela viu muitas pessoas que também estavam na mesma situação dela morrerem de forma trágica pelas mãos de pessoas que queriam “limpar as ruas”. Ela não teve escolhas ao longo da vida. A Fabi cresceu fazendo o que precisava para sobreviver. Por conta disso, também acabou sendo presa. No regime semiaberto, ela reencontrou um homem que viria ser o pai do primeiro filho dela. Ele, por outro lado, fugiu da responsabilidade que tinha. Após o nascimento do filho, ela voltou para as ruas, mas a maternidade impulsionou ainda mais a vontade de mudar de vida. Tempos mais tarde, ela conheceu o seu ex-companheiro, pai das outras duas filhas dela, e se mudou para uma comunidade em Santo André. Lá, ela passou a catar materiais recicláveis e, assim, reconstruiu a sua vida aos poucos. A Fabi diz que ninguém está nas ruas por vontade própria. Por trás de todas as pessoas em situação de rua existe uma história. Você já parou para ouvir? Assista a história completa no nosso site ou pelo link https://youtu.be/2mPlLXs9EEs

  • A Raisa e a Daniele são irmãs e sempre foram muito ligadas uma na outra. Mas Raisa, que é a mais velha, começou a pressentir que perderia a Dani… e infelizmente isso aconteceu. Durante o ano anterior à partida da Daniele, a intuição da Raisa dizia algo. A Raisa nunca soube explicar a origem desse sentimento, mas estava certa de que sentia agonia quando o assunto era a sua irmã. Por conta dessa sensação, a Raisa passou a ser ainda mais carinhosa com a irmã. Ela pediu perdão por todas as brigas bobas da adolescência e a Daniele retribuía todo o afeto enviando mensagens de áudio dizendo que a amava todos os dias. Ainda que Daniele estivesse presente, a Raisa sentia que havia algo errado. Isso pode ter ocorrido pela Raisa ter abraçado a responsabilidade de proteger a irmã, ou por ter visto a Daniele encarar algumas barreiras ao longo da vida. Aos 6 anos, a Daniele foi diagnosticada com epilepsia. Embora seja uma condição conhecida, ela lidou com diversas situações preconceituosas, como ser demitida de um emprego após uma crise. A situação passou a afetar a saúde mental da Daniele. Por outro lado, a Daniele era faixa azul em jiu-jitsu e chegou a ganhar o primeiro lugar em um torneio no ano de 2015. Em 2016, o namorado estava preparando uma festa para celebrar as conquistas dela e a vida parecia estar fluindo normalmente. Ainda em 2016, a Dani tirou a própria vida e a perda súbita foi um grande choque para toda a família. Enfrentar o luto foi bastante difícil. Nos meses seguintes, a mãe das duas irmãs se tornou o pilar da família e, aos poucos, todos foram ressignificando as memórias. Depois de um tempo, a Daniele apareceu em um sonho da Raisa e disse: "Com você estarei sempre." Desde a partida da irmã, todo ano, no dia do aniversário dela, a Raisa compra flores e acende uma vela para celebrar a vida que a irmã teve. Elas sempre estarão ligadas uma na outra, seja onde for. Pra ouvir a história das irmãs, vai lá n nosso site ou acesse o link https://bit.ly/44gJTlL