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  • Reproduzo abaixo pequeno texto que publiquei em nosso grupo de discussão a partir dos questionamentos feitos por um integrante: Na discussão desses temas é importante lembrar que na sua origem a politica deveria destinar-se a tratar dos assuntos do interesse público, a chamada res publica na Antiguidade Clássica. Com o crescimento das populações e das sociedades, o Estado (que é a arena onde a política é jogada) agigantou-se e a natureza da politica idem. A politica deixa de ser a atividade que se ocupa do interesse público em "busca do bem comum" na concepção de alguns autores como Rawland e passa a ser o espaço de disputa e/ou arbitragem de interesses conflitantes. Os agentes destas arbitragens ou disputas a partir de dado momento se descolam dos segmentos que efetivamente representam, dando início ao esboroamento da representação política (conceito introduzido por Francisco Weffort). E assim se inaugura uma nova classe social, sem qualquer vínculo ou inserção real na atividade econômica da sociedade: a classe política, cujos interesses são por natureza diametralmente opostos aos interesses reais da maioria da sociedade e mesmo dos interesses que seus integrantes supostamente representam. As ideologias surgem a partir do Século XVIII unicamente para dar um verniz artificial de diferença entre os diversos membros dessa nova classe, que junto com a elite do funcionalismo (incluindo aí militares) formam o aparato estatal que exerce o poder de fato na sociedade, e que atua fundamentalmente na defesa de seus interesses endógenos e nunca nos interesses dos segmentos que supostamente representam. Nesse sentido, a ideia de representação político parlamentar (o núcleo da democracia na sua expressão puramente formal, embora o conceito de democracia não se esgote aí) acaba se tornando ilusória pois, principalmente em sociedades com tradição política-cultural de autoritarismo, o indivíduo entra na política com a pretensão de ser representante de algum interesse legítimo e usa da retórica ideológica (não importa qual) unicamente como ingresso para ascender a uma nova classe social, cujos interesses próprios ele passa a defender por fazer parte dessa classe agora. Paulo Eneas Colabore com nossa produção regular textos políticos fazendo uma doação, para que possamos dar continuidade a esta atividade: PIX (CPF) 022.597.428-23

  • Um participante do nosso grupo de discussão do antigo Crítica Nacional fez a seguinte observação que considero bastante pertinente: É difícil, chegou em um ponto que somente a troca de geração pode talvez mudar isso aí, o camarada da faixa 40+ tem uma convicção disso que falamos acima, que é irreversível uma mudança na forma de ver as coisas. Para esta observação, elaborei o comentário abaixo: Acredito ter elaborado um pouco sobre isso aqui no grupo tempos atrás, quando falei daquilo que entendo ser o principal problema com a direita brasileira hoje, a saber: a incapacidade, por ausência deliberada de disposição prévia, desse campo político hegememonizado ideologicamente pelo mindset extremista anti-democrático, de se constituir como uma alternativa política democrático-liberal baseado em programas e propostas de governança (e não baseado em terrorismo ideológico artificial) e que seja capaz de se tornar uma alternativa politico-eleitoral viável à esquerda. O mais irônico é que a esquerda petista, que é uma esquerda liberal com vasta experiência política, se deixa pautar por essa cismogenia ideológica imposta ao debate público. Um debate onde o que não se vê é qualquer discussão sobre políticas políticas reais que possam ser de interesse dos brasileiros de carne e osso, mas tão somente a rinha ideológica de um campo majoritário hegemonista contra as demais forças políticas e contra as instituições de Estado. Nessa rinha permanente, todos aqueles valores e princípios que formam a base da direita clássica, principalmente a defesa da soberania nacional, vai para o ralo: o debate público hoje não tem pauta real, aqui entendida como o conjunto de temas possam nortear o futuro do país, mas tão somente a guerra de narrativas ocas baseadas somente em ranços ideológicos. E uma parcela enorme do eleitorado de direita aceita passivamente esse status quo discursivo estéril e o endossa. Por fim, se observarem bem, um dos poucos setores da sociedade que debatem um real problema brasileiro a saber: o endividamento público crescente resultante das políticas de esquerda e como esse endividamento impacta negativamente a capacidade do país crescer e gerar renda, uma vez que a necessidade de financiamento e rolagem dessa dívida consome recursos privados que de outro modo seriam canalizado para investimentos produtivos, são justamente os liberais. Ironicamente, os mesmos liberais a quem os doentes mentais da extrema-direita bolsonarista chamam de "comunistas". Agradeçam a Olavo por esse grau de sandice e histeria. Colabore por meio de doação com nossa capacidade de prosseguir produzindo textos de análise: Paulo Eneas PIX (CPF): 022.597.428-23 Caixa Federal

  • Um amigo me fez o seguinte comentário: Viu quem é o novo traidor da pátria? A mulher do mito. Essa gente nao tem qualquer freio. Minha réplica: Autofagia hard, que tende a se acentuar. O nazismo desde o seu auge até seu extertor foi exatamente assim. Começou com a Noite dos Longos Punhais, quando centenas de altos oficiais nazistas do Reich, um grande número deles supostamente gays e chefes da milícia das tropas paramilitares SA (que era uma milícia distinta das SS), como Hummel, foram emboscados numa festa oficial num castelo medieval germânico, e eliminados um a um a punhaladas. Por ordem do fuhrer. O bolsonarismo ainda experimentara episódio semelhante. E espero que seja em breve, para esse câncer ser extirpado de vez, pra assim podermos voltar a pensar num projeto de direita política séria. Contexto: As SS eram as Tropas Schutzstafel (Esquadrão de Proteção), que era uma milícia de elite sob controle direto do Partido Nazista. Era a organização que fazia a gestão dos campos de concentração e extermínio e se tornou na prática a polícia de estado do regime nazista. As SA eram as milícias Sturmabteilung, ou Tropas de Assalto, que usavam camisas pardas (copiadas e imitadas aqui no Brasil pelo integralistas, nosso protonazismo tupiniquim) voltadas para a violência pura e simples e perseguição a opositores políticos do fuhrer.

  • Os Mercados & A Teoria de Charles Dow

  • Setembro Negro A história de Israel é eivada de relações contraditórias com seus inimigos de morte declarados. Contradições que têm como raiz a dependência existencial que Israel tem com Washington. Nos anos 70 a organização terrorista OLP esteve a ponto de ser dizimada pelo Reino da Jordânia. Os terroristas haviam se alojado em território jordaniano fugindo das forças israelenses durante a Guerra dos Seis Dias de 1967. Estando na Jordânia, a OLP tentou derrubar o regime hashemita do Rei Hussein, que reagiu iniciando um massacre dos guerrilheiros "palestinos" (o Setembro Negro) que então, sob os auspícios de Washington e da ONU, fugiram para o sul do Líbano. Na fuga, tiveram a proteção e salvo condutoo das Forças Israelenses, por ordem de Washington. A presença dos guerrilheiros no sul do Líbano aprofundou a crise política naquele país, a outrora Suíça do Oriente Médio, dando início a Guerra Civil do Líbano, que gerou uma diáspora libanesa gigantesca e a perda da soberania do país, que se tornou na prática um protetorado da Síria sob controle indireto de Moscou e com partes de seu território, principalmente o sul, sob domínio permanente de grupos terroristas "palestinos", que usam a região como pontos de ataques contra Israel, como ocorre até hoje. Resultado da sempre desastrosa política externa de Washington, seja sob governo Dem ou Rep, para o Oriente Médio. Paulo Eneas Colabore com nossas publicações PIX (CPF): 022.597.428-23 Caixa Federal

  • Israel e Hezbollah concordam com nova trégua, diz agência https://oantagonista.com.br/mundo/israel-e-hezbollah-concordam-com-nova-tregua-diz-agencia/?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=ok_mkt_ct Ou seja, mais uma vez na história de Israel o país vai ter que fazer um acordo de paz com quem quer varre-lo do mapa e "jogar os judeus ao mar (Mediterrâneo, expressão cunhada pelo terrorista Yasser Arafat nos anos sessenta) por imposição e força de seu principal aliado, Washington. Paulo Eneas

  • Essa notícia está em quase todas as mídias nacionais e estrangeiras desde ontem a tarde: o desdobramento da guerra EUA x Irã poderá ser péssimo para Israel, pois resultará no fortalecimento do maior e mais ameaçador inimigo do Estado de Israel. *Exatamente como eu havia apontado em texto distribuído aos seguidores dias atrás*. O desdobramento dessa guerra trumpista poderá resultar em uma das maiores traições dos EUA a Israel, uma traição maior do que aquela de Obama quando do acordo nuclear firmado com o Irã em 2015. Obs: como meu tempo anda extremamente limitado, tentarei achar alguma "janela" entre hoje e amanhã para uma análise mais detalhada. Mas os fatos estão aí: resta saber o custo eleitoral que essa traição representará para Nethanyahu e qual vai ser o impacto entre os judeus norte-americanos nas eleições de midterms desse ano nos EUA. ### Colabore com nosso trabalho por meio de uma doação: PIX (CPF): 022.579.428-23 Caixa Econômica Federal

  • Ha um problema adicional na guerra de Trump Contra o Iran: o objetivo estratégico não é claro. Não se faz guerra, mesmo que defensiva, sem um objetivo estratégico bem definido. É como um trade no mercado: qual seu target profit (alvo de lucro) que justifica o risco tomado? Trump deseja o que na guerra? Derrubar o regime dos aiatolás? Assumir o controle de Ormuz? Desmantelar o aparato nuclear iraniano? Se sim, por que Israel foi impedido por Washington mais de duas vezes de fazê-lo via ações de inteligência nas quais os israelenses são expert? Uma biografia de Moshe Dayan, ex-premier e herói de guerra israelense relata esse ponto: O livro narra que Moshe Dayan, então comandante militar de Israel teria perguntado a um interlocutor de alto escalão do Gov Nixon qual seria o objetivo estratégico dos EUA na Guerra do Vietnã. O interlocutor disse: "queremos quebrar a capacidade de resistência dos Vietcongs (comunistas do Vietnã apoiados pela então URSS)". Dayan teria respondido: "Então vocês (americanos) vão perder essa guerra. Capacidade ou não de resistência do inimigo é uma circunstância do combate, não seu alvo". Colabore com nosso conteúdo de análises políticas que é distribuído diariamente no WhatsApp e em redes sociais. PIX Caixa Federal: 022.597.438-23 Paulo Eneas

  • Ditadura Teocrática do Iran Pode Sair Fortalecida da Guerra Trumpista O site Hoje no Mundo Militar informa: Segundo a agência estatal iraniana de notícias, o acordo que Trump disse que está praticamente certo com o Irã envolverá o fim da guerra também no Líbano (Israel terá de sair do sul do Líbano e não poderá mais atacar o Hezbollah), os EUA terão de retirar bases militares de áreas próximas do Irã, terão de levantas todas as sanções ao petróleo iraniano e todos os bloqueios navais, Trump terá de entregar imediatamente (antes do início das negociações) $12 bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, com outros $12 bilhões libertados após a assinatura do acordo, e deverá se comprometer com um plano prevendo até $300 bilhões para a reconstrução de estruturas iranianas destruídas na guerra. Em troca, o Irã disse que não desenvolverá armas nucleares, mas a discussão sobre o urânio enriquecido ficaria para uma segunda fase. (...) Trump será obrigado a retirar bases militares da região do Golfo Pérsico, entregar dezenas de bilhões de dólares para o Irã e ainda reconstruir aquilo que foi destruído na guerra." Minha Análise Se o acordo de paz for mesmo firmado nesses termos, o grande perdedor de mais esse arroubo trumpista, além do próprio Trump, vai ser também o Estado de Israel, que agora terá um inimigo de morte mais fortalecido. Em consequência, possivelmente nos próximos meses o governo de Netanyahu venha a cair por ter sido um dos fiadores da desastrada ação trumpista. Como tem ocorrido nos últimos dois anos com todos os aliados estratégicos dos Estados Unidos, a ação delinquente de Donald Trump poderá também resultar na ascensão da esquerda ao poder em Israel. Por que isso ocorre? Por que Trump é burro? Ele é, mas nem tanto. Ocorre que as ações trumpistas e da quadrilha de criminosos e agentes russos que controlam a Casa Branca são motivadas não por razões ideológicas, como os ativistas ingênuos da direita ocidental extremada querem acreditar. A única coisa que move a quadrilha trumpista é a capacidade de uso do imenso poderio americano para influenciar movimentos dos mercados internacionais, onde a quadrilha fatura bilhões por meio de inside trading, uso ilegal de informações privilegiadas e não públicas para tomar posição no mercado. Se o acordo for firmado nesses termos gerais, o regime de Teeran sairá fortalecido assim como os grupos terroristas bancados pelo Iran, Israel ficará mais vulnerável às ameaças constantes dos aiatolás, o mesmo ocorrendo com países árabes da região não hostis a Israel e ao Ocidente. E por fim, obviamente Trump e sua quadrilha sairão mais bilionários com os ganhos que tiveram na manipulação de mercados de petróleo e ações que ocorreram a vistas claras ao longo dessas semanas de guerra. Colabore com nosso conteúdo de análises políticas que é distribuído diariamente no WhatsApp e em redes sociais. PIX Caixa Federal: 022.597.438-23 Paulo Eneas

  • Agente da Instabilidade Mundial Donald Trump é o hoje o maior fator de instabilidade política, militar, econômica e de volatilidade dos mercados financeiros no mundo todo. Principais bolsas do mundo refletem essa insegurança generalizada, com quedas expressivas nas últimas semanas. No Brasil, nossa Bolsa segue em quedas diárias quase consecutivas ha algumas semanas. Reflexo da instabilidade externa, oscilações abruptas no preço do petróleo e fatores políticos internos. Parte do mercado brasileiro já está dando como líquida e certa a reeleição de Lula. Sim, o mercado é hostil a governos de esquerda: o que corre a boca pequena é que seria melhor um m*** como Bolsonaro do que Lula. Ouvi isso numa roda de conversa em evento de início de ano de uma corretora. Aquela idiotice de que a "Faria Lima fez o L" nas eleições de 2022 é só feno apimentado para o gado minion. A tendência é que esse cenário de instabilidade geopolítica, risco de guerra prolongada no Oriente Médio, oscilações abruptas no preço do petróleo e possível fortalecimento do dólar prossiga até às eleições de midterms dos EUA em novembro. Donald Trump veio para dizimar qualquer possibilidade de paz e de normalidade geopolítica, pré condições para algum período de prosperidade (principalmente nos países emergentes como o nosso) no curto ou médio prazo. E seguirá cumprindo seu papel destruidor, inclusive de interesses legítimos dos americanos, sem que aparentemente nada consiga para-lo. Paulo Eneas

  • https://x.com/i/status/2064699475843600632 "Neste sentido, o bolsonarismo continua sendo o melhor escudo do lulismo contra uma oposição sem rabo-preso". A análise de Felipe Moura Brasil está em linha com o que venho falando há tempos: o bolsonarismo é a (pseudo) direita com que a esquerda sempre sonhou. Pois ele serve de escudo e de blindagem e guard rail contra qualquer possibilidade de uma direita séria liberal e democrática se firmar em oposição consistente e programática ao petismo. Enquanto o flagelo moral e político do bolsonarismo continuar assombrando o espectro da direita, a esquerda petista continuará com grande probabilidade de permanecer no poder.

  • 7 июн.433173

    O nível de canalhice e traição nacional desses calhordas do bolsonarismo chegou num patamar inimaginável. Eles merecem levar uma surra de reio homérica nas eleições desse ano, ainda que seja do PT e do Lula, para nunca mais sequer ousarem disputar qualquer cargo público. Embora eu ache que Flavio Racha possa realmente desistir no meio do caminho, pois possivelmente não terá estofo o bastante para levar uma campanha até o fim, ainda gostaria de vê-lo indo o dia do pleito, para ser reduzido a pó. Parafraseando Lima Barreto em "Policarpo Quaresma", o bolsonarismo é nova versão das saúvas: ou Brasil acaba com o bolsonarismo ou bolsonarismo acaba com o Brasil.

  • 3 июн.596143

    Mais um Ataque de Trump Contra o Pix Brasileiro com Apoio dos Bolsonaros Nas suas alegações formais sobre o Pix brasileiro, o Gov Trump afirma ser o instrumento financeiro um mecanismo estatal, o que é uma falácia. O Pix começou a ser concebido ainda no início do Gov Temer, por iniciativa do Banco Central, e contou com a participação dos principais bancos privados do país na montagem desse sistema de pagamento. Conceitualmente o Pix é um instrumento financeiro como qualquer outro, regulado pela autoridade monetária, o Banco Central, e que é operado majoritariamente por instituições financeiras privadas, desde os bancos tradicionais até as fintechs. No mundo ocidental, as únicas transações e instrumentos financeiros não regulados pela autoridade monetária de um país são aquelas que ocorrem no submundo do crime organizado, tais como negócios envolvendo entorpecentes e tráfico de armas, além de certas modalidades de jogatina e prostituição, atividades nas quais Donald Trump fez sua fortuna em seus negócios pregressos com os russos. Os argumentos trumpistas contra o Pix brasileiro fazem tanto sentido do ponto de vista do liberalismo econômico quanto os argumentos terraplanistas fazem sentido em relação a ciência da astronomia. O fato de os Bolsonaros estarem em algum grau envolvidos em conluio com Trump em mais este ataque à soberania brasileira, e o fato desse ataque mirar num instrumento de mercado que abriu as portas do mercado financeiro para milhões de brasileiros mais pobres que antes estavam excluídos do sistema, apenas demonstra (para quem ainda tem dúvidas) o caráter anti-nacional e traidor do Brasil que o bolsonarismo representa.

  • Fiz duas observações nesta sexta-feira (29/05) em nosso grupo de discussão, uma na parte da manhã e outra ao final do dia, sobre os reflexos econômicos da decisão do Gov Trump de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. As observações seguem abaixo: 1) Início da manhã: Até esse momento (cerca de 10h00) nenhum impacto no mercado de capitais e no mercado financeiro em decorrência da decisão do Gov EUA de tratar as organizações criminosas do Brasil como grupos terroristas. O tema sequer foi mencionado nas análises de abertura de mercado (as chamadas morning calls) feitas todo dia no início da manhã pelos analistas de mercado. Se houver algum impacto no mercado brasileiro, este será percebido após as 10h30 da manhã, quando abre o mercado americano. 2) Fim da tarde: Bolsa de Valores brasileira encerrou o pregão de hoje com queda de 0.5% (meio por cento), abaixo portanto da média de baixas diárias que vem se observando desde meados de abril. Aparentemente o mercado ignorou por completo o affair Trump x PCC x Bolsonaros. É impossível que o mercado ainda não tenha assimilado e digerido as implicações da decisão do Gov EUA, pois nada é mais rápido que o mercado na hora de absorver e digerir informações relevantes e fazê-las se refletiram nos preços dos ativos. Portanto, algumas análises feitas na quinta-feira podem, talvez, estar precipitadas. Questão de aguardar agora os desdobramentos ao longo da próxima semana. Mas o mais provável é que, para a decepção e desalento do flagelo humano dos bolsonaristas, não vai ser dessa vez que milhões de famílias brasileiras serão lançadas na miséria para o rigozijo político dessa escória.

  • [comentário meu no primeiro comentário]

  • 17 мая829161

    Tudo começou com a promessa de um alazão Dark Horse imbatível e vencedor, para terminar com um pangaré manco e apagado que quanto mais se explica mais se enrola.

  • 16 апр.1 035197

    Direita hoje: - "Sou pela pátria, Deus, família, contra o aborto e o feminismo, temos que enfrentar os globalistas e combater a ideologia comunista nas escolas. Eles querem sexualizar nossas crianças usando a Globo!" - Beleza, mas qual seu plano de governo? Como vai resolver o déficit público crescente sem comprometer a vida de milhões de brasileiros que dependem da assistência social? - Vai manter a independência do Banco Central, instituída pela Lei Completar 196 de 2021, por iniciativa do Gov Bolsonaro? - Como vai promover o aumento do salário mínimo sem causar rombos na Previdência Social? - O que você mudaria na LOAS hoje? Programas como BCP continuam ou serão cancelados? - Qual seu projeto de reforma tributária? Como ele se adequa a realidade atual dos gastos públicos e os impactos sociais deles? - Qual seu projeto de mordernizacao da atual legislação para concessão de emissoras de rádio e televisão? - Que tipo de mudança pretende instituir no sistema educacional? Continuará centralizado no MEC? O que pensa do princípio da subsidiariedade nessa setor? - Vai privatizar o SUS? Se sim, qual diretriz será adotada? Se não, como pretende melhorar o sistema? Quais benchmarks serão usados pra isso? - O que vai fazer com as leis de cotas para acesso às universidades? Manter como está, revogar, modificar (como?) - As universidades continuarão sendo públicas ou pretende privatizar? - E a Petrobrás? Vai continuar estatal ou vai ser privatizada? - Como pretende resolver nossa debilidade estratégica no setor de fertilizantes e insumos para a agricultura? - O Brasil, por meio das universidades públicas e instituições públicas isoladas como o ITA e outras, tem vários parcerias acadêmicas internacionais na área de pesquisa de ponta em energia, produtividade agrícola e exploração espacial. Elas vão ser mantidas, canceladas ou congeladas (como ocorreu no Gov JB)? - Algum plano para modernização de nossas Forças Armadas? Qual se plano para segurança nacional estratégica? Só uma amostra de perguntas que eu faria um candidato presidencial que se apresenta como de direita. Paulo Eneas

  • Vitória expressiva da oposição nas eleições da Hungria desse domingo, colocando fim a uma era de 16 de anos do regime pró-Rússia de Viktor Orban, principal aliado de Donald Trump e de Vladimir Putin na Europa centro-ocidental. O vice-presidente norte-americano, o trumpista JD Vance, esteve pessoalmente em Budapeste para reforçar o apoio de Trump a Orban, o que serviu para selar a derrota do regime mais pró-Moscou da Hungria desde a queda do Muro de Berlin.