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Kimberly Schäfer 💎

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  • O LAR É UM ALTAR💎 Na tradição judaica, o lar é um mikdash me’at — um pequeno santuário. Mas quantas vezes esse altar é profanado... Não por ausência de fé, mas por palavras que ferem, silêncios que pesam e repetições que cansam. O estado emocional dos pais é o clima espiritual da casa. Você pode orar, abençoar, ensinar… Mas se não houver reparo, cura da alma, expansão de consciência… o altar vira ruína emocional. Quer transformar o lar de verdade? Comece pelo emocional. Comece por dentro. Fez sentido?

  • EU TENTEI... Por anos, eu tentei caber. Disse sim demais. Me doei até me apagar. Emprestei minha voz, minha energia… e perdi a mim mesma. No meio do caos, com dívidas e alma cansada, eu dei meu primeiro “sim” pra mim. Deixei o jornalismo, os títulos, o status... Troquei o barulho… pelo silêncio. E no silêncio, ouvi o Eterno: Lech Lechá. Vai para ti mesma💎 Aquele “não” me libertou. Me curou. E me ensinou: fé sem alma é só performance. Hoje, ensino o que vivi: Não existe missão sem cura interior❤️‍🩹 Se você também está se perdendo para caber… Talvez o seu milagre comece com um “não”.

  • ENTENDA 👇🏼 Essa é uma pergunta recorrente: se na história de Elyahu (Elias), quem o alimentou foram corvos ou árabes. A resposta não está só no hebraico, mas também na tradição. No texto de 1 Reis 17, a palavra que aparece é ערבים. Sem vocalização, ela poderia significar várias coisas, de fato. Todavia, na tradição judaica, o Tanach é vocalizado pelos massoretas, e ali, tradicionalmente, a palavra é lida como אֹרְבִים – orvím, ou seja, corvos; e não עֲרָבִים (aravím), que são árabes. Os comentaristas clássicos, como Rashi, Radak, Metzudat David, seguem essa leitura. É assim que, tradicionalmente, os judeus ashkenazim, sefaradim e yemenitas leem, como corvos trazendo alimento para Elyahu no momento em que os céus cessaram as chuvas. A leitura “árabes” surgiu um tempo depois, ela também existe sim, embora não seja tão popular. Independentemente de serem corvos ou árabes, essa passagem nos lembra algo lindo: o Eterno também usa meios improváveis para nos sustentar.

  • BUSCAR PROSPERIDADE DO JEITO ERRADO TAMBÉM TE AFASTA DELA💸 Eu já estive aí. Orando, declarando, mentalizando… mas ainda com medo, culpa e sem ação. Hoje eu vejo com clareza os sinais que me travavam: 1️⃣ Buscar dinheiro como fuga. Quer sair da dor, da escassez… mas o dinheiro não preenche, ele revela o que tá dentro. 2️⃣ Orar, mas não agir. Milagre sem movimento é teoria. Energia é ação. E o Shefa flui quando você se move. 3️⃣ Evitar a cura da alma. Crenças. Traumas. Medo. A alma ferida não segura a bênção. Ela racha.

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  • E SE “AMANHÔ NÃO CHEGAR?🥀 Parashá Chayê Sarah nos ensina um segredo que poucas almas têm coragem de encarar: a vida é breve, mas o que fazemos dentro dela pode atravessar gerações. No Talmud (Shabat 153a), Rabi Eliezer diz: “Arrepende-te um dia antes da tua morte.” E quando lhe perguntaram: “Mas ninguém sabe o dia da própria morte!” Ele respondeu: “Então vive todos os dias como se fosse o último”. Chayê Sarah, “a vida de Sarah”, começa narrando sua morte… e ainda assim, é sobre VIDA. A Torá narra com quantos anos ela viveu, mas enfatiza como viveu: com fé, coragem, entrega e propósito. Cada escolha, cada renúncia, cada passo de confiança deixou raízes que florescem até hoje. A sabedoria judaica nos lembra que o dia é curto, e a obra é grande (Pirkei Avot 2:15). Não sabemos quanto tempo temos, mas sabemos que cada instante pode ser eterno quando vivido com intenção✨ Então nesta semana, que Chayê Sarah atravesse a sua alma com esse chamado: Viva presente. Viva desperta. Viva com propósito. Viva hoje como se fosse o último... não por medo do fim, mas por amor à vida que o Eterno colocou em suas mãos.

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  • O QUE VOCÊ FARIA? Talvez começasse aquele projeto. Ou dissesse o que precisa ser dito. Ou, finalmente, parasse de pedir permissão para existir inteira. Muita gente não está travada por falta de vontade. Está travada por exaustão. Por ter passado tempo demais tentando agradar. Sustentar. Dar conta. Ser aceita. Ser útil. Ser suficiente. Mas você foi criada pra mais do que isso. Mais do que sobreviver. Mais do que apagar o próprio brilho para caber no mundo. Existe vida além da luta✨ E ela começa quando você faz uma pergunta simples: “E se eu deixasse de sobreviver… e começasse a viver?”

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  • UMA ALMA FERIDA NÃO É UMA ALMA FRACA❌ Ela é uma alma que se vestiu de dor por tanto tempo… que esqueceu como era antes de se proteger. Na Cabalá, aprendemos que a alma é pura. Mas ao descer ao mundo, ela se cobre de emoções, memórias, experiências. E quando essas “vestes” se rasgam… a luz interna para de fluir. Por isso, muitas pessoas vivem travadas. Mesmo fazendo “tudo certo”. Porque o que trava não está fora. Está dentro. Invisível. Espiritual. Klipá é a casca que aprisiona a energia vital. E a cura começa quando você lembra quem sempre foi, antes da dor, antes do medo. A alma ferida não precisa de conserto. Precisa de reconexão💎✨

  • A CURA COMEÇA QUANDO VOCÊ DESACELERA✨ Não começa no esforço. Nem no “fazer mais”. Começa no instante em que você permite parar. Parar de correr. De provar. De lutar contra o tempo e contra si mesma. A alma fala baixinho. E só quem desacelera… escuta. Quando o corpo repousa, o espírito sussurra. Quando o silêncio chega, a Presença entra. E quando você desacelera… lembra: você não precisa correr pra ser amada💎

  • Vivemos dias em que a alma está cansada. Cansada de tentar dar conta, cansada de errar e ser esmagada pelo próprio erro. Há pessoas que não querem mais viver porque não suportam a dor de se sentirem fracassadas. O jogo de azar é o sintoma de uma busca desesperada por saída: um grito inconsciente de quem quer resolver em segundos o que o tempo não tem conseguido curar. Por trás do desejo de “ganhar fácil”, existe a crença de que não se é digno do processo, de que não merece paciência, perdão, recomeço... Esse homem não procurava o dinheiro em si, ele procurava alívio. E quando perdeu o dinheiro, perdeu também a última ilusão de controle. A dor foi tanta que ele acreditou que desaparecer seria mais suportável do que continuar. Porque ninguém chega a um ato extremo de um dia para o outro. Chega devagar, sozinho, invisível. Que essa história nos sirva de chamado para olhar para o outro com mais compaixão. E que às vezes, o que salva uma vida não é a quantia de dinheiro na conta, mas a cura da alma💎✨

  • Bavel vs. Mabul A geração de Babel não foi destruída como a geração do Dilúvio. E não foi por mérito de pureza, mas de algo ainda mais raro: união. Eles haviam compreendido um dos segredos mais profundos da existência — que o poder de uma construção não está nos tijolos, mas na força invisível das relações humanas. Quando houve shalom (paz) entre aquelas almas, até os Céus pararam para prestar atenção. E ainda que suas intenções fossem imperfeitas, a paz entre eles sustentou o que nenhuma força poderia derrubar.

  • Há quem confunda força com frieza. Mas a verdadeira força nasce do sentir. Sentir é deixar o coração inteiro, e não metades calculadas. Quando permitimos que a dor do outro toque nossa alma, não estamos sendo fracos — estamos sendo humanos. E é aí que mora a cura: no encontro entre duas vulnerabilidades que se reconhecem. Curar a alma não é vestir uma máscara de serenidade, ou de perfeição, na verdade, é ter coragem de despir-se dela. É encarar o espelho sem filtro, e ainda assim, escolher permanecer em amor. Porque a transformação começa no instante em que paramos de exigir do outro aquilo que ainda não tivemos coragem de fazer em nós! A cura começa quando o humano dentro de nós aceita ser visto — e amado — exatamente como é, e não como se forçou a ser ✨

  • “O justo viverá pela fé” (Hc.2:4; Gl.3:11). O primeiro passo de fé é crer que existe um D’us, e isso exige fé. Depois, crer que Ele nos deixou um manual, a Torá, para nos aproximarmos Dele, e isso também exige fé. Por fim, crer que todo nosso esforço humano não é o suficiente por si mesmo e por isso Ele nos enviou seu Messias, e isso também exige fé. Assim, guardamos os mandamentos não para “sermos salvos”, mas para mantermos a aliança com Ele e andarmos em retidão diante Dele, pela fé. A salvação é dom de D’us, pela fé em Yeshua, e não resultado do esforço humano. Esse foi justamente o erro dos gálatas, não o de obedecer, mas o de acreditar que seu próprio braço poderia trazer justificação. Shaul (Paulo) os corrige, lembrando que ninguém é declarado justo por rituais, mas pela FÉ que gera OBEDIÊNCIA ✨ E sobre os gentiOs que se uniram ao povo de Israel, sendo zambujeiros enxertados na oliveira cultivada, o Concílio de Jerusalém foi muito claro em Atos 15, orientando que deveriam obedecer a quatro princípios básicos: 1️⃣abster-se da idolatria, 2️⃣abster-se da imoralidade, 3️⃣abster-se do s4ngu3, 4️⃣e abster-se da carne de animais sufocados!!! O restante, aprenderiam no processo, a cada Shabat, nas sinagogas, quando a Torá fosse lida e ensinada (cf. At.15:21). A fé abre o caminho, e a Lei do Eterno mostra como andar nesse caminho. Somos salvos pela graça, dom de D’us, para que ninguém se glorie em seu próprio mérito, mas isso não nos exime da responsabilidade de buscar viver em santidade, confirmando a aliança em cada detalhe da nossa vida por meio da OBEDIÊNCIA 💎 E a obediência se mostra nas ações. É por meio dela que sabemos qual a fé que a pessoa possui, ou seja, “eu te mostrarei a minha fé pelas minhas ações” (Tg.2:18). Assim, se vocês testemunharem minhas ações de guardar os mandamentos, saibam que não faço para barganha ou “ser salva”, muito menos para ser aprovada por qualquer um de vocês ou por um sistema religioso, eu obedeço porque é consequência da fé viva que arrebatou minha alma. “Mostre-me tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras” (Tg.2:18).

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  • JUSTO VS. SANTO A Torá nos chama: “Tsedek, tsedek tirdof - justiça, justiça perseguirás” (Dt.16:20). Ser justo é essencial, é alinhar os passos com a vontade do Eterno, viver com equilíbrio e retidão, como está dito: “O justo viverá pela sua fé” (Hb.2:4). Mas há algo além: a kedushá, a santidade, e nem todo justo escolhe viver em busca da santidade. A justiça pode permanecer no campo do “agir correto” diante dos homens. Já a santidade vai além, é sobre separar a vida inteira para o Eterno, é trazer a luz Dele para cada gesto, palavra e pensamento. Por isso está escrito: “Sede santos, porque Eu, o Eterno, vosso D’us, sou santo” (Lv.19:2) 💎 A justiça nos faz andar em retidão. A santidade nos faz andar na Presença Divina. Quem busca santidade, inevitavelmente caminha em justiça, porque não existe proximidade com o Eterno sem retidão. Como Davi cantou: “Quem subirá ao monte de D’us? O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:3-4). ✨ Justiça é o alicerce. Santidade é o destino. - Você almeja viver em santidade?

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  • EU EXPLICO 👇🏼 Você já se perguntou por que a alimentação ocupa um papel tão destacado na Bíblia e no estilo de vida bíblico? Para isso, vamos voltar ao Éden... Adam e Chavá não caíram pela espada, nem pelas mãos, mas pelo ato de comer do fruto proibido (Gn.3:6). Ou seja, o primeiro pecado da humanidade começou pela boca! Desde então, a alimentação deixou de ser apenas sustento físico e passou a ser o lugar onde o ser humano lida diretamente com seus instintos mais primários. A boca, que foi porta da queda, é o mesmo portal que pode se tornar o canal da retificação. Pois onde abunda a transgressão, pode superabundar misericórdia. Na visão judaica, cada refeição é um campo de batalha espiritual. Por isso, a Torá não nos dá regras alimentares por questões nutricionais. Ela nos ensina a transformar instinto em consciência. Quando distingue entre animais puros e impuros (Lv.11; Dt.14) e nos proíbe de ingerir carne sufocada (Gn.9:4; Lv.17:10-14; Dt.12:23-24), o que está em jogo não é o prato, mas a ALMA. Comer é ato de escolha, e ninguém é obrigado a seguir essas leis. Mas como se tratam de leis de santificação, guardar tais instruções, além de bênçãos, trazem santidade. Por isso, até os apóstolos orientaram ao seu respeito (At.15:19-20). Nossos mestres ensinam que o alimento considerado puro pela bíblia carrega centelhas divinas (nitzotzot). Quando ingerimos de forma sagrada, essas centelhas são liberadas. E assim, o ato mais simples de mastigar e engolir pode ser um serviço sacerdotal. Quando, ao contrário, comemos por gula, distração ou o que é impuro, repetimos o erro primordial, perpetuando a queda de Adam. É por isso que a mesa do povo de Israel é chamada de pequeno altar, pois para nós, comer é um ato sagrado. O Shabat, as festas, e mesmo o cotidiano, nos ensinam que o corpo não é inimigo da alma, mas seu parceiro. Quando a boca aprende a falar palavras de Torá e a comer em santidade, ela se reconcilia com seu destino original, e aquilo que no Éden foi canal de queda, hoje pode ser canal de elevação. A cada refeição, o ser humano é convidado a corrigir o instinto animalesco dentro de si, transformando esse instinto em força que gera santidade 💎✨

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