Sombra do Louco
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https://youtu.be/h6_zC5OrQeA?si=unNaMlClpE4OeFzt
Segundo John Lamb Lash, o movimento gnóstico tem suas raízes remotas nos Magi de Úrmia, uma ordem antiga de sacerdotes, astrônomos e visionários que se originou no planalto de Úrmia, no noroeste do atual Irã. Lash situa o surgimento dessa ordem durante a Era…
Segundo John Lamb Lash, o movimento gnóstico tem suas raízes remotas nos Magi de Úrmia, uma ordem antiga de sacerdotes, astrônomos e visionários que se originou no planalto de Úrmia, no noroeste do atual Irã. Lash situa o surgimento dessa ordem durante a Era de Gêmeos, por volta de 5500 a.C., período que Mary Settegast data entre 6200 e 4300 a.C. Conforme essa tradição se expandiu pelo Oriente Próximo, ela se dividiu gradualmente em duas correntes com objetivos e métodos completamente distintos. De um lado estava o ramo dedicado ao conhecimento esotérico e ao desenvolvimento interior. Seus membros recebiam o título de vaedemna, termo que significa "vidente" ou "sábio". Lash os relaciona aos telestai, homens e mulheres que se dedicavam à iniciação, ao ensino e à transmissão de um método sagrado de instrução pela Luz Divina. Seu propósito era formar indivíduos conscientes, autônomos e iluminados. Continuação...👇
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Em minha última visita à Torre de Jung, em Bollingen, o santuário que ele construiu como símbolo de sua concepção da vida, com suas teorias sobre a Individuação e o Selbst, quis conhecer o sanctum sanctorum, o aposento separado onde ele meditava entre paredes cobertas de símbolos pintados por suas próprias mãos. Seu neto, também psicanalista, não permitiu que eu entrasse. Talvez fosse desejo de Jung não autorizar minha entrada, para que ninguém descobrisse sua verdadeira filiação. Na Suíça, entendia-se que Jung pertencia à Maçonaria. Assim, ele também era um ‘Traidor Branco’. Minha lealdade incondicional ao Avatar Supremo, a quem pertenço de corpo e alma, e ao meu [...] obriga-me agora a dar este passo doloroso, definitivo no Eterno Retorno, eu sei, e que significa o rompimento com um amigo venerado por mais de quarenta anos. Traduzido de MANU: For the Man to Come, de Miguel Serrano.
Texto que já publiquei aqui, agora também no Substack: O Ódio Moderno à Vida 📖 Leia agora no Substack
O puritanismo não venceu o desejo. Apenas o tornou doente. Ao tratar o corpo como suspeito, o prazer como culpa e o instinto como inimigo, não criou pessoas mais elevadas, mas indivíduos rachados entre aparência e impulso. Por fora, pureza. Por dentro, obsessão. A Revolução Sexual foi o retorno de tudo aquilo que essa moral tentou sufocar. E, como costuma acontecer com tudo que é reprimido por tempo demais, voltou sem medida. Primeiro, exigia-se que o homem provasse sua virtude negando o desejo. Depois, passou-se a exigir que provasse sua liberdade obedecendo a ele. Mudou o sermão, mas a escravidão permaneceu. O puritanismo acreditava estar enterrando a sexualidade. Na verdade, apenas cavava o lugar de onde ela voltaria mais feroz. Pintura: Salomé, Franz von Stuck.
"Eu vivo, eu queimo com a vida, eu amo, eu mato e estou contente." Eis a suprema sabedoria dionisíaca. Enquanto os decadentes amaldiçoam a Terra e suplicam por fuga, o cimério transforma cada grilheta em degrau para sua ascensão. Seu contentamento não é resignação, mas o êxtase do guerreiro solar que fez da própria vida uma obra de arte sangrenta. O que importa se os Arcontes sussurram suas mentiras? O verdadeiro übermensch escuta apenas o rugido de sua própria vontade, mais antiga que as estrelas. Esta é a lição eterna que ecoa das estepes hiperbóreas às ruínas de Atlântida: o mundo pertence aos que ousam tomá-lo. Não com petições ou discursos, mas com o aço frio e o coração em chamas. Conan não pede permissão para existir. Ele impõe sua existência como um fato cósmico, como o relâmpago que rasga o céu sem pedir licença aos deuses. Aos fracos, a compaixão. Aos escravos, as correntes. Ao bárbaro, o mundo inteiro. Não como herança, mas como troféu arrancado das garras do caos com força e astúcia. Pois no final, quando as últimas civilizações desmoronarem em seu próprio vazio, só restarão os que viveram como Conan: de pé, com a espada na mão e o sol nos olhos, rindo da morte e dançando sobre as ruínas dos impérios efêmeros. "Prefiro ser abatido em batalha do que viver sob o jugo de um arrogante despotismo estrangeiro." 👉 Texto completo
Se o conflito é uma condição inerente da existência, então a paz absoluta só pode existir na inexistência. A guerra, entendida como tensão e confronto entre forças, é o que gera movimento, transformação e hierarquia. Por isso, toda utopia que promete eliminar definitivamente os conflitos esbarra em um limite fundamental: enquanto houver vida e diferença, haverá disputa. A paz perfeita só seria possível com o fim do próprio universo. Talvez seja justamente isso que certas religiões, ideologias ou correntes filosóficas buscam, ainda que nem sempre o expressem dessa forma: um estado final onde toda tensão, toda diferença e todo conflito sejam dissolvidos. Pintura: The Sea of Ice, Caspar David Friedrich.
"Wotan é uma característica básica da psique alemã, um 'fator' psíquico de natureza irracional, um ciclone que devasta e nivela a zona de alta pressão cultural. Parece que os seguidores de Wotan, apesar de toda a sua extravagância, mostraram-se mais certeiros do que os adoradores da razão. Wotan, e isso, evidentemente, foi completamente esquecido, é um dado germânico de primeira importância, a expressão mais genuína e a personificação jamais superada de uma característica fundamental e particular do povo alemão. Houston Stewart Chamberlain é um sintoma que faz suspeitar que, em outros lugares, possam existir deuses clandestinos adormecidos. A raça germânica (popularmente chamada de "ariana"), a essência nacional germânica, o sangue e o solo, os cantos "Wagalaweia", a cavalgada das Valquírias, Jesus transformado em um herói loiro de olhos azuis, a suposta mãe grega do apóstolo Paulo, o diabo representado como um Alberich internacional de aparência judaica e maçônica, a aurora boreal nórdica como símbolo de civilização, a inferioridade das raças mediterrâneas... Esse é o cenário indispensável no qual, em última instância, tudo possui o mesmo significado: a possibilidade de que os alemães tenham sido "tomados", possuídos por um deus, razão pela qual sua casa "está cheia de um vento selvagem". Pouco depois da chegada de Hitler ao poder, se não me engano, a famosa revista Punch publicou uma caricatura representando um Berserker enfurecido libertando-se de suas correntes. Na Alemanha, desencadeou-se um furacão, enquanto nós ainda acreditávamos que o tempo estava bom. — Carl Jung, "Wotan"
Na mitologia grega, Hiperbórea era uma região situada nas terras do norte europeu. Seu nome significa “além do vento do norte”, do deus Bóreas. Esse nome evocou por séculos o mistério e a imaginação. Para os antigos gregos, denotava um lugar geográfico concreto cuja capital era Thule. Para Nietzsche, significou uma evocação dos homens que se estabeleciam além dos limites conhecidos. James Joyce também o tomou como símbolo de altivez e nobreza de caráter. Serrano fazia, em muitas ocasiões, referência a certa localização setentrional de Hiperbórea, embora em outras afirmasse que era mais uma possível condição humana. Essa condição “dupla” foi uma constante em sua cosmovisão. Na cosmovisão serranista, devido ao seu caráter antidualista, todos os arquétipos mantinham uma condição espiritual e física conjunta. Era uma condição descrita por Serrano como a superação do dualismo e do monismo. Às vezes também era chamada de “sincronismo”, a conexão essencial entre o mundo arquetípico e o mundo físico. Na cosmovisão serranista há muitas Hiperbóreas; a primeira era uma condição primordial, o estado natural dos deuses, uma espécie de paraíso perdido, anterior inclusive a alguma Idade de Ouro dos homens. Segundo Serrano, a Primeira Hiperbórea era percebida cercada por uma espécie de “Raio Verde”, analogia comumente utilizada em sua obra. Atravessar o “Raio Verde” era um sinal da chegada a esse território mítico.
https://youtu.be/vcIlEYYyG48?si=deZtU6rvFUEqkfHa
"Minha experiência é a seguinte: a astrologia e a alquimia referem-se igualmente a um drama secreto. Elas nos revelam, por meio de símbolos, um grande mistério. As Eras astrológicas são um Dia no Ano das Rondas. E cada um desses Dias nos entrega uma Dispensação arquetípica. Touro: a religião solar do touro. Áries: a do carneiro, de Rama, do Pai como Cordeiro. A de Peixes: o Peixe de Cristo, o Filho Solar. Astrologia e alquimia porque cada planeta representa um determinado metal como símbolo de um processo de transmutação que nos leva ao conhecimento, por meio de ambas, vivenciando a morte e a ressurreição de um Deus. Melhor dizendo: a transmutação de um Herói em algo superior a um Deus. Ainda que desejássemos explicar essas coisas com a maior clareza e em palavras simples, isso não é possível devido à sua própria natureza. São territórios ocultos, muito difíceis de percorrer com a inteligência racional. Os ciclos astrológicos não estão completamente encerrados; os Deuses morrem, mas ressuscitam no ciclo seguinte com vestes diferentes, transmutados. O touro, símbolo da luz em Touro, morre em Áries, sacrificado pelo Herói Mitra, porque passou a transmutar-se em seu oposto, símbolo da sombra e das forças cegas de uma Natureza corrompida, assim como o Dragão foi em seu tempo. Desse modo, Mitra e Siegfried são um só, lutando contra as potências das trevas. Mitra mata o touro; Siegfried mata o dragão. E ambos representam o Sol, Hélio, seu Pai." Traduzido de La Resurrección del Héroe ― Miguel Serrano
Para Serrano, a grande armadilha do misticismo era a morte do Eu, sua fusão com os deuses, com os arquétipos ou qualquer outra forma de inconsciência. A única coisa válida era encontrar o ponto equidistante: o Si-Mesmo. "As religiões, as práticas esotéricas, as yogas da Índia pós-védica pretenderam encontrar uma solução no aniquilamento do “eu” (...) para voltar a fundir-se na Alma impessoal, universal, no Uno, em Brahma (...) Mas o que o [...] não poderá esquecer é que a encarnação (...) pode ter sido, além de uma derrota, uma estratégia propiciada para vencer no Combate definitivo da Imortalidade e da Ressurreição (...) desde que não se destrua o “eu”. " ― Manú. Por el Hombre que Vendrá. Isso seria a ressurreição do Herói: a reunificação da alma ou corpo astral com a biologia, a ressurreição da carne para a criação de um novo corpo, o filho do homem, o filho do viúvo, isto é, aquele que perdeu seu oposto, sua Ela, sua amada, seu deus hiperbóreo. Isso era importante porque permitia ao herói tornar-se mais do que o deus que fora antes de entrar na luta terrestre, pois agora possuía a experiência do combate. "Um ponto equidistante: eis a chave e sua importância. Equidistante entre o “Eu” e o “Ser”, entre o Filho e o Pai (...) O caminho do eu deverá dirigir-se não à sua anulação ou superação, mas à sua confirmação no Eu Absoluto, no Homem-Absoluto (...)" ― Memorias de Él y Yo. Volumen I. Aparición del “Yo”, Alejamiento de “Él”. Conteúdo publicado apenas para fins informativos e de estudo, sem apoio ou promoção de qualquer ideologia política.
Quando falta, o poder é uma necessidade que se persegue com unhas e dentes, fome muda que rege cada gesto, cada desejo. Quando sobra, porém, já não se trata de conquistá-lo, mas de vertê-lo: expressar, afirmar, descarregar sobre o mundo. O poder não anseia por pausa; quer expansão, criação, imposição de forma.
Somente ao forçar as mais nobres qualidades que possuis ao seu mais alto grau é que descobrirás o que há de mais grandioso no passado, aquilo que mais merece ser conhecido e preservado. Semelhante pelo semelhante! De outro modo, rebaixarás o passado ao teu próprio nível. — Friedrich Nietzsche
Pois a vida, no fundo, é como aquela mulher de beleza desconcertante, a mais bela de todas. Ela não se entrega a quem exige dela promessas de eternidade ou juramentos de fidelidade a um deus distante. Ela se encanta por quem tem ritmo nas veias e coragem no peito, por quem a celebra como ela é: fugaz, terrena e infinitamente viva. Musas, como se sabe, preferem os hereges do instante aos santos do porvir. Elas fogem dos que amam mais a ideia do paraíso do que o tremor do chão sob os pés dançantes. Mas como dançar quando as águas estão turbulentas? Como encontrar equilíbrio quando a música vira ruído, caótica, sem melodia discernível? A resposta talvez esteja no centro - não no centro de um dogma, mas no centro de si. Precisamos estabelecer um lugar, mesmo que interno, invisível, intocado, a partir do qual possamos observar o caos sem sermos engolidos por ele. Esse centro não é um altar, mas um eixo, um ponto de quietude no olho do furacão. É dali que a dança se torna possível. Continuação...
Quando Judeus Queriam Ser Gregos 📖 Leia agora no Substack
Uma frase de Napoleão contém uma verdade profunda sobre esse tema. Questionado por que, já que falava continuamente de destino, ainda assim se dedicava a pensar e planejar, respondeu com razão: “Porque ainda é o Destino que quer que eu planeje.” Essa é a verdade.…
Uma frase de Napoleão contém uma verdade profunda sobre esse tema. Questionado por que, já que falava continuamente de destino, ainda assim se dedicava a pensar e planejar, respondeu com razão: “Porque ainda é o Destino que quer que eu planeje.” Essa é a verdade. Há uma Vontade ou Força no mundo que determina o resultado de minhas ações como parte do grande todo; há uma Vontade em mim que determina, oculta por meu pensamento e escolha pessoal, a parte que tomarei na determinação desse todo. É isso que minha mente apreende e chama de minha vontade. Mas eu e o que é meu somos máscaras. É a Existência total que me dá realidade; é a Vontade e o Conhecimento totais que, enquanto calculo, operam em mim para seus próprios fins incalculáveis.