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Comentário político e filosófico. (Palpitagem educada) Por uma nova direita: identidade e progresso. Nobreza, Heroismo, Natureza, Nação, Vitalidade, Grandeza, Beleza, Liberdade, Paixão, Amor & Guerra. Saúdem: O espirito Ocidental.

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  • 7 дек.1 21375

    NOSSA LUTA Devemos estar dispostos a lutar, a se sacrificar e a morrer por nossa causa. Mas essa não é uma guerra de ódio: essa é uma guerra de amor; uma guerra de amor por nosso povo, nossa cultura e nossa herança. Não lutamos por maldade, mas por necessidade. Não lutamos para destruir, mas para preservar. Não lutamos por dominação, mas por liberação. Nós somos a vanguarda de nosso povo, os defensores de nossa raça. Nós somos aqueles que vão liderar a investida, que aguentarão o fardo e colherão a recompensa. Nós somos aqueles que escreverão os livros de história, que moldarão o futuro e que garantirão a sobrevivência de nossa espécie. Então, marchemos em frente, meus amigos, com a ferocidade de leões e a determinação de Titãs. Vamos mostrar ao mundo que não seremos silenciados, que não seremos derrotados e que não seremos erradicados. Provemos para nós mesmos e para o mundo que nós somos uma força a ser reconhecida. 🌲Ninho do Adler🦅

  • 7 дек.1 38785

    NOSSA LUTA Nossa luta requer todo nosso empenho e nenhuma limitação; nada (começando de nós e se estendendo a todo o mundo) deve ser poupado. Nossa luta visa construir algo positivo, seu aspecto negativo existe na medida em que temos de destruir oposição a esse objetivo. O que queremos construir merece ser abertamente celebrado, mas isso também vale para o contrário: não existe luta sem oposição, nem vitória sem luta; não há construção sem destruição e devemos agir orgulhosamente em ambos os sentidos. Nossa luta se resume em garantir o futuro para nosso povo. Nosso povo é a raiz que ancora nossa luta, essa raiz é um único corpo que remonta a tempos imemoriais e contém incontáveis indivíduos. Nossa luta é a circunstância presente de nosso povo, é o combate imediato para que esse corpo não apenas sobreviva, mas cresça em saúde e poder. E, por fim, o futuro é nosso destino, é onde inevitavelmente chegaremos, mais fortes ou mais fracos, e isso depende apenas de nossa luta. transcrição... 🌲Ninho do Adler🦅

  • 4 дек.1 00765

    OS PROBLEMAS DO TOTALITARISMO 3/3, O fetiche totalitário e suas mazelas Como reação contrária a democracia e seus diversos problemas (bem como seu alinhamento contrário a nossos princípios) muitos assumem uma postura de apoio a tudo que é iliberal e antidemocrático; muitas vezes de maneira tão não-discriminatória e não-crítica que chegam a cruzar com o apoio esquerdista a suas ditaduras; ou até mesmo a propor medidas mais radicalmente tirânicas do que aquelas dos regimes totalitários da realidade. Uma realidade que proponentes de regimes de poder centralizado tendem a ignorar quando é conveniente é que esse sistema inerentemente não é recíproco, mas é imposto. Isso significa que o totalitarismo como pauta primária e individual (de maneira pouco discriminada e desconexa de outros requerimentos importantes), na maioria das vezes (estatisticamente) produzirá regimes que não estarão alinhados com os desejos dos proponentes desse sistema, e esses estarão deslegitimados em se opor a tais regimes por virtude de seus próprios ideais. Exemplificando isso, aqueles que apoiam medidas de centralização de poder (em si mesmas) na direita dissidente removem a legitimidade de seus próprios interesses em combater a crescente tirania da esquerda na atualidade no ocidente. Medidas extremas por meios totalitários são (por um bom motivo) pautas impopulares —cujo apoio implica em um custo alto de capital político (que o movimento já não tem). O totalitarismo explícito é visto, pela grande maioria (de ambos apoiadores e detratores), como um meio para aplicar medidas que contrariam o consenso popular e institucional; por isso, sua promoção tende a atrair a oposição da população e das classes gerenciais, tornando-o uma estratégia política praticamente inviável. Em linha com a parte teórica previamente exposta, e como demonstrado pela história*, regimes totalitários carregam uma marca de esquerdismo e de sociedades subdesenvolvidas. É raro (embora não impossível) que uma sociedade bem desenvolvida e de direita produza um regime com muitos traços totalitários: O primeiro mundo é marcado por instituições fortes e a direita preza pelas leis da realidade e pela pluralidade orgânica (que são parte da ordem natural); ambos são praticamente incompatíveis com os traços totalitários de pessoalidade, "idealismo" e concentração de poder. Frequentemente na direita dissidente, aqueles geralmente associados à "terceira posição" e à "quarta teoria" não tem nem mesmo ideais totalitários razoáveis ou praticáveis, mas acabam por engajar em delírios de um controle social tão minucioso e radicalmente artificial que nem mesmo os regimes mais totalitários da realidade tentaram. Não é raro encontrar pessoas nesses meios propagando ideias de abolição a todo o setor bancário, ou toda a irreligiosidade, ou de toda infração moral sem vítima, ou o extermínio violento de parcelas enormes da população, entre muitas outras coisas que são simplesmente impraticáveis e contrárias a todo "bom senso". 🌲Ninho do Adler🦅

  • OS PROBLEMAS DO TOTALITARISMO 2/3, Criticando o totalitarismo A direita deveria entender naturalmente que a realidade é estruturada por leis fundamentais, ao invés da simples "boa vontade" humana (como acredita a inclinação esquerdista). Desconsiderar essas leis traz consequências severas: Nenhum ditador consegue declarar uma guerra sem ocasionar que o outro lado responda com o mesmo; nem consegue, também, controlar diretamente o mercado sem que hajam distorções e ineficiências. Projetos totalitários, mesmo vindos da direita, muitas vezes contém esse traço esquerdista em um nível mais prático, hierárquico e coletivista; sendo que muitos negligenciam gravemente as leis inerentes a ação humana, como se essas fossem apenas secundárias ao poder do plano do estado. O poder centralizado e totalitário implica um custo inerente em ineficiência: Ao priorizar que as partes do regime sejam controláveis e leais, efetivamente se passará a suprimir a competência individual autônoma. O controle da maior parte das dinâmicas sociais por parte de um ente unitário significa que os demais órgãos e indivíduos não poderão exercer autonomia (controle é um recurso finito, um "jogo de soma zero"); o que inevitavelmente leva a uma enorme ineficiência, já que faz com que a grande maior parte do capital humano de uma sociedade seja desperdiçado, não tendo o poder de agir por conta própria. Essa supressão de grandes setores da sociedade em nome de um ente unitário também incorre em uma diminuição da diversidade de estratégias dispersas e portanto da inovação geral. Ultimamente, essa supressão da pluralidade de tipos individuais cria uma espécie de igualdade e contraria a ordem natural, sendo, por isso, também associada ao esquerdismo. O totalitarismo de tendência pessoalista (que é um traço de sociedades ultrapassadas e subdesenvolvidas**) gera seu próprio tipo de "irresponsabilidade hierárquica". A autoridade de responsabilização contra um indivíduo imbuído desse "poder pessoal" não pode vir —por vias "legítimas"— de seus subordinado e dificilmente virá de seus iguais, mas, por outro lado, ela pode vir arbitrariamente de seus superiores (o que difere do sistema institucional, onde, em teoria, todos podem ser responsabilizados por todos a partir de regras impessoais); isso cria problemas de irresponsabilidade generalizada, tensões políticas internas e um ponto frágil crucial do sistema: Os agentes do estado podem ser árbitros dos próprios requisitos, consequências e até mesmo as realidades pelas quais eles poderiam ser responsabilizados, inibindo assim um mecanismo de responsabilização por erros acidentais ou intencionais. Dado a não-reciprocidade dessa hierarquia pessoalista, existirá uma tendência de abusos de poder contra seus inferiores na hierarquia em todos os níveis —e uma reação a isso—, resultando em uma enorme e constante tensão que deteriora a cooperação dentro dessa hierarquia. Uma vez que toda a autoridade ultimamente deriva —de maneira bastante concreta— de uma pequena parcela da população, existe um grave ponto fraco, dado que qualquer dano infligidos contra essa elite, ou qualquer falha crônica que eles cometerem, ecoará pesadamente por toda a sociedade. 🌲Ninho do Adler🦅

  • OS PROBLEMAS DO TOTALITARISMO 1/3, Criticando a democracia liberal Ainda que o foco dessa peça seja corrigir um grupo de tendências problemáticas da oposição radical a democracia, não se pode fazer jus ao debate quanto a modelos de organização política do estado sem tratar daquele que vem sendo dominante no ocidente a talvez mais de um século; sendo aparentemente responsável por muito da degeneração que nos acomete. O sistema democrático é geralmente proposto como a encarnação política de ideais esquerdistas: Atualmente, a típica justificativa moral da proposta de que todos tem um direito ao poder do estado reside em uma interpretação do princípio igualitário (que é essencialmente esquerdista*). Essa perspectiva democrática contradiz fundamentalmente a hierarquia presente na ordem natural, onde um governo deve ser o produto de uma elite e não das massas. O modelo democrático vigente —onde os governantes realisticamente tem um tempo bastante limitado em suas posições— promove uma visão de curto prazo: Projetos essenciais de longo prazo —que não incorrem em resultados imediatos ou incorrem até mesmo em custos imediatos— são incompatíveis com o curto ciclo de eleições. O incentivo de um sistema como esse é o sacrifício do futuro pelo presente, o oposto do caminho ao progresso. Na democracia também se encontra o problema da falta de clareza na divisão entre governantes e governados, de forma que o estado deixa de ter um "responsável" claro em termos de colher os benefícios ou prejuízos consequentes de políticas. Isso quebra a cadeia de consequências claras e portanto de incentivos claros para o bom uso do estado. Outra tendência devastadora da democracia é que, na medida em que facções políticas precisam fabricar apoio para seu poder, elas tenderão a faze-lo por meio da promessa e expansão —e nunca retração— de direitos, criando mais privilégios para mais setores da sociedade. Dado que, na maioria das sociedades, as massas são excessivamente menos competentes do que uma elite, a expansão de direitos significará uma ascensão do "menor denominador comum" ao status de favorecido, protegido e até mestre de toda a sociedade e seus recursos. A estrutura predominante entre as democracias atuais promove a burocratização extrema da sociedade. A já mencionada expansão de direitos implica igualmente em uma expansão de deveres impostos contra cidadãos e até mesmo governantes. Nenhuma ação pode ser tomada sem um complicado processo estatal que em essência visa um controle minucioso da ação humana de forma a garantir que os crescentes direitos de uma crescente massa sejam respeitados. Isso não apenas impede a autoridade de um governo de tomar medidas necessárias, mas também colapsa todo o funcionamento orgânico de uma sociedade. 🌲Ninho do Adler🦅

  • 4 дек.674107

    OS PROBLEMAS DO TOTALITARISMO Uma maioria da atual direita alternativa —especialmente aqueles mais associados à "terceira posição"* ou ainda mais a "quarta teoria"*— tem uma forte inclinação a diversas formas radicais de centralização de poder. Essa reação negativa aos regimes e valores "liberal-democráticos", embora por um lado apenas natural e mais que justificada, muitas vezes ultrapassa seu valor como uma crítica razoável e necessária e se torna um ponto de partida para a adoção de uma ideologia de pura oposição. Esse "fetiche totalitário" não somente causa uma grande confusão no campo das ideias, onde obscurece os reais objetivos, fundamentos, amigos e inimigos da direita alternativa, mas também pode ser uma das mais graves ameaças auto-infligidas a tomada e manutenção eficiente de poder por parte de qualquer regime de direita. Partes 1. Criticando a "democracia liberal" 2. Criticando o "totalitarismo" 3. O fetiche totalitário e suas mazelas 🌲Ninho do Adler🦅

  • A GLÓRIA DOS GREGOS E DO OCIDENTE O desejo secreto de todo grego era se tornar um deus. Todos importavam-se apenas com o que era belo e forte. "Sempre seja o melhor e se destaque sobre todos os outros". A esquerda não busca a deificação da humanidade ou do homem, mas seu rebaixamento para a forma de barata. Queixas de servos. Para Homero, a vida —essa coisa pequena, efêmera e tão comum—, não tem valor algum em si mesma. Ela se torna de algum valor apenas por causa da intensidade, da beleza e do fôlego de grandeza que todos podem dar a ela. Um conceito muito diferente daquele vendido por tantos credos bizarros e banalidades que agora infestam o espírito das massas ocidentais; que alimentam o desejo por uma vida tão longa quanto possível mesmo que medíocre e como a de um inseto. Homero é o mundo do grande mar terrestre das estepes, do confronto primário entre grandes homens (como fenômeno natural). Uma vida de liberdade, de guerra, uma vida de honra e da busca da glória e de distinção na guerra: essa é a orientação espiritual de um povo de conquistadores: guerra livre, sem limites e generalizada. [Dominique] Venner destila o espírito de Homero em três coisas: o respeito e admiração pela sacralidade da natureza, excelência como o objetivo final e beleza como o horizonte. Esse é o motor da vida grega em seu ápice, que vê a excelência pessoal como expressa na busca por glória imortal. Aquiles dizia: "toda a riqueza de Tróia não vale o que minha vida vale". Ele é a voz do passado boreal imutável. Mas o desejo de se destacar acima de todos e amar um amigo, é inteiramente e diretamente uma herança do espírito da estepe. Era Aquiles, e não Hector, que eles admiravam como um herói a a ser emulado; que da própria vontade escolheu a morte, e a escolheu acima da vida doméstica feliz, em busca de fama imortal. O que garante a grandeza de Aquiles é seu ser biológico e divino manifesto; como quando Atena coloca fogo sobre sua cabeça e ombros. O desejo de ser o melhor é o que é valorizado aqui, não ser o mais "cavalheiro" ou o mais justo na defesa de seu país, ou nada disso, mas simplesmente isso: ser o melhor e ser melhor que outros para glorificar a sua força. É uma magnificência manifesta que na realidade não precisa de elaboração ou defesa. Para Homero, homens são as vezes tão esplendidos quanto os deuses imortais. —Constantin Vlad Alamariu (Bronze age pervert)* 🌲Ninho do Adler🦅

  • A GLÓRIA DOS GREGOS E DO OCIDENTE A obra de Homero registra uma memória espiritual recorrente que remonta ao próprio nascimento dos povos europeus: A conquista do mundo a partir das estepes, através da guerra generalizada. Essa dinâmica fundamental que moldou os povos ocidentais permitiu-nos desenvolver uma apreciação que valoriza primeiro a qualidade e depois os laços de irmandade; além de reconhecer a Natureza como fundação imutável, a Beleza como valor a ser buscado e a excelência como o objetivo. Para esse ethos conquistador, o que importa é realizar vontade de potência (impondo personidade sobre o mundo e sobre a história), em oposição a virtudes domésticas e sociais; e a medida final de valor da vida, sem a qual ela é pouco mais que insignificante, é a glória imortal. Isso é profundamente contrário a muito do que diria o espirito religioso e especialmente o esquerdismo, sendo que estes são fenômenos essencialmente anti-vitalistas. Transcrição... 🌲Ninho do Adler🦅

  • MOLDANDO UM BRASILEIRO MELHOR 3/3, Os programas de planejamento familiar A parte principal do projeto consiste em que o sistema de saúde público oferte a cidadãos a partir dos 17 anos a realização de procedimentos clínicos de esterilização de forma efetiva e rápida (sem espera mínima e com eficiência máxima); e que, para aqueles entre os 50% mais pobres da população (das classes de renda C2, D e E), com idade inferior a 30 anos e que não tenham mais de um filho, a aceitação dessa oferta venha acompanhada de um pagamento único de 5 salários mínimos e o direito de concorrer a um prêmio anual no valor de 2000 salários mínimos. Além disso, a reversão de processos de esterilização deve passar a ser estritamente regulada no país e realizada somente mediante ao pagamento de uma soma significativa (o que pode ser regulado por taxas), que torne inviável que ela seja realizada por aqueles que optaram pelo programa. Estima-se que tal medida específica (sujeita ainda a revisões marginais) poderia resultar em uma diminuição significativa (até 50%) da representação demográfica da metade mais pobre do país (e portanto das mazelas a ela associadas) em apenas 2 gerações (60 anos*). Possivelmente, o aborto sob demanda através de medicamentos (método que é efetivo apenas no primeiro trimestre de gravidez) deverá ser não apenas legalizado, mas provido de forma gratuita, efetiva e rápida pelo sistema público de saúde com a condição de que a mulher envolvida aceite submeter-se a esterilização. O custo desse programa é "negligenciável" e o impacto estimado é de uma redução de uma redução significativa (até 50%) da representação demográfica da metade mais pobre do país (e portanto das mazelas a ela associadas) em apenas 2 gerações (60 anos*). O homem de até 35 anos que deve pagar pensão alimentícia poderá renunciar a seus direitos reprodutivos (concretizando isso com o devido procedimento clínico) para ter 1 salário mínimo abatido anualmente de suas obrigações quanto a pensão (valor esse que será coberto pelo estado). Estima-se que isso se aplica a centenas de milhares de homens todos os anos*. O custo individual desse programa teria um teto estimado de 26 salários mínimos. Reincidentes em convicções criminais, com idades inferiores a 30 anos e menos de 2 filhos, poderão optar por serem julgados com os benefícios de um réu primário caso aceitem submeter-se a esterilização. Isso deverá ser somado a um aumento drástico do tempo de remissão do réu primário (atualmente de 5 anos). Estima-se que, embora a possível diminuição populacional desse programa em uma geração seja mínima (<1%), seu impacto na redução da criminalidade após 2 gerações possa atingir níveis de 2 dígitos. 🌲Ninho do Adler🦅

  • MOLDANDO UM BRASILEIRO MELHOR 2/3, Dados relevantes O plano de reestruturação do estoque genético e familiar de nosso país deve estar centrado em estruturas de incentivo à "eliminação" de elementos indesejáveis. A parte mais basilar, simples e eficiente do caminho para o progresso é a remoção dos impedimentos a civilização*. Enquanto o método mais eficaz de realização de ação social consiste (como será explicado em uma postagem futura) em uma estrutura onde predominam fortes incentivos positivos (de cooperação) e auxiliam, em menor grau, medidas negativas (de coerção). Aqui serão apresentados alguns pontos (de dados e dinâmicas) relevantes: >Aproximadamente a metade mais pobre dos brasileiros (a depender da classificação, as classes C1, D e E*), tem uma renda inferior a 2 salários mínimos* (tendo a média inferior a 1.5 salários mínimos). A dívida crônica média do brasileiro se encontra no patamar de 3 ou 4 salários mínimos*. >É seguro estimar que, entre a metade mais pobre dos brasileiros, uma ampla maioria (superior a 70%) são pessoas negras (pretos e pardos)**. Também, nas regiões do Norte e Nordeste, predomina uma maioria significativa (superior a 70%) de cidadãos pertencentes a esse estrato social (em contraste com números inferiores a 50% nas demais regiões)*. >Menos dependentes proporcionariam uma disponibilidade muito maior de tempo e recursos (muito conservadoramente estimada em ao menos meio salário mínimo mensal por filho durante 18 anos*, ou mais de 100 salários mínimos no total; realisticamente um múltiplo considerável disso, além dos efeitos cumulativos e da ascensão profissional que isso proporciona**); algo que tem um efeito ainda mais cumulativo entre gerações (com o investimento parental e a herança sendo concentrados em menos filhos); mitigando a pobreza e aumentando a riqueza*. >Procedimentos de esterilização já ofertados gratuitamente pelo sistema público de saúde (para cidadãos com mais de 1 filho ou maiores de 21 anos, com uma espera mínima de 60 dias de reflexão para quem não foi mãe imediatamente antes do procedimento)**. Cerca de 80% das mulheres em idade fértil no país tomam medidas contraceptivas, sendo que entre os "casais jovens" cerca de 15% já adotaram uma medida de esterilização*. >O custo individual de cirurgias de esterilização não supera 2 salários mínimos** (menos de 3.050 mil reais*). Mesmo considerando 92 milhões de Brasileiros mais jovens que 30 anos*, o custo médico total caso todos optassem por uma medida do tipo e esta custasse até 7 salários mínimos (o que é uma presunção absurda e catastrófica) ainda seria inferior a 1.15 trilhões (ou 7.75% do PIB*), o que é apenas 5x os gastos anuais do estado com auxílios a famílias (1.6% do PIB*, pouco menos de 180 bilhões). >As etnias que atualmente sofreriam as maiores reduções de natalidade em relação a um "teto de um filho" são as mulheres indígenas (atualmente 2,84 filhos por mulher, seriam reduzidos em 65%), mulheres pardas (1,68; 40%), pretas (1,59; 38%), enquanto brancas sofreriam um redução de apenas 25%*. >Gravidezes indesejadas representam mais da metade de todas as gravidezes no brasil*. Considerando que existe uma forte correlação entre gravidezes indesejadas no geral e a gravidez na adolescência*, apura-se que a prevalência de tal fenômeno é múltiplas vezes maior entre as classes e regiões mais pobres e menos brancas em relação as classes e regiões mais abastadas e brancas****. >Cerca de 16.5% dos lares brasileiros são monoparentais (sendo mais de 90% destes chefiados por uma mãe solo)*. Mais de 60% das mães solo são "negras" (e, entre o restante pode-se assumir também uma super-representação parecida entre indígenas e pais "negros"); mais da metade são formalmente sub-educadas*; elas estão, desproporcionalmente, concentradas no norte e no nordeste e ausentes no sul*. >A cada ano, cerca de 0.2% da população está encarcerada por reincidência criminal**. Essa minoria é responsável por parte significativa (ao menos 40%) da criminalidade no país. 🌲Ninho do Adler🦅

  • MOLDANDO UM BRASILEIRO MELHOR 1/3, A hereditariedade dos problemas do Brasil Para uma introdução ao tópico, vale citar um post passado do canal* onde foram expostas várias correlações genético-comportamentais: >Relações entre "genética" e todas as facetas do homem são encontradas consistentemente de maneira robusta* e podemos perceber que fatores importantíssimos para a vida e desempenho de um indivíduo, como cognição*, vícios*, violência** e desordens psiquiátricas* tem a "genética" como responsável por uma maioria substancial da variação (mais de 60%), enquanto outras coisas importantes como status socioeconômico*, sexualidade** e até personalidade* também parecem ser determinadas em grande parte (por volta de 40%) pela "genética". >Um estudo que analisou ao menos outros 40 estudos, com dezenas ou centenas de milhares de casos*** encontrou, em estudos de gêmeos* e de sequenciamento genético*, as seguintes médias de heritabilidade nessas respectivas categorias: Cognição (h² .63 - .23), status socioeconômico (h² .43 - .09), personalidade (h² .36 - .07), reprodução (h² .25 - .04), sexualidade (h² .45 - .07), vícios (h² .57 - .11) e desordens psiquiátricas (h² .67 - .16). Essas métricas específicas explicam (grande, senão a maior) parte da variação individual do comportamento humano em uma população tem uma causa genética; mas, quando partimos para a análise da hereditariedade mais ampla (e também para variações entre populações**), o que encontraremos é um "determinismo" ainda maior. Uma das maneiras mais significativas e claras em que isso é relevante (embora não a única**) é na análise da prevalência de crianças criadas sem a presença paterna. Esse fenômeno é extremamente impactante no desenvolvimento humano****. Para além de fatores genéticos que se relacionam com a tendência do abandono parental (como aqueles associados a parte da personalidade, inteligência, elementos de sexualidade e reprodução, previamente explicados), existem ainda outros fatores herdados que também são determinantes**: Em resumo, o abandono parental cria —de forma significativa— as condições ambientais de desenvolvimento (especialmente na infância) que levam um indivíduo a repetir o mesmo. A capacidade cognitiva —que pode ser medida com uma precisão adequada por bons testes de QI*— é tida por grande parte dos acadêmicos como o maior correlato do desempenho geral de indivíduos e coletivos no mundo moderno******, e portanto será o foco dessa análise (embora muitos outros fatores hereditários poderiam também ser utilizados). A "inteligência" é também significativamente associada a outros diversos traços relevantes em estimar a performance humana*, como aqueles que se relacionam a "orientação de longo prazo"***** (que é uma das medidas mais importantes do outro fator tido por alguns como o mais importante em determinar o sucesso, grit*). A média de QI do brasileiro é estimada em torno de 83 a 92 pontos, com 87 sendo um número intermediário também citado**, enquanto a média de pontos de QI de países desenvolvidos se encontra por volta dos 100*. Com isso (em uma distribuição normal com desvio padrão de 15 pontos, como é padrão no estudo de QI) concluí-se apenas em torno de 20% cidadãos de países desenvolvidos tem um QI menor que a média brasileira. Temos então —de acordo com o livro "the bell curve"*[procurar: bottom 20 percent]— as seguintes expectativas comportamentais-sociais quanto a metade (menos inteligente) de "nossos compatriotas" em relação a 80% dos americanos: Por volta de 6x a taxa de encarceramento, improdutividade, evasão escolar, dependência crônica no assistencialismo, pobreza infantil; por volta de 4x a taxa de pobreza, dependência parcial no assistencialismo, ilegitimidade familiar, ambiente familiar sub-ótimo; por volta de 1.7x a taxa de pais separados e sub-produtividade. 🌲Ninho do Adler🦅

  • MOLDANDO UM BRASILEIRO MELHOR Uma pluralidade dos graves problemas que separam nosso país do verdadeiro desenvolvimento civilizacional se deve à baixa qualidade de seu capital humano —em termos dos vários indicadores da performance individual (e, a partir dessa, coletiva), os brasileiros geralmente apresentam médias notadamente "sub-óptimas". Será exposto como essas deficiências tem sua raiz comum na própria natureza herdada (biológica e, em menor grau, cultural) de uma grande parte do povo brasileiro. Embora um resolução positiva para esses problemas pareça improvável ou distante, serão expostos caminhos que podem ser tomados para ao menos mitigar —e talvez até mesmo (a longo prazo) solucionar— esse defeito crucial de nosso estoque populacional. Partes: 1. A hereditariedade dos problemas do Brasil 2. Dados relevantes 3. Os programas de planejamento familiar 🌲Ninho do Adler🦅

  • O ESQUERDISMO Transcrição, 2 O marxismo é falso em quase todas as áreas da vida; a ideia de que homens e mulheres são intercambiáveis ​​(falsa); a ideia de que a família é uma construção inimiga do homem, quando na verdade é a base da dignidade humana em todos os grupos. A ideia de que a atividade econômica entre seres humanos é sempre uma forma de opressão, quando na realidade quase todos, em um nível ou outro, se beneficiam dela, caso contrário, ela não poderia existir. A ideia de que o homem é mais gentil do que realmente é, quando a natureza humana é dualista. Os seres humanos são bondosos e cruéis. São gananciosos, mas têm capacidade de autossacrifício. São infinitamente covardes e mentirosos, mas também têm uma inclinação para a coragem e a glória. É isso que somos! As grandes religiões, na verdade, sempre souberam o que somos. Eles deslocam o utopismo e o desejo de sermos diferentes do que somos para outro mundo. Mas as pseudorreligiões de esquerda da modernidade rebaixaram isso a esse nível e tentaram, de forma contraproposicional, alcançar esse objetivo por meio da violência e da luta política. E a razão pela qual tudo se tornou cada vez mais sangrento é que, no fim, eles próprios se enojaram disso. —Jonathan Bowden** 🌲Ninho do Adler🦅

  • O ESQUERDISMO Transcrição, 1 O marxismo acreditava, quase com fervor pós-religioso — ao mesmo tempo que fuzilava religiosos! —, que tudo poderia ser mudado, tudo poderia ser reformulado, que o próprio homem poderia ser reformulado. Um dos postulados mais fanáticos é a hostilidade a todas as noções biológicas do homem e a todas as noções de desigualdade preexistente. A ideia de que, no fim, até mesmo o jargão dos direitos humanos sempre decepcionará, porque sempre haverá pessoas bonitas e pessoas feias. Sempre haverá pessoas pouco inteligentes (e muitas delas) e sempre haverá pessoas muito inteligentes, e sempre haverá uma gama intermediária. Sempre haverá pessoas com grande força física e pessoas fracas. Um amigo meu, socialista de esquerda, de anos atrás, disse: "O problema com você" (ele estava falando comigo) "é que você é contra a justiça humana; você é contra ser 'justo'". E eu respondi: "Vá a uma maternidade, vá a uma maternidade, e verá que nasce um bebê sem um braço ou sem um olho. Outros nascem saudáveis ​​e fortes. Alguns são inteligentes e nunca terão uma doença sequer na vida. Outros nascem com alguma deficiência. E você vem falar comigo sobre justiça?" E ele disse: "Talvez não seja como deveria ser, mas devemos nos esforçar para que seja!" E eu disse: "Bem, por que você simplesmente não aceita a plenitude daquilo que foi criado?" E ele disse: "Não, isso é muito passivo! Devemos trabalhar para mudar, para melhorar!" Ora, a maioria das pessoas, no fundo, nesta sociedade, acredita que tornar as coisas mais iguais as torna melhores. Eu não. Acredito que aumentar a desigualdade torna as pessoas melhores (o que, em termos contemporâneos, significa ser monstruoso). Porque quanto maior o espaço entre as pessoas, maior a perspectiva de transcendência e maior a perspectiva de superar o presente, o que significa que você pode evoluir não fisicamente, mas mental e espiritualmente para algo diferente. Se não há nada acima de você, não há nada a que aspirar; há apenas coisas infinitas abaixo de você. Mas eu sou um elitista. Nenhum político contemporâneo, nem mesmo um conservador de direita, admitirá que seu partido defende a desigualdade. Mesmo no capitalismo, que tem desigualdades infinitas de resultados, não é? É por isso que existem duas grandes classes. Claro que você acredita na desigualdade! Mas os Majors, os Camerons e os Hagues deste mundo, os Duncan Smiths deste mundo, falam de liberdade... "liberdade", falam de "liberdade de escolha". Escolha: escolha de escolas, escolha de raça, escolha de gênero, escolha de onde comprar coisas e por aí vai. "Escolha!" Mas, ah, se você escolhe uma opção, nega outra! Se você escolhe radicalmente uma coisa, desprivilegia outra variante. Toda a vida, mesmo no momento das pequenas decisões, está repleta de preconceitos em relação à desigualdade, à discriminação. Eu acredito na discriminação. Discriminar é um bem moral e uma lei moral! É uma espiritualidade aristocrática. Claro que você discrimina. Você discrimina quem é seu inimigo e quem é seu amigo. Você não trata todas as pessoas da mesma forma, exceto em alguma fantasia universal que só existe na mente de quem gostaria que a natureza humana fosse diferente do que é. As pessoas, em geral, tendem a ser mais de direita à medida que envelhecem. Mesmo dentro de sistemas de esquerda, as pessoas de fato se tornam mais conservadoras metafisicamente com a idade. Por quê? Porque a morte se aproxima, a realidade se aproxima. Eles não conseguem conviver com essas visões delirantes e absurdas sobre a vida humana, que se baseia na desigualdade, na glória e na diferença. A história foi feita por um pequeno grupo em nome e por conta dos grupos dos quais eles próprios derivam sua energia e propósito. —Jonathan Bowden** 🌲Ninho do Adler🦅

  • 23 нояб.1 301719

    O ESQUERDISMO O esquerdismo tem por fundamento que os homens são essencialmente iguais. As desigualdades são, então, vistas como produtos de algum sistema inerentemente injusto. Com os sucessos das revoluções culturais, essa presunção de igualdade se tornou universal. Mas, ao contrário dessa fantasia, igualdade não é uma realidade: o mundo natural é estruturado em enormes distinções em todos os campos, e essas muitas vezes são complementares. Para o homem, as diferenças começam muito antes mesmo do nascimento, e apenas se intensificam a cada decisão; todos vivem e praticam desigualdade. As "grandes religiões" geralmente promovem algum sentido de igualdade e de utopia, mas removem essas coisas do campo material e as delegam para o campo espiritual. Já o esquerdismo, como uma "religião secular", rebaixa essas coisas para o nível material; o que cria conflitos e tensões insuportáveis, já que é totalmente contrário a natureza da realidade. Transcrição: Parte 1 Parte 2 🌲Ninho do Adler🦅

  • AOS PAGÃOS DE NOSSA ERA Pagãos acreditam que criação e destruição andam juntas! Que amor é fúria! Que seja o que for que aconteceu (ou que acontecer), nós não temos que nos desculpar! Nós passamos por cima do que existe! —Jonathan Bowden* O esquerdismo não é apenas um inclinação ideológica superficial, ou muito menos um mero adversário político: Ele é uma disposição meta-religiosa que implica em uma cosmovisão, e um senso de propósito moral, próprios; o esquerdismo não é apenas "um deus" do esquerdista, mas é sua própria lógica essencial de toda existência e além. Essa "religião" da inversão já vem tendo graves e consecutivas vitórias contra nossa civilização por mais de 6 décadas. Se eles são hoje a "super-religião" dominante, quem somos nós? Nós somos os pagãos de nossa era! Se a moda que querem nos impor é de "positividade", "tolerância", "amor" e "arrependimento" em seus próprios termos; responderemos com o contrário, com um retorno as raízes em nossos próprios termos! 🌲Ninho do Adler🦅

  • A INTELIGÊNCIA DAS SOCIEDADES 3/3, Consequencias cérebro coletivo A ação humana, possibilitada pelo "cérebro coletivo", tem crescentemente alterado as pressões ambientais que nos acometem; isso produziu parte significativa ou até majoritária das características biológicas mais distintas e importantes do homem. Talvez o exemplo mais óbvio e relevante disso (embora de forma alguma o único*[capítulo 17]) é o nosso cérebro: Este órgão, em um nível individual e isolado, apresenta um custo de complexidade genética*, impacto anatômico* e consumo energético* extremamente exagerado em comparação a animais —cujo domínio de seu ambiente é perfeitamente bom, até mesmo melhor do que o do homem isolado na natureza—; a despeito destes não sacrificarem tanto por (e consequentemente não atingirem) patamares elevados de cognição. Portanto nosso cérebro distintamente desenvolvido —como tantas outras características humanas distintas— não pode ser compreendido como uma ferramenta particularmente útil ao homem isolado na natureza, mas na verdade como um órgão desenvolvido na medida em que podia se aproveitar de conquistas acumuladas de nosso "cérebro coletivo"; sendo, nesse caso, especializado em receber, processar, aplicar e incrementar uma massa de conhecimentos passados entre homens. O ciclo da vida humana é bastante distinto do restante dos animais, visto que em nossas vidas —tanto em nossa infância quanto em nossa velhice— temos um período extenso onde consumimos mais do que produzimos diretamente, sendo dependentes de nossas comunidades. Além disso, mesmo nas sociedades dominadas por atividades aparentemente mais simples (como tribos caçadoras-coletoras), o ápice da produtividade do homem não ocorre nem mesmo juntamente com seu ápice físico natural —que já é relativamente tardio—, estando na verdade associado com um período posterior de sua vida*[capítulo 8]. Compreende-se então que o homem (diferente dos animais) não se desenvolveu apenas uma "unidade biológica de produção"; mas tudo em seu ciclo de vida aponta para um ser integrado a coletivos de conhecimento: O homem nasce despreparado para a vida na natureza; passa a domina-la somente na medida em que aprende com outros e, finalmente, vive para além de seus anos produtivos para transmitir seu conhecimento adquirido. Uma das consequências mais relevantes desse processo de evolução cultural é a interpretação que ele traz quanto a "tradição" e a "cultura": Boa parte desse processo opera para além da compreensão humana, selecionando sutilmente as "soluções" mais adaptáveis de forma que essas se tornam parte de uma cultura e tradição, mesmo que muitas vezes seus praticantes não entendam seu propósito*[capítulo 9]. O homem —na maior parte do tempo— não compreende os mecanismos fundamentais por trás das dinâmicas que ele vive, porém mesmo assim ele as domina ao seguir sua cultura e tradição; já que estas são produtos do processo de evolução cultural, que é capaz de otimizar soluções apesar da ausência do conhecimento explícito. Ao entender a essencialidade da dinâmica de "aprendizagem social" ao homem, se entende também a importância da filtragem das ideias que vem a constituir o cérebro coletivo. Como no caso do "experimento" "o macaco e a criança de Kellogg"*, ou no caso do impacto social do suicídio de celebridades*, ou ainda da disseminação do uso de drogas, um ente que é "mal-adaptado" em um nível fundamental —tendo, de uma raiz biológica ou crônica, contribuições negativas para si e para seus próximos— é também em grande parte incorrigível; enquanto os indivíduos saudáveis naturalmente são predispostos ao "aprendizado social". Essa assimetria de persistência comportamental favorece a dominância da disseminação de mal-adaptações; o que torna extremamente necessária a supressão contra indivíduos e comportamentos "mal adaptados". 🌲Ninho do Adler🦅

  • A INTELIGÊNCIA DAS SOCIEDADES 2/3, Mecanismos evolucionários do cérebro coletivo Tanto internamente em um coletivo quanto nas dinâmicas entre grupos distintos, os mais bem sucedidos terão suas ideias propagadas: Primeiramente, existe o mecanismo de seleção natural, onde o sucesso ou fracasso de uma estratégia organicamente resultam, respectivamente, na sua propagação ou supressão —nesse caso com indivíduos e grupos com estratégias superiores tendo mais recursos que os demais e com isso se multiplicando proporcionalmente em números e força de forma a passarem a serem dominantes em seu ambiente. Mas ainda, dado o mecanismo de reprodução de ideias essencial ao homem —possibilitado pela mesma disposição ao aprendizado social que leva ao cérebro coletivo—, as estratégias mais bem sucedidas naturalmente serão copiadas, assimiladas e reproduzidas por aqueles que atestarem seu sucesso e quiserem partilhar dele; de forma que existe uma verdadeira "seleção natural" ocorrendo no campo das ideias sem que hajam, necessariamente, perdedores no campo físico. Em sistemas com pressões evolucionárias, a inovação e o progresso não ocorrem a partir de um organismo unitário sem oposição, mas são dependentes em um grau de diversidade e de competição. No campo da biologia isso é atestado, por exemplo, pela quase exclusividade da "reprodução sexuada"**, que é, principalmente, um mecanismo que garante a recombinação (genética), visando gerar uma diversidade de estratégias ao invés da réplica fiel de algo unitário; e em segundo lugar um mecanismo de aceleração da competição interna de uma espécie (com a adição do aspecto sexual)*. No caso do cérebro coletivo e a evolução cultural de suas estratégias no campo das ideias, é crucial que se mantenha uma margem de diversidade (e até mesmo de desvio de fidelidade de replicação) de estratégias, de forma que a recombinação e até mesmo a inventividade de "erros" possa efetivamente gerar inovação* —que deverá ser então filtrada por competição. 🌲Ninho do Adler🦅

  • A INTELIGÊNCIA DAS SOCIEDADES 1/3, A inteligência superior do cérebro coletivo Os animais possuem alguma cognição individual (inteligência) para apresentar soluções simples e imediatas a problemas dinâmicos e caóticos. Além do mais, eles também possuem mecanismos genéticos (instinto) para apresentar soluções lentas e mais complexas a problemas universais e constantes. Dado essa estrutura, onde predomina a lentidão da genética e a coadjuvante é a simplicidade da cognição individual, é compreensível que animais sejam relativamente limitados em sua capacidade de dominar ambientes diversos e complexos rapidamente (e que esse domínio normalmente incorra em sua especiação). Porém o diferencial humano é não apenas (nem principalmente) uma cognição individual moderadamente mais avançada e predominante sobre a genética, mas uma capacidade cognitiva peculiarmente "social". Essa nos confere um terceiro modo de navegar os problemas da natureza: O "cérebro coletivo" (cultura), que nos permite criar soluções relativamente rápidas e complexas para problemas que se repetem previsivelmente em um determinado ambiente (área e período). Desde o uso de ferramentas simples até as práticas sociais mais essenciais, o homem isolado parece pouco mais apto (ou em alguns casos até menos apto) que outros animais**[capítulo 3]; tecnologias aparentemente simples e básicas como o arco e flecha e a roda, e, no campo social, a especialização do trabalho e até mesmo muito da família como conhecemos, na verdade estiveram ausentes na maioria das populações humanas na maior parte de sua história, tendo sido desenvolvidas apenas algumas poucas vezes****. Ao analisarmos povos primitivos (tanto os registradas na história recente quanto aqueles onipresentes em nossa pré-história) fica claro que o homem é —em um estado isolado na natureza— pouco mais bem sucedido do que muitos animais*, sendo que até mesmo a capacidade cognitiva (inteligência) de alguns sub-grupos humanos é na verdade inferior a de vários animais**. Outro "experimento prático" que torna clara a inaptidão do homem isolado na natureza em dominar seu ambiente são as várias histórias de sobreviventes perdidos em diferentes períodos da história e partes do mundo (onde uma grande parcela de pessoas não é capaz de usar sua inteligência para descobrir nem ao menos como sobreviver)**. Dado essa tangível inaptidão do homem isolado na natureza em imediatamente compreender e dominar seu ambiente, a explicação para o tremendo sucesso que alcançaríamos* parte então de traços encontrados nos coletivos humanos. Nessa análise, o traço mais essencial do homem é a nossa capacidade de assimilar conhecimento, em especial através de relações sociais* (nosso "aprendizado social"). Essa capacidade é ordens de magnitude mais pronunciada no homem do que em qualquer outro lugar da natureza**. Isso permite ao homem assimilar, processar, aplicar, incrementar e transmitir soluções descobertas entre seus pares, antecedentes e descendentes; de forma que um grupo humano conectado através do tempo e do espaço é capaz de utilizar cumulativamente todo o seu poder cognitivo combinado com grande efetividade. Uma população maior de indivíduos mais bem conectados significa mais poder cognitivo acumulado, possibilitando mais descobertas simultâneas, mais conhecimento acumulado em especialistas e, com isso, também mais recombinações das diferentes ideias acumuladas de forma a gerar mais inovação. 🌲Ninho do Adler🦅

  • A INTELIGÊNCIA DAS SOCIEDADES O "cérebro coletivo"* é um conceito desconhecido pela maioria das pessoas (mesmo em áreas acadêmicas), porém que contém uma das melhores explicações —com grandes implicações— para o desenvolvimento da civilização. O homem, ao contrário de ser naturalmente completo em seus instintos —incluindo a inteligência— para triunfar sobre a terra, na verdade nasce com enormes limitações em seu "ferramental biológico". Humanos se caracterizam principalmente por sua plasticidade; pela sua capacidade —e até necessidade— de aprender com seus próximos para se adaptar aos desafios de seu ambiente. A história do desenvolvimento das tecnologias sociais e materiais —isso é, do progresso civilizacional— é de muitas formas a história de corpos coletivos acumulando conhecimento através de processos naturais de evolução cultural. Partes 1. A inteligência superior do cérebro coletivo 2. Mecanismos evolucionários do cérebro coletivo 3. Consequências cérebro coletivo 🌲Ninho do Adler🦅