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𝘊𝘦𝘯𝘵𝘳𝘰 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢𝘭 𝘥𝘦 𝘛𝘳𝘢𝘥𝘪𝘤̧𝘰̃𝘦𝘴 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭𝘦𝘪𝘳𝘢𝘴

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“𝘈̀ 𝘗𝘢́𝘵𝘳𝘪𝘢 𝘵𝘶𝘥𝘰 𝘴𝘦 𝘥𝘦𝘷𝘦 𝘥𝘢𝘳, 𝘴𝘦𝘮 𝘯𝘢𝘥𝘢 𝘦𝘹𝘪𝘨𝘪𝘳 𝘦𝘮 𝘵𝘳𝘰𝘤𝘢, 𝘯𝘦𝘮 𝘮𝘦𝘴𝘮𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘳𝘦𝘦𝘯𝘴𝘢̃𝘰.” ~ 𝐓𝐞𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐒𝐢𝐪𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐂𝐚𝐦𝐩𝐨𝐬 https://www.instagram.com/historia.militar.do.brasil?igsh=b2V0MG

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  • Coronel José de Barros Falcão de Lacerda. José de Barros Falcão de Lacerda Cavalcanti foi um militar e político brasileiro, reconhecido como um dos heróis da Guerra da Independência do Brasil. José de Barros Falcão de Lacerda nasceu em Recife, Pernambuco, no dia 23 de dezembro de 1775. Oriundo de uma família de posses da aristocracia local, ingressou cedo na carreira das armas. Em 1788, com apenas 12 anos, iniciou sua trajetória militar como cadete. Nas décadas seguintes, subiu gradualmente na hierarquia militar colonial, ganhando experiência prática em guarnições e na manutenção da ordem na região. Com o início dos movimentos de emancipação política do Brasil em 1822, Falcão de Lacerda alinhou-se à causa patriota. Pouco após assumir o comando, ele partiu com o Exército Pacificador para a Bahia para combater as tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo. Em 8 de novembro de 1822, o então Major Falcão de Lacerda comandou com bravura o batalhão pernambucano na Batalha de Pirajá, um dos confrontos mais sangrentos e decisivos que garantiram a expulsão dos portugueses de Salvador. Após a independência, o fechamento da Assembleia Constituinte por Dom Pedro I em 1823 gerou enorme descontentamento em Pernambuco. Em 1824, estourou a Confederação do Equador, um movimento republicano e separatista.Falcão de Lacerda aderiu à revolta e foi nomeado Governador das Armas dos rebeldes. Com a violenta derrota do movimento e a execução de líderes como Frei Caneca, Falcão de Lacerda foi julgado por uma comissão militar e condenado à pena de morte por enforcamento. Para escapar da execução, ele conseguiu fugir disfarçado e exilou-se na Europa. O militar permaneceu no exílio por sete anos. Ele só pôde retornar ao Brasil de forma segura em 1831, após a abdicação de Dom Pedro I e a consequente decretação de uma anistia geral para os presos e exilados políticos do Primeiro Reinado. Ao retornar a Pernambuco, foi reintegrado ao exército imperial com o posto de Coronel e continuou a servir ao país, participando da contenção de outras revoltas locais que marcaram o período regencial. Já no final da vida, em 1849, publicou um livreto autobiográfico detalhando suas seis décadas de serviços prestados em prol da segurança e da soberania nacional. José de Barros Falcão de Lacerda faleceu em sua cidade natal, Recife, no dia 22 de julho de 1851, aos 75 anos de idade.

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  • Bento José Fernandes Júnior (1831–1906) foi um proeminente marechal do Exército Brasileiro e figura política de destaque durante a transição do Brasil do Império para a República. Nascido em Angra dos Reis em 1º de setembro de 1831, ele seguiu a carreira das armas. Na época da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, ele detinha a patente de tenente-coronel. Faleceu em Niterói, no dia 17 de dezembro de 1906, já com a patente de marechal reformado. Sua principal contribuição histórica ocorreu logo após a queda da monarquia. Fernandes Júnior integrou a Junta governativa paraense de 1889, um triunvirato que assumiu o poder na então província do Pará em 16 de novembro de 1889.

  • Homenagem do periódico "O Cabrião" ao Tenente-Coronel José Martini, morto em combate na Guerra do Paraguai em 1866. Veterano das guerras da Cisplatina e do Prata, o comandante do 14º Batalhão de Infantaria, José Martini, morreu gloriosamente em combate. Naquela altura do conflito, as forças brasileiras sofriam com o alto número de baixas entre mortos e feridos. A viúva do tenente-coronel, Dona Anna Delfina de Assumpção Martini, passou a ter o direito de receber uma pensão anual do Estado

  • Roberto Trompowski Leitão de Almeida (1853–1926) foi um ilustre marechal, cientista e educador brasileiro, nascido em Desterro (atual Florianópolis). Doutor em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Militar da Praia Vermelha aos 21 anos, ele alinhou a carreira das armas ao desenvolvimento científico do país, sob forte influência do positivismo de Benjamin Constant. Sua maior contribuição foi na educação. Como professor e diretor do Colégio Militar do Rio de Janeiro, Trompowski modernizou o ensino de ciências exatas e escreveu livros didáticos que foram referência nacional por gerações. Paralelamente, teve relevante atuação diplomática, servindo como adido militar na Europa e integrando a delegação brasileira na Segunda Conferência da Paz em Haia, em 1907. Após atingir o posto máximo de Marechal em 1919, faleceu em 1926 no Rio de Janeiro. Por sua dedicação à docência, foi consagrado oficialmente como o Patrono do Magistério do Exército.

  • Esta pintura, atribuída ao artista Capinam, consiste em um retrato histórico do Brigadeiro Antônio de Souza Lima, conhecido como o "herói de Itaparica" por sua liderança nas lutas pela Independência na Bahia. O militar é representado em posição de destaque na composição, enquanto ao fundo são retratadas as cenas de conflito e navios característicos da histórica Batalha de Itaparica.

  • José Antônio da Silva Castro, o Periquitão. Foi herói da Independência da Bahia, avô do poeta Castro Alves e do general Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira. Era filho de João Antunes da Silva Castro e D. Anna da Silva Castro, nasceu na Fazenda Tapera, hoje município baiano de Castro Alves. Muito jovem ainda tem um romance com Ana Viegas, bela mulher filha de imigrantes espanhóis, com quem teve uma filha natural chamada Clélia Brasília - e que veio a ser a mãe do poeta Castro Alves. Ele e seu irmão Clemente eram alferes na vila de Maragogipe, quando em 1817 eclode o movimento revolucionário em Pernambuco, com grandes repercussões na Bahia. Silva Castro é alvo de perseguição da família de seu padrasto, abrigando-se em casa de um amigo - Felisberto Gomes Caldeira. Deixando o asilo onde se escondia, vai para Ilhéus, onde acaba preso e enviado para a capital. Na cadeia algo de positivo lhe ocorre: conhece e aprende com vários encarcerados da Revolução Pernambucana. Como muitos dos detidos, formam ali o núcleo que viria a protagonizar na revolta iniciada em 1821 e às lutas pela independência do país. O Major Silva Castro ficou conhecido como "Periquitão", porque era o comandante do pejorativamente chamado "Batalhão dos Periquitos", no qual lutou a heroína Maria Quitéria, porque à falta de tecidos em cores branca, vermelha ou azul - usadas regularmente pelas tropas - serviram-se de fazendas verdes. Após a guerra, participa ainda do combate a bandoleiros em Maracás e no combate à revolta dos índios Cariris, em Pedra Branca, recebendo por isto o apelido de "Pacificador". Silva Castro dá nome a uma rua localizada no bairro de Copacabana, na Cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

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  • José Feliciano Fernandes Pinheiro, criador das faculdades de Direito no Brasil. O Visconde de São Leopoldo, José Feliciano Fernandes Pinheiro, nasceu em Santos e teve seu primeiro contato com o Rio Grande do Sul — sua terra adotiva — na condição de Coronel Auditor do Exército Pacificador da Banda Oriental, entre 1811 e 1812. As tropas estavam sob o comando de D. Diogo de Souza, o primeiro Capitão e Governador-Geral do atual Rio Grande do Sul. Hoje, essa estrutura corresponde à denominação histórica da 3ª Região Militar, cuja história abordamos em três volumes no contexto do Projeto História do Exército no Rio Grande do Sul. Magistrado, político e historiador de raros méritos, destacou-se inclusive como historiador militar em sua obra Anais da Capitania de São Pedro (1808-1822), reeditada posteriormente como Anais da Província do Rio Grande de São Pedro do Sul. Essas obras o consagraram como o primeiro historiador de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Além disso, ao retornar de Coimbra, ele organizou e dirigiu as alfândegas locais.Em 1823, foi nomeado o primeiro Presidente da província que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul. No cargo, fundou uma tipografia e recebeu a primeira leva de imigrantes alemães na localidade de São Leopoldo. O nome da colônia foi uma homenagem à Imperatriz D. Leopoldina e deu origem ao seu título de Visconde de São Leopoldo, com o qual foi agraciado em 1825, como Conselheiro do Império do Brasil. Casou-se no Rio Grande do Sul com Maria Elisa Júlia de Lima. Na época, ele tinha 45 anos e ela 25. O casal teve dez filhos, entre os quais Maria Rita, que se casou com o Marechal José Antônio Correia da Câmara, o 2º Visconde de Pelotas.Foi membro da Assembleia Constituinte de 1823, onde proferiu o discurso que motivou a criação de uma comissão para estudar a instalação de duas faculdades de Direito no Brasil. Com a dissolução da Assembleia por D. Pedro I e a outorga da Constituição do Império no ano seguinte, a comissão foi desfeita e o projeto, esquecido.Três anos depois, quando o Visconde assumiu o Ministério da Justiça, ele decretou a criação das faculdades de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo (hoje parte da USP), e de Olinda, em Pernambuco (hoje integrada à Universidade Federal de Pernambuco - UFPE).

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  • Francisco de Brito Peixoto foi um importante bandeirante, colonizador e administrador colonial paulista. Ele desempenhou um papel central na consolidação do domínio da Coroa Portuguesa sobre a região Sul do Brasil e na expansão das fronteiras coloniais. Nasceu no ano de 1650, na vila de São Vicente (ou Santos), na Capitania de São Paulo. Filho do também capitão e bandeirante português Domingos de Brito Peixoto e de Ana da Guerra do Prado. Em 1676, Francisco integrou a expedição liderada por seu pai com o objetivo de ocupar o litoral meridional. O grupo familiar estabeleceu as bases e fundou o povoado de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual cidade de Laguna, em Santa Catarina), que servia como ponto militar e comercial estratégico. Francisco de Brito Peixoto ficou historicamente conhecido por financiar e abrir o primeiro caminho terrestre ligando o Brasil à região do Uruguai (Colônia do Sacramento), impulsionando as futuras rotas do tropeirismo.

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  • Suresh Biswas. Suresh Biswas foi um aventureiro indiano do século XIX. Ganhou grande aclamação como mestre de cerimônias, mostrando sua destreza com grandes felinos, como leões e tigres. Ele também ficou conhecido por seus feitos militares na Batalha de Niterói. Trabalhou em acampamentos florestais e viajou como clandestino em um navio até Londres. Na Europa, trabalhou como jornaleiro, vendedor ambulante, acrobata e domador de leões e tigres em circos. Biswas chegou ao Brasil na década de 1880, estabelecendo-se no país. Ele ingressou nas forças armadas brasileiras e participou ativamente da repressão a revolta na armada. Devido à sua bravura nos combates, ele ascendeu na hierarquia militar e alcançou a patente de capitão do exército. Ele faleceu prematuramente em 1905, aos 44 anos de idade.

  • 5 июн.871163

    Pintura "bandeirante" do acervo do Museu Calmon Barreto, localizado em Araxá, Minas Gerais. O artista Calmon Barreto retratou o bandeirante com uma postura imponente e heroica.

  • Joaquim Inácio de Siqueira Bulcão, o primeiro Barão com Grandeza de São Francisco, nasceu em São Francisco do Conde, na Bahia, em 14 de junho de 1768. Ele foi um dos mais influentes senhores de engenho, líderes militares e políticos baianos durante a transição do Brasil Colônia para o Império, tendo uma atuação decisiva para consolidar a Independência do Brasil em território baiano. Membro da aristocracia rural do Recôncavo Baiano, viajou jovem para a Europa, onde estudou em Lisboa e visitou a França e a Inglaterra. Essa vivência internacional permitiu que ele absorvesse ideias modernas de administração e técnicas agrícolas avançadas para a época. Ao retornar ao Brasil, assumiu a gestão das propriedades da família e tornou-se um dos homens mais ricos da província. Ele era proprietário de grandes latifúndios, plantações de tabaco e de importantes engenhos de açúcar, como o Engenho d'Água e o Engenho Guaíba. Sua imensa fortuna e prestígio local garantiram-lhe a patente militar de Capitão-Mor da Vila de São Francisco.Sua relevância histórica atingiu o ápice no ano de 1822. Enquanto a capital Salvador permanecia sob o controle das tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Melo, Siqueira Bulcão liderou o Recôncavo na resistência. Em 13 de junho de 1822, antecipando-se aos acontecimentos da capital, ele proclamou a autoridade do Príncipe Regente Dom Pedro I em São Francisco do Conde. Além do apoio político, ele financiou do próprio bolso a formação de milícias e o abastecimento de tropas patriotas. Sua liderança transformou a região em um polo de resistência que sufocou o exército colonizador até a vitória definitiva em 2 de julho de 1823. Com a consolidação do Império do Brasil, ocupou cargos políticos de alto escalão na província da Bahia, atuando como membro do Conselho Geral e presidente da Junta da Fazenda. Pelo seu apoio financeiro e militar fundamental à causa nacional, Dom Pedro I concedeu-lhe o título de Barão de São Francisco em 1824, elevado a Barão com Grandeza em 1826. O líder baiano faleceu em sua terra natal, em 25 de maio de 1829, deixando um forte legado político e uma linhagem de descendentes que continuaram a dominar a cena política baiana por todo o século dezenove.

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  • O Brasão de Manaus, oficializado em 1906, funciona como uma narrativa visual da formação histórica e cultural da capital amazonense. Dentro dessa estrutura heráldica, a figura do português Guilherme Valente desempenha um papel central na representação da identidade do povo manauara. Guilherme Valente era um sargento do Forte de São José do Rio Negro. A sua inclusão no brasão se deve ao seu casamento com Marari, uma mulher indígena que era filha do Tuxaua Caboquena, líder da nação dos Manaós, o povo originário que deu nome à cidade. No lado direito do escudo, Guilherme Valente e Marari aparecem juntos em frente ao Forte. Essa imagem carrega o significado da origem do caboclo, simbolizando o início oficial da miscigenação na região, e representa o momento de pacificação e aliança entre os colonizadores portugueses e os povos nativos.

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  • Monumento “Castilhos França”, situado em Belém, Pará. O Monumento homenageia o líder revolucionário Castilhos França, morto acidentalmente em 1930. Eurico de Castilhos França foi um capitão-tenente da Marinha do Brasil e o líder designado para chefiar a Revolução de 1930 no Pará. Nasceu no Rio Grande do Sul e ingressou na carreira naval em 1916. Serviu em importantes navios da Marinha do Brasil, como o encouraçado Minas Gerais e o contratorpedeiro Pará. Estava no comando da canhoneira Ajuricaba, na Flotilha do Amazonas, quando foi escolhido para liderar clandestinamente o levante rebelde em Belém, substituindo Magalhães Barata, que havia sido descoberto e preso.