BaixaCultura
СтатистикаCultura livre e (contra) cultura digital. Desde 2008. http://baixacultura.org Apoie para continuar e melhorar nosso trabalho: https://apoia.se/baixacultura
- Последний пост
- 13 авг.
- Последнее чтение
- 15 авг.
- Постов за неделю
- 1
- Всего постов
- 22
- Тип
- открытый
- Язык
- und
- Категория
- Развлечения (по похожим)
- В каталоге с
- 13 авг.
- 1/24сутки в ленте
- 98
- 1/48двое суток
- 112
- 1/72трое суток
- 121
Оценка по просмотрам недавних постов: пост набирает почти всё за первые сутки.
Посты
*Estão abertas as inscrições para a Hackathon do Festival Compartilhe!* *De 23 a 25 de setembro de 2026, a ARTIGO 19 Brasil e América do Sul e a Electronic Frontier Foundation (EFF) realizam uma hackathon* para reunir pessoas desenvolvedoras, comunicadoras, jornalistas, artistas, ativistas de direitos humanos e demais interessadas em construir soluções tecnológicas para uma internet mais livre, diversa e plural. *As pessoas participantes trabalharão em equipes de 1 a 5 integrantes para criar ferramentas práticas* — como aplicativos, protocolos, processos, frameworks, projetos de governança tecnológica ou protótipos — que possam ser utilizadas por pessoas, coletivos, organizações e comunidades em diferentes contextos. *As inscrições devem ser feitas pelo formulário de inscrição até 24 de agosto de 2026, às 23h59, no horário de Brasília.* Candidaturas individuais serão aceitas, desde que a proposta possa ser desenvolvida individualmente; mediante concordância, participantes individuais poderão integrar novas equipes. 📍 Hub Green Sampa — Rua Sumidouro, 580, Pinheiros, São Paulo (SP) 📅 23, 24 e 25 de setembro de 2026 ⏰ Inscrições até 24 de agosto, às 23h59, horário de Brasília 🏆 Premiação: R$ 10 mil, R$ 8 mil, R$ 6 mil e menção honrosa de R$ 2 mil Inscreva sua proposta e venha construir tecnologias abertas, acessíveis, replicáveis e orientadas aos direitos humanos – saiba mais em https://artigo19.org/2026/08/12/inscricoes-abertas-para-a-hackathon-do-festival-compartilhe/
Entrevista com Bifo - O Terceiro Inconsciente: a Psicoesfera na Era Viral: https://www.pimentalab.net/entrevista-bifo-psicoesfera-na-era-viral/ O artigo é uma entrevista com Franco Berardi “Bifo” a partir do seu último livro publicado no Brasil, O Terceiro Inconsciente: a Psicoesfera na Era Viral (2024). Em diálogo com outras produções e com sua longa trajetória intelectual e política, a conversação aborda as relações entre a expansão das tecnologias digitais, o regime informacional do capitalismo contemporâneo com novas formas de controle e de subjetivação. Tal relação, intensificada pela aceleração da infoesfera, atua em fenômenos de profunda mutação psíquica, observadas em novas psicopatologias do semiocapitalismo. O segundo campo de reflexão tem a ver com a própria natureza da ação política no presente. Bifo arrisca provocações interessantes sobre o esgotamento da forma política como instrumento de transformação da realidade, sugerindo modos de criar e sustentar bifurcações sociais e sensíveis.
👁 Ciclo de estudos GEIA 2026/2: The Eye of the Master, de Matteo Pasquinelli No segundo semestre de 2026, o GEIA se debruça sobre The Eye of the Master: A Social History of Artificial Intelligence (Verso, 2023), livro de Matteo Pasquinelli com previsão de lançamento no Brasil em 2027 pela Boitempo. A obra propõe uma história social da IA que recupera as relações entre máquinas, trabalho, conhecimento e poder. Ao longo de cinco encontros, examinaremos como a IA contemporânea emerge da longa mecanização das métricas de trabalho, das ferramentas psicométricas e dos dispositivos de vigilância que atravessam a modernidade industrial. 📅 Nosso primeiro encontro acontece em 14 de agosto e será uma introdução ao livro e ao percurso dos encontros seguintes. https://geia.eca.usp.br/ciclo-de-estudos-do-livro-the-eye-of-the-master-a-social-history-of-artificial-intelligence/
DuckDuckGo lança óculos normalzão, sem IA O DuckDuckGo, mecanismo de busca e navegador focado na privacidade dos usuários, lançou um par de óculos bem normalzão: sem câmera, sem IA, sem bateria. É uma alfinetada clara em produtos como os Meta Glasses, que enfrentam graves questões de privacidade (o Sérgio escreveu um pouco sobre elas.) 🔗 Leia no site: https://nucleo.jor.br/curtas/2026/08/03/duckduckgo-lanca-oculos-normalzao-sem-ia/
Sem os comuns, não haveria IA nenhuma. Cada post de blog, cada resposta no fórum, cada foto no Flickr, cada verbete de Wikipédia: é sobre esse oceano de trabalho coletivo, não remunerado, que os grandes modelos de linguagem foram treinados. Quando Anthropic, OpenAI e Google vendem seus produtos como milagres tecnológicos autônomos, escondem o óbvio: sem essa produção coletiva, sistemática e gratuita, não haveria nada. Diante disso, defender apenas "mais copyright" é armadilha: o direito autoral nasceu para proteger intermediários, não criadores, e no embate com as big techs vira moeda de troca entre gigantes, como mostra o caso do New York Times, que processou a OpenAI e, pouco depois, fechou acordo milionário de licenciamento com a Amazon. A encruzilhada posta de abrir os dados e ser explorado, ou fechá-los e ser excluído, também é falsa: esconde um terceiro caminho, o de reconstruir os comuns com salvaguardas de reciprocidade. No novo texto do BaixaCultura, a partir de entrevista dada ao IHU, Leo Foletto propõe outra pergunta: não "como impedir que minha obra seja usada?", mas como garantir que a produção dos comuns digitais continue possível, sustentável e plural? https://baixacultura.org/2026/07/13/desnaturalizar-a-ia-os-comuns-digitais-como-materia-prima-de-um-novo-cercamento/
O CASO ANTHROPIC E QUEM REALMENTE GOVERNA A IA Gigante que defendia regras rígidas no setor afrouxou segurança e caiu no próprio fosso regulatório que tentou impor. Bloqueio determinado por Washington ao resto do mundo acende novamente alarme para Sul global desenvolver sua própria tecnologia Por James Görgen https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/o-caso-anthropic-e-quem-realmente-governa-a-ia/
📝 Estética Artificial III — encerramento do semestre Sexta, 19/6, às 14h, o GEIA (ECA-USP) fecha o ciclo de leitura do livro Artificial Aesthetics, de Lev Manovich e Emanuele Arielli, com a discussão dos três últimos capítulos. No encontro, também faremos um balanço do semestre e o planejamento para 2026/2. Os capítulos abordam três questões centrais: a diferença entre como a arte e a IA comprimem a experiência humana; a arte combina o geral com o singular, a IA elimina o raro e preserva o frequente (cap. 7); as quatro posições possíveis sobre autoria quando a máquina deixa de ser ferramenta e passa a gerar conteúdo com crescente autonomia (cap. 8); e o problema da demarcação entre o que é feito por humanos e o que é gerado por IA, com a hipótese de que a IA pode não substituir a criação humana, mas redefinir o valor que atribuímos a ela (cap. 9). O encontro é aberto a todos, tendo ou não participado dos anteriores. Quem ainda não se inscreveu, inscrição pelo link na bio. Enviaremos e-mail com as informações de acesso. 👉 https://geia.eca.usp.br/estetica-artificial-iii-encerramento-do-semestre-2026-1/
A prefeitura do Rio lançou um modelo de IA “de fronteira” feito em casa — mas a origem está sob suspeita Fonte: huggingface.co/prefeitura-rio/Rio-3.5-Open-397B • A IplanRIO, empresa de tecnologia da prefeitura do Rio, publicou o Rio 3.5 Open 397B: um modelo de inteligência artificial construído a partir do Qwen 3.5 (modelo chinês de código aberto), com licença livre para qualquer pessoa usar, copiar ou modificar. • “Modelo de fronteira” significa que ele compete no nível dos modelos mais avançados disponíveis hoje, não numa categoria inferior ou experimental. • Nos benchmarks divulgados pela própria IplanRIO, o Rio 3.5 fica acima do Qwen 3.7 Plus na maioria dos testes de programação e supera o modelo-base (Qwen 3.5) com ganhos relevantes. Perde para o DeepSeek V4 Pro em alguns pontos e fica atrás de líderes como GPT-5.5 e Kimi-K2.6 nos testes mais difíceis, mas se mantém competitivo dentro da faixa de modelos abertos de ponta. • A repercussão já chegou ao exterior: a conta Zen Magnets (X), conhecida no meio de IA, citou o Rio 3.5 397B junto do Minimax M3 como exemplo de modelo aberto relevante surgindo no lugar de modelos chineses que estariam adotando posturas mais proprietárias, colocando o produto de uma prefeitura brasileira ao lado de players globais. • Mas horas depois da repercussão, a empresa chinesa Nex AGI acusou publicamente o Rio 3.5 de ser, na prática, o próprio modelo open-source da Nex (Nex N2 Pro) com uma camada fina por cima. Segundo a Nex, os pesos do Rio 3.5 correspondem a uma combinação quase exata de 0,6 × Nex N2 Pro + 0,4 × Qwen 3.5, e o modelo, quando consultado sem o prompt de sistema padrão, se identifica como “Nex N2 Pro” e reproduz a história de origem da Nex. • A acusação ainda não foi confirmada de forma independente, e a prefeitura do Rio não se manifestou sobre a composição exata dos pesos ou sobre os créditos ao trabalho da Nex.
[mais uma do GEIA, co-irmão do BaixaCultura] * O GEIA recebe, no dia 30 de junho, a jornalista e pesquisadora norte-americana Karen Hao para o evento “Império da IA”, que discutirá os bastidores da indústria da inteligência artificial e marcará o primeiro lançamento da edição brasileira de seu livro homônimo, publicado pela Editora Rocco. O encontro, aberto e gratuito, acontece das 14h às 20h no Centro Cultural Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária da USP. Karen Hao é uma das principais jornalistas investigativas na cobertura de inteligência artificial no mundo. Ex-repórter sênior do MIT Technology Review e colaboradora do The Atlantic, produziu investigações de referência sobre a OpenAI e os impactos sociais das tecnologias de IA. Seu livro, publicado nos Estados Unidos pela Penguin Press, alcançou a lista de mais vendidos do New York Times, venceu o National Book Critics Circle Award de não ficção e o Los Angeles Times Book Prize, e foi eleito um dos melhores livros do ano por publicações como Scientific American, The Economist, Financial Times e New York Times. O evento marca também a primeira visita da autora ao Brasil. A programação tem início às 14h com a mesa “O impacto humano da inteligência artificial: estudos de caso”, com a participação de Leonardo Foletto, coordenador do GEIA e docente da ECA-USP, e da jornalista investigativa queniana Purity Mukami, com mediação de Paula Bianchi (Repórter Brasil / Abraji). Às 16h, Nina da Hora, mestre em ciência da computação e fundadora do Instituto Nina da Hora, e Tatiana Dias, jornalista e diretora de projetos da Ctrl+Z, conduzem uma entrevista coletiva com Karen Hao. O evento encerra às 18h com coquetel e sessão de autógrafos no hall do Camargo Guarnieri. O Império da IA é organizado pelo GEIA em parceria com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e a Editora Rocco (veja o livro na Rocco, já à venda). Para o grupo, a vinda da Karen Hao ao Brasil é uma oportunidade rara para jornalistas, pesquisadores, artistas e todos que se interessam por compreender criticamente as dinâmicas de poder, os impactos sociais e os bastidores do ecossistema da inteligência artificial, uma das agendas centrais de pesquisa do grupo. Inscrições e programação completa: https://geia.eca.usp.br/imperio-da-ia-karen-hao-em-debate-na-eca-usp/
No próximo dia 9 de junho, das 14h às 16h, o GEIA – Grupo de Pesquisa em IA e Culturas Digitais (ECA-USP) realiza a segunda edição do Geia Experimenta, encontro dedicado a práticas críticas e experimentais com sistemas de inteligência artificial generativa. Recebemos André Furtado, mestre em Comunicação Digital e Cultura de Dados pela FGV-Rio e líder de criação e plataformas no Itaú Cultural, para apresentar sua pesquisa Prompter Hacker: linguagem e inteligência artificial generativa como campo de disputa. A investigação toma a linguagem natural, operada via prompts, como terreno de disputa política, comunicacional e estética, partindo da hipótese de que o atual ecossistema de automação da linguagem desloca a agência humana para infraestruturas digitais privadas, opacas e extrativistas. O conceito de Prompter Hacker emerge como prática crítica de interação com as IAGs: o prompt como gesto implicado e insurgente. A pesquisa propõe ainda a matriz simbólica P.A.C.T.O. (Provocação, Abstração, Contradição, Transformação e Ocupação) como protocolo de uso crítico, materializada no site-galeria prompterhacker.io, uma obra-experimento que abriga um agente de IA treinado com os textos da pesquisa e idealizado como dispositivo de mediação não pacificada. 📍 Presencial: Sala 237, 2º andar do prédio central da ECA/USP, campus Butantã, São Paulo 💻 Online: inscrições pelo formulário no link na bio — o link da transmissão será enviado por e-mail às pessoas inscritas. Participe! https://geia.eca.usp.br/geia-experimenta-prompter-hacker/
Lançamento "Captura" na Nave Coletiva (M[idia Ninja), SP O meio paraguaio El Surti lança a edição em português de "Captura: Pensamento do Sul para recuperar a promessa tecnológica na corrida pela inteligência artificial", livro que reúne jornalistas e pesquisadoras da América Latina e da Índia para pensar criticamente os rumos da IA a partir do Sul Global. A obra atravessa temas como colonialismo digital, propriedade intelectual, sustentabilidade do jornalismo, cultura digital e os impactos ambientais da infraestrutura que sustenta a IA. Entre as autoras e autores: Paz Peña (Chile), Paloma Lara Castro (Paraguai), Beatriz Busaniche (Argentina) e Sannuta Raghu (Índia). Bate-papo de lançamento com: Lais Martins (Intercept Brasil) Leonardo Foletto (GEIA / ECA-USP, BaixaCultura) Lívia Ascava (Hacklab/) Ronaldo Matos (Desenrola E Não Me Enrola) Alejandro Valdez Sanabria (El Surti) 🤝 Realização: El Surti, em parceria com GEIA (ECA-USP), Mídia Ninja e Fundação Rosa Luxemburgo
Para quem não conseguiu estar em Brasília, está rolando ao vivo II Encontro da Rede de Soberania Digital, via TV Tainã: https://taina.tv.br/tv/?url=RedePelaSoberaniaDigitalJA Programação: https://soberania.digital/encontro#programacao
CULTURA LIVRE NA ERA DA IA Big techs já captam todo o conhecimento humano, para treinar seus robôs. Mas defesa do direito autoral só estimulará acordos com empresas que exploram os criadores. Saída começa por uma aposta nas infraestruturas comunitárias Por Leonardo Foletto https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/cultura-livre-na-era-da-ia/
⚡️Out Now: Fragments of Tactical Media ⚡️ edited by Chloë Arkenbout, Kate Babin, Tommaso Campagna, and Sepp Eckenhaussen The internet has moved on from the network to the feed. A single post can reach millions, but only on the platform’s terms. Algorithms set the pace, surveillance sets the limits, and extraction pays the bills. The result is a landscape of isolated, fully surveilled islands. So, what is tactical media in the here and now? What can activists do with media today? This collection brings together stories of community radio and DIY TV, meme ecologies, mesh networks, anti-scroll tactics, livestreams from war zones, and knitting workshops to better understand infrastructure. It maps what tactical media looks like after the feed: smaller, stranger, more local, and often slower, but still incisive. 🌐 Read: https://etherport.org/publications/inc/Tactical_Media_Reader 📒 Order free copy: https://networkcultures.org/publications/order-inc-publications
Hoje a notícia é grande: lançamento da #VazaBigTech, plataforma de denúncias contra big techs. Fruto de uma parceria da CTRL+Z com o Sleeping Giants, a plataforma usa a tecnologia do GlobaLeaks e permite denúncias 100% anônimas. Para isso, ela pode ser acessada pelo Tor, navegador que garante a proteção do usuário. O objetivo é ajudar a preservar possíveis fontes que revelem informações de interesse público que possam dar origem a investigações jornalísticas sobre abusos, crimes e más-práticas dentro das big techs. Conheça: https://vazabigtech.org/
https://www.youtube.com/live/rRv3WFHOjCA?si=DBV4M1iDxNEJAtjL
BaixaCultura pinned «Nossa última newsletter saiu lotada de dica boa, algumas coisas viraram post no blog, como isso aqui: O pesquisador gaúcho Fabrício Silveira vem publicando sistematicamente em seu Medium traduções dos principais textos de Nick Land para o português. Três…»
Da nossa última newsletter: Em dezembro de 2025, a Jacobin Brasil publicou este ensaio de Evgeny Morozov, republicado pela Boitempo em 2026, que vai além da crítica habitual às big techs. Morozov questiona diretamente a tradição socialista: seria possível simplesmente "reaproveitar" as tecnologias do capitalismo — incluindo a IA — em um projeto de emancipação? Ou a tecnologia carrega em si os valores e desejos do contexto que a gerou? Dialogando com Aaron Benanav, o autor defende que o socialismo precisa ser capaz de oferecer não apenas distribuição mais justa do que o capital produziu, mas uma forma de vida distinta. Algo que realmente valha desejar. Para sustentar o argumento, Morozov examina a proposta de Aaron Benanav de uma "economia multicriterial" pós-capitalista — e encontra ali, apesar da sofisticação, o mesmo pressuposto que critica: a de que os fracassos históricos do socialismo foram falhas de procedimento, solucionáveis com mais democracia e melhores critérios. Mas se a IA, como Morozov argumenta, não é uma ferramenta neutra que pode ser simplesmente redirecionada — se ela cristaliza, em sua própria arquitetura, os valores e os desejos do capitalismo que a gerou —, então não basta reformar as instituições: é preciso repensar o que queremos produzir, como queremos viver e quais tecnologias são compatíveis com isso. O socialismo, nessa leitura, não pode ser apenas capitalismo com painéis de controle mais sofisticados. O texto não traz respostas fáceis. Morozov diz que a tradição de esquerda tem sido tímida ao questionar as tecnologias que promete apenas redistribuir. Em um momento em que a narrativa dominante sobre IA oscila entre o entusiasmo de quem quer acelerá-la e o reformismo de quem quer regulá-la, a pergunta de Morozov — que forma de vida essa tecnologia produz? — é a que mais importa e a que menos se ouve. Ele afirma: “Um socialismo digno da IA não pode retroceder a uma divisão de trabalho simples, na qual a política decide e a tecnologia provê. Ele precisa reconhecer a tecnologia como um espaço primordial de autoformação coletiva. A questão não é abandonar a composição democrática de critérios, nem romantizar o caos. Trata-se de construir instituições que tratem a existência coletiva como um campo de luta e experimentação — um campo onde novos valores, novas habilidades e novas formas de viver estão constantemente se moldando. Isso significa aceitar a impureza não apenas como um princípio de design, mas como uma condição existencial. Em vez de imaginar uma economia perfeitamente funcional complementada por um Setor Livre isolado, precisamos de arranjos permeáveis nos quais experimentos circulem entre as esferas, às vezes colidindo com as métricas oficiais, às vezes reformulando-as. As instituições não apenas equilibrariam os critérios; elas deixariam espaço para projetos rebeldes que ainda não se encaixam em nenhuma métrica reconhecida e que talvez nunca se encaixem”. https://jacobin.com.br/2025/12/o-socialismo-apos-a-ia/
Está começando, pra quem estiver em SP ainda dá pra vir. Mas vai ser gravado e virar curso posteriormente :https://oplanob.com/seminario-2026/
Nossa última newsletter saiu lotada de dica boa, algumas coisas viraram post no blog, como isso aqui: O pesquisador gaúcho Fabrício Silveira vem publicando sistematicamente em seu Medium traduções dos principais textos de Nick Land para o português. Três textos recentemente traduzidos por Silveira permitem entender o núcleo duro da Neorreação: A ideia da Neorreação (de junho de 2013) formula o conceito de “catraca degenerativa” — a ideia de que o progressismo instala mecanismos irreversíveis de deterioração e que qualquer reversão simples é impossível, pois “a saída não pode ser a entrada”. Não há caminho de volta (de abril de 2014) condensa esse argumento numa só imagem: a da restauração malsucedida do Ecce Homo de Elías García Martínez, usada por Land para ridicularizar qualquer tentativa de “restauração” política; Reaceleracionismo (também de 2014) retoma a distinção entre aceleracionismo de direita e de esquerda — Land acusa o segundo de querer usar a velocidade sem aceitar o colapso que ela implica. Lidos em conjunto, esses textos mostram a arquitetura de um pensamento que é simultaneamente sofisticado e perigoso. Land é um filósofo que elaborou, com rigor conceitual, uma justificativa para o colapso das instituições democráticas como condição evolutiva. Entender Land, voltamos a dizer aqui, é uma tarefa política e necessária para os tempos de hoje. Silveira, que é pesquisador em Comunicação, vem há anos mapeando esse terreno e oferece ao leitor brasileiro acesso a materiais antes inacessíveis, com notas críticas que contextualizam o que se lê. O projeto de tradução é complementado por outros textos em seu Medium, incluindo a tradução da matéria da New Yorker que perfila o retorno de Land ao mainstream do Vale do Silício; a crítica de Mikey Downs à obra de Land (“A tese fundamental de Nick Land é que o capitalismo é inteligência artificial”); e textos de outros autores no campo neorreacionário, como o russo Alexander Dugin, “filósofo de Putin”. https://baixacultura.org/2026/04/09/bem-vindos-ao-campo-minado/