Meditações diárias do Ir. Elias ♪ Harpa Dei
СтатистикаMeditações diárias em português (brasileiro) do Ir. Elias Jerusalém Acompanhadas por cantos de Harpa Dei.
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“Meu Esposo celestial quer que também vivais como almas esposas, para que possa enfeitar-vos com Ele próprio e com Seus dons. Assim como Ele me ama, também vos ama; como me faz brilhar naquela beleza que tanto vos cativa, assim também quer vos dar a verdadeira beleza. Ele quer que a noiva se embeleze, quer que a Igreja aguarde o retorno do seu Senhor como uma Esposa sem mancha”. “Achais que nunca conseguireis, não é verdade? Ó, não! Sozinhos não conseguireis, mas o Espírito Santo o fará! Com amor enciumado fará com que vossa alma recupere a beleza para que também floresça no esplendor da graça. Tendes somente que vos apegar a Ele no amor! Estas palavras também contam para vossa relação com Ele: ‘Não desperteis nem perturbeis o amor, até que Ele o queira’. (Ct 3,5) “Nunca poderei falar o suficiente Dele. Assim como louvo as obras do meu Pai e carrego o meu Filho em meu coração, assim também amo o Espírito Santo, meu Divino Esposo. Se O seguires, ouvireis como Ele vos fala estas palavras também: ‘Tu és bela, minha querida, tu és formosa! Tu me fazes delirar, minha irmã, minha noiva, tu me fazes delirar com um só dos teus olhares, com um só colar do teu pescoço. Como são deliciosas as tuas carícias, minha irmã, minha noiva! Mais deliciosos que o vinho são teus amores, e o odor dos teus perfumes excede o de todos os aromas!’ (Ct 4,1a.9-10)” Obrigado, Virgem muito amada, por me introduzir no mistério de teu amor esponsal!
15 de agosto Meditações Marianas “Maria: Esposa do Espírito Santo” Amada Virgem, quantas manifestações de amor resplandecem em ti! Em relação ao Pai, te vemos como uma filha amorosa. Em relação ao Filho tu és mãe e discípula, e ao Espírito Santo estás unida no amor esponsal. Se já aqui em nossa realidade terrestre somos movidos pelo terno amor de uma esposa humana e podemos observar como ela floresce e direciona todo seu coração e atenção para seu marido, quanto mais isso acontece contigo, visto que teu Esposo é o próprio Espírito Santo! Esposa do Espírito Santo... Quanto mistério envolvido neste título! Tu, uma Esposa cujo amor despertou plenamente Aquele que te cobriu com Sua sombra e de quem concebeste o Filho de Deus (cf. Lc 1,35). Teu divino Esposo nunca mais se separou de ti; sendo que te transformou em “Sede da Sabedoria”. Ele te enfeitou com todos os Seus dons preciosos: as jóias da virtude brilham em ti e os dons do Espírito Santo resplandecem como o sol. Tu, amantíssima Mãe, te transformaste num jardim fecundo e exclamas: “Entre meu amado no seu jardim, prove-lhe os frutos deliciosos” (Ct 4,16). O amor esponsal quer saber tudo sobre o seu amado e receber tudo o que Ele lhe oferece... Espera com a humildade de uma criatura e ao mesmo tempo com a impaciência do amor, porque “o amor é forte como a morte (...). As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir” (Ct 8,6-7). Quando o Amado virá? Aonde ele está? Como ele está? O que quer me dizer? Como posso agradá-lo? “Eu sou do meu Amado e meu Amado é meu” (Ct 6,3). E assim a noiva acende a sua lâmpada e presta atenção a cada ruído para ver se seu amado já está próximo. Diz-me, amantíssima Mãe: Como vives este amor pelo teu divino Esposo e como posso vivê-lo? Talvez me responderias: “Deveis deixar que Ele vos desperte e vos inflame com Seu amor para que possa penetrar em vosso coração e tomar posse dele. Fica atento a Ele, procura-o na madrugada porque Ele ali está e te espera. Lembra-te sempre que Ele também está te procurando – deixa-te encontrar! Cultiva este amor dia a dia, num diálogo íntimo, pois Ele estará sempre contigo e te mostrará o Seu amor. Então Ele será o teu lar. Foi assim que aconteceu comigo...” Amantíssima Virgem, como é a tua relação de amor com Ele agora que estás na eternidade? Provavelmente responderias: “Aqui tudo chegou à sua plenitude. O amor do Espírito Santo por mim e o meu amor por Ele é perfeito. É uma alegria inimaginável que também aguarda a todos vós se permaneceis fiéis ao Senhor.”
https://youtu.be/Iwe8oURJFiQ
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14 de agosto Meditações Marianas “Maria: Mãe do Filho” Quão exaltada é a eleição concedida a ti, Mãe amada de Nosso Senhor Jesus Cristo! Com admiração notamos que não somente o próprio Filho de Deus foi confiado a ti, mas também todos aqueles que pertencem a Ele e entoam o cântico dos remidos (cf. Ap 14,3). E mais ainda: tu és a Mãe de todos os homens e te convertes em luz e consolo para aqueles que voltam para casa. Muitas pessoas se aproximam de ti cheias de confiança, apelando ao teu Coração de Mãe porque entendem que teu divino Filho ouve os teus pedidos. Em ti a compaixão materna pelas necessidades terrenas de teus filhos anda de mãos dadas com a preocupação pela salvação de suas almas. Em Caná pediste a teu Filho que tivesse misericórdia da necessidade dos noivos: “Eles não têm vinho” (Jo 2,3)... E com tuas palavras “façam o que Ele lhes disser” (Jo 2,5) nos deste para sempre a orientação correta para seguir teu Filho, cuja Mãe e primeiro discípulo tu és. Mãe amada, uma cena de tua vida que me toca profundamente é aquela em que, junto a São José, procuraste com tristeza teu Filho de doze anos e finalmente O encontraste no Templo. Ele lhes perguntou: “Por que estavam me procurando, não sabiam que eu deveria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,49) Não pudeste entender imediatamente... Mas te calaste e guardaste Suas palavras em teu coração (Lc 2,51b). Isso nos diz muito sobre ti! Em teu silêncio e acolhendo Suas palavras em teu coração, o Senhor foi capaz de penetrar ainda mais profundamente em ti, e certamente entendeste ainda melhor aonde a Sua verdadeira casa está. Mãe amada, nos convidas a todos a levar teu Filho às pessoas e a chamá-las para segui-lo. Não descansarás até que a salvação tenha sido proclamada a todos os homens, e orarás e suplicarás para que respondam ao amor redentor do teu Filho. Não ignoras os caminhos errados que os homens escolhem. Assim como teu Filho o fez, os advertes contra o afastamento do caminho apontado por Deus. Tens revelado com frequência em tuas aparições ao longo dos séculos o que está reservado àqueles que não se dispõem a ouvir teu Filho, e tens chamado os fiéis à conversão, à penitência e à reparação. No entanto, muitos dos teus alertas têm sido ignorados. Quão profunda deve ter sido tua tristeza junto à Cruz do teu Filho, a quem tanto amas e que foi tratado tão cruelmente pelos homens! Quão mais profunda terá sido a tua angústia e sofrimento ao ver que Seu incomparável sacrifício de amor na Cruz podia ser rejeitado pelos homens. Que tormento! Assemelhaste-te a teu Filho divino no sofrimento. Assim como Ele aceitou a vontade do Pai (cf. Mt 26,39) e Seu amor o conduziu à Cruz, assim também tu aceitaste e deste o teu “sim” ao caminho de sofrimento de teu Filho, permanecendo aos pés da Cruz (cf. Jo 19,25). Poderia uma mãe oferecer um maior sacrifício de amor? Agora estás totalmente unida a Ele na eternidade... Deve ser uma alegria indescritível para ti vê-lo agora na glória que o Pai lhe concede! Quanta gratidão inundará teu coração por poder servi-lo como Mãe! Até o fim dos tempos não te cansarás de lhe dizer que os homens “não têm mais vinho”; encorajarás teus filhos sacerdotes a lutar pela santidade e a administrar os sacramentos aos fiéis. Sempre terás teus ouvidos abertos às preocupações de teus filhos; serás sempre o consolo dos aflitos e o refúgio dos pecadores... Tal és tu! Mãe amada de Nosso Senhor: sabemos que o teu brilho vem todo Dele. Não obstante, aceita a nossa gratidão: te amamos e amamos teu Filho!
https://www.youtube.com/watch?v=6-z8gODRU2A
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13 de agosto Meditações marianas "Maria: Filha do Pai” Seria possível imaginar que o Pai Celestial teria uma filha mais encantadora que tu, amada Virgem Maria? Uma filha que extasia tanto o seu Pai que Ele lhe confia o que é mais precioso: Seu Filho amado. Não, não pode existir ninguém que se iguale a ti. Tu és a escolhida do Senhor. Somente Deus, o Santo, conhece toda tua beleza com a qual Ele mesmo te adornou, e Ele sabe com quanta ternura e alegria tu enchestes o Seu Coração, ao ver-te no esplendor de Sua graça. “Tota pulchra”... Tu és toda formosa, ó Filha do Pai! Em ti resplandece sem mancha a beleza do primeiro dia, quando Deus nos criou à Sua imagem. E tu, a mais formosa e pura dentre as mulheres, entregas todo o teu coração ao Pai Eterno, indivisivelmente e com uma confiança sem limites. E Ele, que te ama tanto, faz com que teus louvores ressoem por toda a terra, pois todas as gerações te chamarão de bendita (cf. Lc 1,48). “Tota pulchra”... Tu és toda formosa! E esta tua beleza vem da presença de Deus em ti, que te permeia completamente. A pureza da tua alma busca servir apenas ao Pai Celestial. É esta pureza que te leva a dizer “sim” – “fiat”–, conduzindo-te, assim, pelos caminhos que o Pai previu para ti. Assim te convertes em esplendor da glória de Deus que brilha em ti. Tu, Virgem amada, não tens necessidade de enfeites ou jóias visíveis. Tuas virtudes te enfeitam como pedras preciosas e refletem a bondade de Deus. Sabes, Filha muito amada do Pai, nós nos alegramos contigo pela tua eleição! A alegria de Deus por tua causa e tua alegria por causa Dele é também nossa alegria. Teu esplendor também é derramado sobre nós, pois tu és uma filha da raça humana – és uma de nós. Também destes o teu “sim” à vontade do Pai como nossa representante e certamente nos ajudarás a dizer o nosso “sim” e a viver para a alegria de Deus. Tu és um modelo para tantas pessoas e elas se consagraram a ti a fim de servir a Deus melhor e para despertar em si mesmas o amor filial pelo Pai Celestial! Sabes, Virgem muito amada, sempre te procuro nas mulheres e quando te encontro nelas sinto algo do encanto que deve preencher nosso Pai quando olha para ti... E vejo como as mulheres, sob tua influência amorosa, podem se tornar cada vez mais parecidas contigo. Hoje, Virgem muito amada, nos preparamos na Igreja para a Festa de tua Assunção ao Céu. Sabemos que a partir daí intercedes por nós e nosso Pai sempre escuta tua oração. Inúmeras vezes os fiéis repetem no Santo Rosário a saudação que o Anjo em Nazaré te dirigiu, e lembram-se daquela hora em que tu dissestes “sim” à vontade do teu Pai Celestial. Nunca poderemos agradecer-te o suficiente pelo teu “fiat”, pois foi a ponte que Deus escolheu para enviar Seu Filho ao mundo... O que mais poderíamos dizer? “Tota pulchra”, tu és toda formosa, ó Filha do Pai – tu, a obra-prima de Seu amor!
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É verdade que, efetivamente, surgiu uma verdadeira confusão na Igreja sobre esse assunto. Enquanto as condições para o recebimento da comunhão costumavam ser claras - ou seja, a pessoa deve estar em estado de graça e acreditar na presença real de Cristo na Eucaristia - hoje há uma tendência generalizada em muitos setores para se deixar essa decisão à consciência do indivíduo. Essa tendência aumentou consideravelmente desde a Exortação Apostólica Pós-Sinodal "Amoris Laetitia". Pode até acontecer que o que antes era considerado e tratado como pecado agora já não seja mais visto como tal. Consequentemente, tampouco se fará uma correção fraterna como o Senhor a descreve aqui: primeiro a sós, depois na presença de testemunhas e, finalmente, diante de toda a comunidade de fiéis, caso o pecador não queira ouvir nem abandonar seus maus caminhos. Se já não temos mais clareza sobre o que é pecado e se não há unanimidade entre os fiéis sobre essas questões, então o processo de correção que Jesus nos indica dificilmente será viável. Hoje em dia, aquela última medida na correção do pecador, ou seja, a sua exclusão da comunidade dos fiéis, talvez seja até mesmo considerada uma falta de misericórdia. Essa posição nos levaria a um beco sem saída. Como podemos, então, lidar com uma situação como a descrita pelo Senhor neste Evangelho? O que podemos ter por certo é que as Sagradas Escrituras e a doutrina autêntica da Igreja nunca mudarão. E se o espírito do mundo penetrar cada vez mais na Igreja e começar a obscurecer os fiéis e os ministros, então uma decisão clara deve ser tomada: quero permanecer fiel aos ensinamentos das Sagradas Escrituras e da Igreja e quero ser governado por eles! Somente somos responsáveis perante Deus e não podemos permitir que os erros e a negligência moral nos influenciem de tal forma que tenhamos medo de defender a verdade. Certamente devemos fazer isso com prudência e medindo bem a situação em questão. É preciso ter em mente que, de fato, já não existe um consenso universal na igreja em certas questões, o que é muito doloroso. Mas isso não deve nos corromper por dentro. Podemos pedir ao Espírito Santo que nos aconselhe sobre como lidar com situações como a que nos foi apresentada pelo Senhor no Evangelho de hoje. Então, encontraremos o caminho apropriado para oferecer ajuda ao irmão em erro, de modo que ele reconheça os seus maus caminhos e os abandone. Se ele nos ouvir, teremos conquistado nosso irmão. E se ele não nos ouvir da primeira vez, o Espírito Santo nos indicará o próximo passo a ser dado. Assim, seguiremos o conselho de Jesus e poderemos colocá-lo em prática, inclusive em um tempo de crescente confusão. NOTA: A partir de amanhã, ouviremos uma série de três meditações que nos prepararão para a Solenidade da Assunção de Maria ao Céu, nas quais a contemplaremos, respectivamente, como Filha do Pai, Mãe do Filho e Esposa do Espírito Santo.
12 de agosto de 2026 Quarta-feira da XIX Semana do Tempo Comum “A correção fraterna” Mt 18,15-20 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles.” Nessa passagem do Evangelho de Mateus, o Senhor nos dá instruções claras sobre como lidar com um irmão que peca. Não estamos tratando aqui de pequenas irregularidades, ou falhas que devamos levar ao conhecimento de nosso irmão para ajudá-lo a superar certos comportamentos que poderiam afetar a unidade, ou para que possa, por exemplo, cumprir melhor as regras de sua comunidade. Em vez disso, o Evangelho de hoje se refere aos pecados que colocam em risco a salvação eterna de nosso irmão se ele não renunciá-los. Trata-se, portanto, de um assunto grave... Ao ouvirmos estas instruções do Senhor hoje, podemos nos perguntar se elas ainda estão sendo seguidas, ou se simplesmente permitimos que se cometam pecados diante de nossos olhos e não dizemos nada. Há pouco tempo uma mulher me confidenciou algo que perturbava o seu coração. Disse-me que observava como as pessoas recebiam a comunhão de forma indigna e que isso era um peso em sua consciência. Ela também me deu a entender que, do seu ponto de vista, cada vez menos padres estão anunciando abertamente as condições para receber a santa comunhão da maneira correta.
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É impressionante ver como Susana se manteve fiel à sua promessa e como o espírito de fortaleza atuava nela. Ela não hesitou em expressar suas convicções de maneira muito contundente — poderíamos até dizer que um tanto brusca —, plenamente consciente de que isso poderia acelerar sua sentença de morte. No entanto, num primeiro momento, suas palavras tiveram outro impacto. A lenda conta que, ao fim de três dias, Cláudio voltou para saber a resposta de Gabínio. Ao entrar na casa, viu a própria Susana, aproximou-se dela e, entre outras demonstrações de respeito, quis beijar-lhe a mão. Susana retirou-a com santa indignação e disse-lhe com voz séria: «Nunca permiti isso a homem algum, nem mesmo na minha infância, e muito menos o permitirei a vós, pois sois um idólatra e a vossa boca está contaminada pelo sacrifício idólatra de que comestes». Em seguida, repreendeu-o por sua ousadia com tamanha veemência que Cláudio permaneceu ali por um bom tempo, profundamente atônito. No entanto, impelido por uma voz interior, decidiu abraçar a fé cristã juntamente com a esposa e os filhos, e assim o fez. Máximo, outro cortesão de alto escalão que havia sido enviado depois de Cláudio para solicitar a resposta de Gabino, também seguiu o seu exemplo e tornou-se cristão. Assim como muitos governantes pagãos, o imperador reagiu com ira e ordenou que os recém-convertidos fossem queimados vivos. Entregou Susana aos cuidados de sua esposa, Selena, na esperança de que, graças à influência dela, ela mudasse de decisão. No entanto, descobriu-se que sua esposa também era cristã em segredo e, em vez de dissuadi-la, apoiou Susana para que permanecesse fiel ao Senhor. Passado algum tempo, comunicou ao imperador que Susana não mudaria de decisão. Então, Diocleciano deixou a cargo de Maximiano Galério — o pretendente rejeitado — a decisão de como proceder em relação a ela. Ele planejou possuí-la à força durante a noite. A lenda conta que, ao abrir a porta de seu aposento, encontrou-a em oração, envolta em um esplendor celestial. Maximiano fugiu aterrorizado e contou o ocorrido a Diocleciano. Este considerou tratar-se de um ato de feitiçaria e ordenou a Macedônio, um cristão apóstata, que obrigasse Susana a adorar os deuses e a punisse com a morte caso ela se recusasse. Macedônio, que nada conseguiu nem com promessas nem com ameaças, mandou açoitar Susana da maneira mais cruel e a decapitou em sua própria casa. Durante os tormentos, ela ergueu os olhos para o céu e agradeceu a Deus por tê-la considerado digna de sofrer por Sua causa e de morrer por amor a Ele. Resta-nos apenas inclinar a cabeça com reverência e gratidão diante da donzela e mártir Santa Susana, e pedir-lhe que nos ajude a dar testemunho de fidelidade a Cristo. Além disso, imploramos a sua intercessão para descobrir mais profundamente o valor da castidade, para vivê-la e transmiti-la a um mundo que, com frequência, perdeu completamente o sentido desta virtude.
11 de agosto de 2026 VIDAS DE SANTOS “Santa Susana, mártir” Numa época em que, lamentavelmente, a confusão moral prolifera no mundo e não poupa sequer a nossa Santa Igreja, levando muitas pessoas a se afastarem do caminho da virtude ou a nem sequer o iniciarem, é importante não esquecer os santos, em particular os da Igreja primitiva, que nos oferecem um exemplo brilhante de castidade. Estes santos, que deram a vida para preservar a sua castidade, não apenas fizeram brilhar a sua luz em meio à escuridão da sua época, mas também obtiveram de Deus uma grande graça para a Igreja de todos os tempos. São uma lembrança viva e um exemplo de quão importante é antepor os preceitos de Deus a tudo o mais. Uma dessas mulheres radiantes é Santa Susana. Não se trata daquela Susana do Antigo Testamento, em quem talvez pensemos primeiro ao ouvir esse nome, a quem Deus salvou da morte e devolveu a honra diante de todo o povo por meio de Daniel. Não, a santa de hoje é Susana de Roma. A lenda conta o seguinte: Santa Susana, uma das donzelas mais nobres da cidade de Roma e parente próxima do imperador Diocleciano, foi cuidadosamente instruída na fé cristã por seu pai, o presbítero Gabino, e pelo santo papa Caio, que era seu tio. Vivia sua fé com total fidelidade e piedade filial. Aos doze anos, fez voto de castidade por amor a Jesus. Diocleciano não ignorava que Gabino, Caio e Susana eram cristãos, mas, por serem parentes tão próximos, fingia não saber nada a respeito. Quando nomeou Maximiano Galério corregente e herdeiro de seu império, decidiu dar-lhe Susana em casamento e torná-la imperatriz. Para isso, enviou Cláudio, filho de sua irmã, à casa de Gabínio para comunicar-lhe sua intenção. Gabínio pediu um breve prazo para refletir e consultou o santo papa Caio. Ambos transmitiram isso a Susana e perguntaram o que ela estava disposta a fazer. Ela respondeu: «A fé cristã e a pureza virginal têm mais valor para mim do que a coroa de imperatriz. Não me casarei com ninguém.» Não quebrarei a fidelidade que prometi a Deus. Consagrei a minha pureza a Cristo, o Senhor; nem a honra, nem a riqueza, nem absolutamente nada me afastará disso. Caio e Gabínio alegraram-se muito com a resposta dela, incentivaram-na a manter-se firme e aconselharam-na a preparar-se, por meio da oração, do jejum e de outras boas obras, para a dura luta que a aguardava, pois tudo indicava que sua recusa à proposta do imperador lhe custaria a vida. «E o que poderia ser mais grato para mim — disse ela — do que obter a coroa do martírio em vez da coroa imperial?»
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Jesus veio para nos servir (cf. Mc 10,45)! Ao servi-Lo, também serviremos às pessoas Nele. Nesse ponto, devemos fazer uma distinção importante. O serviço às pessoas é sempre valioso, mas esse valor será incomparavelmente maior se for feito no Espírito do Senhor. Nele, aprendemos a ver a pessoa no amor de Cristo e, assim, a reconhecer o que realmente a ajuda além de suas necessidades passageiras. As promessas do Senhor para nós no Evangelho de hoje são muito encorajadoras: se O servirmos, o Pai nos honrará. E essa recompensa deve ser suficiente para nós!