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Comunidade Literária Ronize Aline

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Aqui você vai receber dicas de Criação Literária para melhorar seu processo criativo. Mais info: @ronizealine no IG.

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  • A dica de livro dessa semana traz um dos tipos de antagonistas retratados no tema da semana: o antagonista que possui falhas com as quais é possível se identificar. A história acompanha Tom Ripley, um jovem marginalizado e mestre em pequenos golpes que é enviado à Itália para convencer um herdeiro rico a voltar para casa, mas acaba obcecado pela vida de luxo do rapaz e comete crimes para assumir sua identidade. Tom Ripley volta-se contra suas vítimas impulsionado por um profundo sentimento de inadequação social, inveja intensa e um desejo desesperado e frágil de ser outra pessoa.

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  • O chat está aberto para discussão do tema da semana.

  • TÉCNICA NARRATIVA DA SEMANA #302 (12/08/2026) Tipos de antagonistas que são inesquecíveis Um antagonista forte cria um protagonista forte, o que resulta em uma história forte. E um antagonista forte que contribui para que o leitor não esqueça aquela história também se torna inesquecível. Então vamos entender como podemos tornar os nossos antagonistas inesquecíveis. O antagonista que tenta realizar algo O antagonista tem um plano — na maioria das vezes, um plano maligno. Ele age porque algo o impulsiona a isso e deseja concretizar algo específico. Em romances conduzidos pelo plot, esse costuma ser o evento que leva o protagonista a agir; é a grande ameaça que se concretizará caso ninguém tome uma atitude. Em romances conduzidos pelos personagens, isso pode ser representado por alguém que tenta impedir o protagonista de se prejudicar de alguma forma, ou por quem o incentiva a fazê-lo. O antagonista que age movido por desejos pessoais Mesmo que o vilão seja um mercenário contratado para matar o herói, ele ainda é motivado por algo: ganância, prazer na violência ou algum demônio pessoal. O antagonista não acorda simplesmente uma manhã e decide ser mau só por ser; ele quer algo e concluiu que seu plano é o melhor caminho para consegui-lo. O antagonista que está disposto a se adaptar Não faça do seu antagonista alguém tolo, que tenta as mesmas coisas e cai nas mesmas armadilhas de sempre, repetidamente. Um vilão forte e inesquecível adapta seu plano e aprende com as ações do protagonista; ele força o protagonista a crescer e mudar, mantendo-se sempre um passo à frente. O antagonista que possui falhas com as quais é possível se identificar A fraqueza humana é algo com que qualquer leitor consegue se identificar. Se o seu antagonista tem falhas que tocam o seu lado humano, ele se torna mais real e os leitores conseguem enxergar o seu lado da história. O antagonista que esconde coisas O antagonista tem segredos. Ele teme que as pessoas descubram certas coisas, geralmente porque está tramando algo ruim. Às vezes, esses segredos revelam fraquezas ou falhas que ele não quer que ninguém mais veja mas, em outras ocasiões, eles representam o seu lado vulnerável.

  • Hoje veremos tipos de antagonistas que são inesquecíveis.

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  • A dica de livro dessa semana traz uma caracterização de personagens muito bem desenvolvida. Em sua caracterização do casal Elizabeth Bennet e Sr. Darcy, Jane Austen destaca a mente aguçada dos dois personagens e como uma gradual autoconsciência estabelece um parâmetro de referência para o arco de personagens clássicos.

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  • O chat está aberto para discussão do tema da semana.

  • TÉCNICA NARRATIVA DA SEMANA #301 (05/08/2026) Como caracterizar um personagem sem ficar enfadonho Um questionamento que já me fizeram é se o melhor ao caracterizar um personagem não seria não descrever nada sobre ele (ou o mínimo possível), assim ele se tornaria mais universal e com mais chances de agradar um número maior de leitores. No entanto, o objetivo não deve ser agradar a todo mundo, pois quando se tenta agradar a todos normalmente não se agrada a ninguém. Você quer escrever algo que atraia o seu público-alvo. Não é possível criar conexão com o leitor com um personagem vago, sem personalidade. É justamente a especificidade que cria uma conexão universal, pois conta uma história mais envolvente e forma uma imagem mais memorável na mente do leitor. No entanto, existe um limite para o excesso de detalhes para que a leitura não se torne enfadonha. Quando isso ocorre em grandes blocos de texto chama-se "infodump" (ou excesso de informações). Uma dica é focar na personalidade dos personagens sem descrevê-las mas fazendo com que ela apareça por meio de seus gestos, decisões, a forma como trata os outros personagens... Para que a caracterização do seu personagem não fique enfadonha, faça o leitor observá-lo interagindo com outros personagens. Ao criar interações você precisa expor seus personagens aos olhos do leitor: com que outros personagens ele concorda, com quais discorda... ele tem uma opinião singular, que se destaca das demais? Uma dica poderosa é descobrir com o que seu personagem realmente se importa. A partir daí, coloque-o interagindo com outros personagens que não dão a mínima ou, pelo menos, minimizam a importância daquele fato ou situação. Por exemplo: um casal em que a prioridade para a esposa é o trabalho e para o marido são os momentos de lazer. Coloque-os em situações em que essas prioridades entrarão em choque e ficará mais fácil para os leitores entenderem a personalidade de cada um.

  • Hoje veremos como caracterizar um personagem sem ficar enfadonho.

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  • A dica de livro dessa semana é um clássico e tem um dos ganchos mais comentados da literatura, usando duas situações para provocar curiosidade (por que ele está sendo fuzilado e por que a tarde em que conheceu o gelo significa tanto para ele): Muitos anos mais tarde, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía recordaria aquela tarde distante em que seu pai o levou para conhecer o gelo. A propósito, essa edição ilustrada é lindíssima!

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  • TÉCNICA NARRATIVA DA SEMANA #300 (29/07/2026) 3 ganchos irresistíveis para iniciar uma história Acertar em cheio no gancho inicial é a chave para despertar o interesse do leitor para a sua história. Nesta era de inúmeros estímulos digitais, períodos de atenção reduzidos e uma infinidade de outras ótimas obras de ficção disputando a atenção do público, o início de uma história precisa prender o leitor. Caso contrário, eles podem acabar abandonando a leitura — ou, se estiverem apenas conferindo uma amostra online ou as primeiras páginas em uma livraria, podem nem chegar a comprar o livro. Então, aqui estão três exemplos de ganchos irresistíveis para você usar na sua história. 1. Introduza algo sinistro logo de cara. Omitir informações sobre algo aparentemente normal pode torná-lo sinistro — e intrigar os leitores a continuarem a leitura. No romance "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado", Lois Duncan vai direto ao ponto com o bilhete que desvenda a vida dos personagens principais imediatamente: “O bilhete estava lá, ao lado do prato dela quando ela desceu para o café da manhã.” Logo de cara os leitores se perguntam: o que é o bilhete? Por que ele importa? De onde ele vem? E eles vão querer continuar lendo para descobrir. 2. Use o cenário como gancho para prender o leitor. Às vezes, o próprio local pode desencadear o fato que dará início à trama. Se for esse o caso, por que não colocar o personagem lá (ou, no mínimo, em um meio de transporte a caminho de lá) para mergulhar direto na ação? Um ótimo exemplo está em "O iluminado", de Stephen King, no qual Jack se encontra no Hotel Overlook para uma entrevista de emprego. O leitor imagina que aquele será um recomeço para ele e sua família... mas, é claro, está enganado. Começar o romance no hotel — que funciona como um personagem à parte — lança o leitor de imediato na história. 3. Estabeleça o clima do livro logo de cara — seja de desgraça, mistério, travessura ou ironia.Isso diz ao leitor: "É assim que o mundo é; você está imerso nele agora e vamos nessa". No romance distópico "1984", a frase de abertura de George Orwell diz: "Era um dia frio e claro em abril, e os relógios marcavam treze horas". Imediatamente, o leitor percebe que aquele é um mundo que ele compreende — com os mesmos padrões climáticos e a mesma nomenclatura para os meses do ano —, mas ao escolher "treze" — um número frequentemente associado ao azar —, Orwell cria tensão e mistério de imediato. Ele sinaliza que aquele não será um livro alegre. Coisas sinistras estão por vir.

  • Essa semana veremos ganchos irresistíveis para começar uma história 👆

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  • Essa semana vimos 7 mudanças que podem salvar a sua história. A dica de livro traz duas dessas mudanças apontadas: narrador em segunda pessoa e a narração sendo feita com o tempo verbal do futuro.

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