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O fantasma de Stálin e o inacreditável caso de Filipe Martins Em 1936, no auge dos Processos de Moscou — julgamentos farsescos a partir dos quais milhões de vidas foram destruídas na União Soviética —, o ditador Josef Stálin ficou furioso quando descobriram que uma suposta reunião secreta para tramar o assassinato de autoridades comunistas havia ocorrido no Hotel Bristol, na Dinamarca. O único problema, logo notado pelos que acompanhavam os julgamentos, era que o tal hotel havia sido demolido 19 anos antes. Diante da falha de narrativa, Stálin bradou: — Para que diabos vocês precisam do hotel? Deveriam ter dito estação ferroviária. A estação está sempre lá! Lembrei-me desse episódio quando vi o nome de Filipe Martins entre os indiciados por “atentado violento ao Estado Democrático de Direito”. E sobre isto, eu falo em minha nova coluna na Gazeta do Povo: https://bit.ly/4fWrQYZ
Seja bem-vindo ao canal do jornalista Paulo Briguet! Aqui você encontrará suas colunas e vídeos exclusivos feitos para a Gazeta do Povo. Com coragem, compromisso com a verdade, e sem medo de expor sua visão conservadora. Acesse e confira as últimas publicações: https://bit.ly/3YtmzjJ
O grande incêndio do Brasil Por Paulo Briguet Nos últimos dias não tenho conseguido ver o céu da minha cidade; há uma camada de fumaça pairando entre a terra vermelha dos homens e o azul cintilante dos pássaros, aviões e anjos. Até o sol parece estar fazendo um esforço adicional para brilhar e ser visto. As testas porejam, a respiração está mais difícil, a rouquidão invade as gargantas, as crianças e os velhos adoecem. Antes de começar a escrever, tomo um copo d’água. De onde vem esta fumaça, meu Deus? Qualquer criança sabe a resposta: vem do fogo. Mas de onde vem o fogo? Ah, o fogo vem de muitos lugares. Em “Fahrenheit 451”, o fogo vem dos lança-chamas do Corpo de Bombeiros. Na clássica distopia de Ray Bradbury, publicada há 71 anos, os bombeiros não apagam incêndios, mas os provocam. Numa sociedade em que os livros são proibidos pelo Estado — e na qual a mera posse de um volume impresso pode ser punida com a morte —, a função dos bombeiros é queimá-los. O simbolismo da obra é claríssimo. Bombeiros incendiários representam a inversão radical da realidade, tão característica das sociedades modernas. Os livros, por sua vez, simbolizam a liberdade humana, tanto que a origem das palavras livro, em português, e library, em inglês, é a mesma: o latim líber, nome da membrana da árvore de cuja seiva os romanos fabricavam papel. Fahrenheit 451, que dá o título ao livro, é a temperatura em que o papel pega fogo (correspondente a 233 graus Celsius). Quando a temperatura da sociedade atinge determinado limite, os incendiários modernos — que são os três grandes eixos do poder global — enxergam a oportunidade para promover a radical inversão de toda a realidade. As coisas perdem a ordem interna que lhes justifica a existência: o bombeiro provoca incêndios, o juiz desrespeita a lei, o médico defende a doença, o jornalista odeia a verdade, o artista exalta a feiura, o professor celebra a ignorância. No país da inversão, os criminosos são premiados e os inocentes são punidos. Ao crime sem castigo, segue-se o castigo sem crime. Nós, brasileiros, estamos vivendo nesse mundo de “Fahrenheit 451”. E não se trata do fogo que consome milhões de hectares de nossas reservas naturais, acompanhado pelo silêncio retumbante das classes falantes, subitamente emudecidas. A fumaça que encobre o céu, e entra por nossos pulmões, certamente é menos venenosa que a outra fumaça — aquela que invade almas e entorpece consciências. Não deixa de ser engraçado o fato de que os negadores do primeiro incêndio sejam também os negadores do segundo. Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-briguet/o-grande-incendio-do-brasil/ Copyright © 2024, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.
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Brasil Sem Medo - A última notícia do Brasil Sem Medo https://brasilsemmedo.com/a-ultima-noticia-do-brasil-sem-medo/
Nesta semana, farei uma masterclass gratuita sobre o romance "Se houvesse um homem justo na cidade", de Diogo Fontana. O livro conta a história de um refugiado venezuelano e expõe a tragédia do socialismo bolivariano. As aulas serão nos dias 14 e 15 de agosto (quarta e quinta-feira). Para se inscrever gratuitamente, acesse este link: https://paulobriguet.com.br/venezuela?utm_source=Mlv&utm_content=Venezuela
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Filipe G. Martins — A história de um sequestro Libertado no dia de Edith Stein, Filipe Martins não foi preso, mas sequestrado; não foi vítima de um erro, mas de um crime. Por Paulo Briguet, editor-chefe do BSM. https://brasilsemmedo.com/filipe-g-martins-a-historia-de-um-sequestro/
Ter um amigo como Filipe Martins é ter um amigo que é um herói nacional. Uma das pessoas mais geniais que conheci, capaz de pensar e falar profundamente sobre trocentos mil assuntos diversos - da geopolítica do Bahrain aos gnósticos do Renascimento, tudo na mesma conversa. Depois de um seqüestro de MEIO ANO sem motivo algum, sei que deve estar ainda mais forte espiritualmente do que nunca (e espero que tenha adiantado algum dos livros que está prometendo faz uma década…). Que essa injustiça um dia seja paga e que os outros PRESOS POLÍTICOS possam rever suas famílias. Bem vindo à liberdade que nunca poderiam ter tirado de você, Filipe! É uma honra ser perseguido simplesmente por ser inteligente.
Agora não há como negar. Maduro deixa claro no vídeo o seu pensamento conservador de extrema-direita.
Boa noite, um grande amigo jornalista da Venezuela me pediu pra compartilhar essa informação: https://x.com/orlvndoa/status/1819481434412789874?s=46&t=-Tsous4pHBzU4C_z1lIJGA 🚨 | 🇧🇷🇻🇪 URGENTE: Para aqueles de fora, isto é o que está acontecendo agora na Venezuela: - O regime está sequestrando pessoas de suas casas por se manifestarem contra Maduro, por compartilharem descontentamento nas redes sociais ou por serem testemunhas eleitorais. - Está verificando os telefones das pessoas nas ruas. Se encontrarem informações que as exponham como oposição, as pessoas são presas. - O regime lançou um aplicativo e uma linha telefônica para que os chavistas denunciem seus vizinhos anti-chavistas. - O regime está ameaçando a mídia: nenhum repórter ou âncora de TV pode questionar a narrativa oficial da tirania. A imprensa deve dizer que tudo está normal.
Teatro do absurdo: A escandalosa prisão de Filipe Martins Defesa do ex-assessor presidencial faz novo pedido de soltura, desmoraliza narrativa dos encarceradores e lista negligências da dupla Moraes-Shor. Por Paulo Briguet, editor-chefe do BSM. https://brasilsemmedo.com/teatro-do-absurdo-a-escandalosa-prisao-de-filipe-martins/
Filipe Martins: O Último Homem do Brasil Todas as garantias e direitos individuais básicos deixaram de valer para o ex-assessor presidencial, que vive um pesadelo orwelliano na prisão. Crônica de Paulo Briguet, editor-chefe do BSM. https://brasilsemmedo.com/filipe-martins-o-ultimo-homem-do-brasil/
https://brasilsemmedo.com/o-juiz/
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Com muita alegria, recebo a notícia de que conquistei o 1º lugar no Prêmio Prata da Casa – um concurso nacional de crônicas, poemas e contos promovido pela Casa Brasileira de Livros. O texto premiado foi “A leitora espera a crônica”. Link para a matéria nos stories. https://www.instagram.com/p/C6Zg8syvYHR/?igsh=MWF2Z3kyNjI1a202Yg==