Imparável, por Gabriel Granjeiro
СтатистикаInspiração para você ser imparável, mesmo em dias difíceis.
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Boa tarde, Imparável A maioria das pessoas não fracassa por falta de inteligência. Fracassa porque negocia consigo mesma o tempo todo. Adiamos o que sabemos que precisa ser feito. Esperamos a motivação chegar. Acreditamos que amanhã será diferente apenas porque será amanhã. Mas a vida não muda quando a motivação aparece. Ela muda quando as decisões deixam de depender do humor, da vontade ou das circunstâncias. Disciplina não é rigidez. É liberdade. É a capacidade de honrar os próprios compromissos, mesmo quando ninguém está olhando. No final, o que sustenta uma trajetória de longo prazo é a capacidade de continuar, mesmo quando ninguém está vendo. 📘 Baixe gratuitamente meu livro Disciplina Imparável: https://blog-static.infra.grancursosonline.com.br/wp-content/uploads/2026/07/06132118/GG-Disciplina-Imparavel-1-edicao-V1-3.pdf?_gl=1*ba99lo*_ga*YW1wLWRmX0NMNHpOck1BNkE5c2J5SDQ1X0E.*_ga_FE6SLTEFCP*MTc4NTQ0NjAyMC4xLjEuMTc4NTQ0NjAyMS4wLjAuMA
https://www.youtube.com/watch?v=lLYvShoXi-A
Uma história digna de roteiro de cinema, Imparável! Sidney cresceu em uma casa de barro, sem água, luz, portas ou janelas. Aos 17 anos, foi para Brasília com R$ 20 no bolso, uma rapadura e um punhado de amendoim. Morou na rua, dormiu no chão e debaixo de chuva. Depois, já casado, viveu com a esposa em um barraco, parte dele coberta por lona, onde a geladeira tinha apenas água e ovos e, muitas vezes, havia ratos e baratas. Nada disso deve ser romantizado. Ninguém deveria precisar passar por situações assim para conquistar uma vida digna. Mas Sidney decidiu que aquela não seria a sua história até o fim. Depois de cerca de 100 concursos e 15 aprovações, chegou ao MPU e hoje aguarda a nomeação para auditor-fiscal de atividades urbanas do DF. 🎬 A entrevista completa estreia hoje, a partir das 19h, no Imparável. Ative o 🔔 e não perca essa dose de motivação.
Boa noite, Imparável! Antes de finalizar o dia, eu queria conversar com você que está tentando construir uma nova história, mas precisa fazer isso enquanto cumpre todas as responsabilidades da vida que já tem. Talvez você acorde cedo, trabalhe o dia inteiro e encontre no fim do dia algumas poucas horas para estudar. E, em muitos momentos, pode parecer injusto olhar para quem consegue se dedicar exclusivamente aos estudos. Mas existe algo que nem sempre percebemos: a dificuldade da sua rotina também está formando você. A aprovação não é construída apenas pelo tempo disponível. Ela é construída pela capacidade de permanecer comprometido com um objetivo mesmo quando o caminho exige sacrifícios. Quem aprende a estudar nos dias difíceis desenvolve algo que vai muito além do conhecimento das matérias: desenvolve a maturidade, a disciplina e a força necessárias para sustentar uma grande conquista. O seu trabalho de hoje não precisa ser um obstáculo para o seu sonho. Ele pode ser parte da história que você vai contar quando olhar para trás e lembrar de tudo o que precisou superar para chegar lá. Continue. Talvez você ainda não veja o resultado, mas cada dia em que você escolhe avançar está construindo a pessoa que estará preparada para assumir essa aprovação quando ela chegar.
Se para quem gosta de aprender o conceito de HBC já é inestimável, para quem estuda para concurso ele tem ainda mais valor. A intensidade e a rigidez da dedicação são indiscutivelmente maiores, porque concurso público tem prazo certo e gente na nossa frente na fila. Estudar é um dever absoluto para esse público, e devo ser franco com você: não há gentileza nesse processo. Há um preço a pagar, e vi isso de perto quando minha mãe, perto dos 60 anos, decidiu tirar do congelador um sonho antigo e disputar uma vaga de consultora legislativa na Câmara Legislativa do DF, na área de Direitos Humanos. Todo domingo ela montava o cronograma da semana, dividia as disciplinas em três blocos e alternava os estudos para que nada esfriasse. Encheu de anotações dezenas de cadernos grossos, leu centenas de PDFs, resolveu mais de 35 mil questões. Foram HBC levadas muito, muito a sério. O corpo cobrou. O cotovelo inflamou, o punho ficou dormente, precisou de infiltração. Minha mãe prendeu a tala, sentou-se de novo e continuou. “Se eu paro, saio da fila, e quem sai da fila não vê a porta abrir”, dizia. Ela assinou o termo de posse em fevereiro de 2025, pouco antes de completar 61 anos (veja a história inteira AQUI: https://blog.grancursosonline.com.br/a-historia-da-minha-mae-imparavel-nomeada-aos-60-anos/) É que o corpo humano não foi desenhado para passar seis, oito, dez horas sentado. A coluna reclama, o olho arde, o punho trava, o sono desregula. A conta vai chegar, e é melhor estar preparado para pagá-la sem maiores danos. Na prática, isso significa cadeira decente, mesa na altura certa, pequenas pausas a cada cinquenta minutos, um alongamento no meio da manhã, caminhada no fim da tarde e, principalmente, sono de qualidade. Nada disso é frescura; é condição para chegar inteiro ao dia da prova. Todo aprovado que entrevistei no canal Imparável pagou algum tipo de preço. Uns pagaram com o corpo, como minha mãe. Outros pagaram com o casamento adiado, com a viagem que não fizeram, com o feriado de Natal “perdido” para os estudos, com a amizade que esfriou. Nenhum servidor público realizou o sonho da aprovação de graça, e quem promete o contrário está vendendo uma mentira. Em contrapartida, todos os ex-concurseiros com quem falei, sem exceção, me disseram que valeu a pena e que fariam tudo de novo. Sinal de que a recompensa está à altura do esforço. Pois é, amigo leitor. O sistema que funciona é o das HBC. Cadeira ocupada, computador aberto à frente, cronômetro rodando. Sem drama. Repare que nenhuma das três cadeiras desta conversa era confortável. A do Alexandre tinha o analgésico ao lado. A da minha mãe tinha a tala no punho. A minha tinha a festa de Thanksgiving acontecendo do outro lado da janela. Nenhuma delas, porém, ficou vazia. A sua, meu caro, está aí, à sua espera. Ela não cobra talento nem inspiração; cobra presença. E é, provavelmente, a única parte da sua preparação que depende exclusivamente de você. “Todo o infortúnio dos homens vem de uma só coisa: não saberem permanecer em repouso num quarto.” – Blaise Pascal (1623-1662), em “Pensamentos” Referências ERICSSON, K. Anders; POOL, Robert. Peak: Secrets from the New Science of Expertise. Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2016. MEIRELLES, Alexandre. Como estudar para concursos. Salvador: JusPodivm, 2026.
Perdi as contas de quantos fins de semana passei nessa biblioteca, que ocupa um quarteirão inteiro em uma das cidades mais movimentadas do mundo.
Alguém poderia concluir, então, que basta somar as horas. Anders Ericsson, professor de psicologia da Florida State University, passou décadas testando exatamente essa hipótese e chegou a uma resposta que incomoda os dois lados da discussão. De um lado, derrubou o mito do dom: nos campos que estudou, o que separava o profissional mediano do profissional de elite não era algum talento inato; era o volume de treino. De outro, passou boa parte da vida corrigindo quem simplificou seu trabalho na tal “regra das 10 mil horas”. Hora mal-empregada não forma ninguém. O que forma é a prática consciente e planejada, que ele resumiu como “prática deliberada”, o treino difícil, com correção de erro, feito sempre um degrau acima do que você já domina. Quer dizer que só a cadeira não basta? Não basta, mas nada acontece sem ela. HBC são condição de partida, não de chegada. De minha parte, sempre gostei de sentar para estudar. Perdi as contas de quantos livros li desde a infância. Nos anos de faculdade em Nova York, passei fins de semana inteiros dentro da Bobst Library, da NYU, um prédio de doze andares onde eu simplesmente esquecia que havia mundo lá fora. Lembro-me de ter passado ali uma noite de Thanksgiving, que para os americanos equivale mais ou menos ao nosso Natal. Minha família estava longe e eu tinha muita coisa para aprender. Estudar virou vício, devo reconhecer (rs). Gosto de ler algo interessante todos os dias e, mais recentemente, incorporei os audiolivros para aproveitar as brechas. Estou na sala de espera do médico e esqueci o livro? Coloco o fone.
Post que o professor Alexandre Meirelles fez ano passado.É bem isso. Não há para onde fugir.
Alguns anos atrás, havia em Belo Horizonte um homem que estudava com dores terríveis na coluna. Tomava analgésico forte, esperava o remédio fazer efeito e voltava para a cadeira. Eram já onze anos no fisco municipal, uma rotina confortável e um sonho guardado na gaveta. O que o tirou da inércia foi uma frase do pai, dita meio grogue de anestesia depois de uma cirurgia de coração às pressas: ele não entendia como o filho seguia estagnado na mesma carreira havia tanto tempo. O filho não discutiu. Apenas se sentou e começou a estudar. Esse homem é o professor Alexandre Meirelles, hoje um dos nomes mais respeitados do nosso time e uma espécie de lenda entre concurseiros. Nascido no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, acabou aprovado em concursos de ponta, entre os quais Auditor-Fiscal da Receita Federal e Agente Fiscal de Rendas de São Paulo. Já contei sua história neste espaço (leia AQUI), mas há um detalhe dela que nunca me saiu da cabeça: a cadeira que ele se recusou a deixar enquanto não alcançasse seu objetivo. Foi Alexandre quem popularizou no Brasil a expressão mais feia e mais honesta deste nosso universo: “horas-bunda-cadeira”, ou HBC. O termo é feio de propósito, porque a coisa que ele descreve é feia. Não existe sinônimo elegante para o ato de sentar-se, abrir o material e ficar ali, hora após hora, diariamente, por meses ou anos, até a prova que mudará tudo. Quando se trata de concurso público, há uma verdade que muitos relutam em admitir: no fim, o que aprova é mesmo a bunda na cadeira. Talento ajuda, método ajuda, um bom professor encurta o caminho e uma plataforma decente faz diferença real. Nada disso, contudo, supera os efeitos de centenas de horas acumuladas de bunda na cadeira. Só que há no conceito de HBC uma sutileza que não pode ser desconsiderada. Quando Alexandre fala em horas sentado na cadeira, ele não está falando no tempo bruto de cadeira ocupada. Está falando em tempo líquido de estudo; em cronômetro pausado quando você se levanta para ir ao banheiro ou para dar aquela espiada no WhatsApp e retomado só depois de ter voltado ao posto. Na prática, quatro horas de cadeira com o celular ao lado podem render apenas uma hora e meia de estudo real. E o pior é que – seja sincero – a conta que você faz para si mesmo, no fim do dia, é a de quatro.
Olá, imparável! Tudo bem? Espero que sim. Tem artigo novo e especial saindo do forno e vocês são os primeiros a recebê-lo! Espero que gostem! ☺️ Este já é o nosso artigo de número 556. Ele se chama Bunda na cadeira
https://www.youtube.com/watch?v=AYVmpL4RxsY
Olá, Imparável! 🚨 Hoje tem episódio novo no YouTube! A rotina de Jean Claudyo começava às 4h da manhã. Mas essa história começou muito antes disso. Depois que o pai sofreu um AVC e ficou impossibilitado de trabalhar, ele precisou assumir responsabilidades ainda na adolescência. Trabalhou em uma fábrica de calçados e, nos fins de semana, vendia artigos religiosos pelas ruas de Canindé (CE) para sustentar sozinho a família. Mais tarde, já na Polícia Militar do Ceará, conciliou trabalho, faculdade e uma rotina de cerca de 200 km por dia entre Canindé e Fortaleza para cursar Direito, sem abrir mão do sonho de se tornar Delegado. Quatro anos depois do primeiro dia de preparação como aluno Gran, Jean está entre os primeiros colocados no concurso para Delegado da Polícia Civil do Piauí e segue para as próximas fases do certame. 📺 A história completa estreia hoje, às 19h, no canal Imparável, no YouTube. 👇 Clique no link abaixo, ative o sininho e não perca a estreia!
Boa tarde, Imparável! Existe uma parte da aprovação que quase ninguém vê. São as horas de estudo quando ninguém está olhando. As renúncias que ninguém percebe. Os dias em que você senta para estudar mesmo sem estar motivado, mesmo sem saber exatamente quando o resultado vai chegar. É nesse lugar que a disciplina é construída. Muita gente espera sentir vontade para agir, espera a motivação aparecer para então continuar. Mas quem alcança grandes objetivos aprende uma lição importante: nem todos os dias serão movidos pela inspiração. Alguns serão movidos pelo compromisso. A diferença entre quem chega e quem fica pelo caminho muitas vezes está justamente na capacidade de continuar quando não há aplausos, quando o resultado ainda não apareceu e quando o caminho parece mais longo do que imaginava. A sua aprovação não será construída apenas nos grandes momentos. Ela será construída principalmente nos pequenos momentos em que você escolhe permanecer. Porque existe uma combustão silenciosa acontecendo: aquela que nasce da sua decisão de continuar, mesmo quando ninguém está vendo. Se você está vivendo essa fase, vale a leitura do artigo completo “A combustão do que ninguém aplaude”: https://blog.grancursosonline.com.br/a-combustao-do-que-ninguem-aplaude/
Recusar essa curva descendente é decisão deliberada, tomada de novo toda semana. Não é fácil, e digo por experiência própria. Manter o espírito daquele 2012, passados mais de treze anos, não tem nada a ver com empolgação. Tem a ver com escolha consciente somada a rotina. Nos dias em que o cansaço pesa mais, costumo reler a frase com a qual abri a nossa conversa. Repare no que Paulo admite ali. Ele compreende que é natural se cansar e apenas pede que ninguém desanime a ponto de abandonar a obra pela metade. Dois mil anos antes de Rutherford e Soddy, o apóstolo já havia entendido que o ânimo humano tem meia-vida e avisou que a colheita fica com quem continua plantando depois de a empolgação passar. Voltemos ao cronograma que você elaborou em janeiro. Aquele maio em que você parou de vez de estudar não chegou por acaso. Aliás, ele não é obra do acaso para ninguém. A diferença entre quem para em julho e quem desiste só em novembro raramente está no tamanho da vontade inicial; está no que cada um construiu enquanto a vontade era grande. Horário fixo, material separado por matéria, revisão espaçada, simulado marcado na agenda, mesa arrumada na véspera. É essa engrenagem simples que mantém o ritmo quando a energia motora inicial já se dissipou. Se eu pudesse voltar com você ao primeiro dia de janeiro, daria três conselhos. O primeiro: aproveite o pico para decidir tudo que puder, porque decisão tomada nos dias de energia é decisão que você não precisará tomar nos dias de desânimo. O segundo: monte uma rotina que funcione com você cansado, chateado e sem inspiração, já que exigir vontade diária é apostar contra a própria natureza. E o terceiro, mais difícil que os outros dois juntos: quando a energia cair, não interprete isso como sentença sobre quem você é. A queda estava prevista desde o começo e vale para toda e qualquer pessoa. Então, quando você comprar seu próximo caderno, montar seu próximo cronograma de estudos e separar os tênis para a corrida das seis, saiba que essa empolgação toda tem prazo de validade e que ela serve muito bem para uma coisa só: construir, enquanto ainda há energia, aquilo que vai segurar o projeto quando a força de vontade passar. A aprovação, lá na frente, dependerá menos do quanto você quis em janeiro e mais do que você deixou pronto antes de março chegar. “A motivação é o que te faz começar. O hábito é o que te faz continuar.” – Jim Ryun (1947-), atleta olímpico e ex-deputado dos Estados Unidos Referências BEZOS, Jeff. 2016 Letter to Shareholders. Seattle: Amazon.com, Inc., abr. 2017. BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada: nova versão internacional. Tradução da Sociedade Bíblica Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2000. CLEAR, James. Hábitos atômicos: um método fácil e comprovado de criar bons hábitos e livrar-se dos maus. Tradução de Marcos Vinícius Bittencourt. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019. FOGG, B. J. Tiny Habits: The Small Changes That Change Everything. Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2020. RUTHERFORD, Ernest; SODDY, Frederick. Radioactive change. Philosophical Magazine, London, v. 5, series 6, n. 29, p. 576-591, maio 1903.
“Não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desistirmos.” (Gálatas 6:9) Início de janeiro. Você acorda decidido. Compra um caderno novo, monta um cronograma colorido, separa os tênis para a corrida das seis da manhã e avisa a família de que desta vez será diferente. E de fato é. Nas duas primeiras semanas, você cumpre todo o planejado e ainda sobram energia e disposição. Você chega a pensar que enfim descobriu o segredo que faltava. Fevereiro ainda vai bem. Você perde um dia aqui, outro ali, compensa no domingo e segue com a sensação de estar no controle. Março chega e, com ele, a procrastinação. O cronograma para no dia 12. Você olha para ele de longe, promete retomar na segunda-feira com fôlego total, mas a segunda-feira passa, a terça-feira também, e nada de avanço nos estudos. Em maio, ninguém mais toca no assunto dentro de casa. Nem você. E aí vem o veredito, sempre o mesmo: faltou força de vontade, faltou disciplina; sobrou o “não nasci para isso”. Se você se identificou com ao menos parte desse relato, hoje eu queria oferecer uma explicação melhor para o que acontece conosco depois dos dias de empolgação que marcam todo novo projeto. Curiosamente, ela não vem da psicologia, mas de um estudo sobre radioatividade do começo do século passado. O neozelandês Ernest Rutherford e o inglês Frederick Soddy notaram que substâncias radioativas não somem de uma vez. Elas perdem intensidade em um ritmo previsível, e o tempo necessário para que metade da amostra se desintegre ganhou nome próprio: meia-vida. Uma amostra com meia-vida de dez dias conserva metade da radiação ao fim de dez dias; um quarto, ao fim de vinte; um oitavo, ao fim de trinta. Foi assim que se aprendeu que o decaimento é lei da natureza, não fruto de algum defeito da matéria. A amostra em estudo não falhou; apenas seguiu uma curva descendente previsível. Tenho convicção de que o nosso ânimo funciona de maneira parecida. Até onde sei, ainda não mediram isso em um estudo controlado, mas todo adulto conhece a sequência de cor: no primeiro dia de qualquer projeto há disposição para acordar cedo e planejar o ano inteiro; algumas semanas mais tarde, sem que nada de errado tenha acontecido, a força da largada já caiu pela metade; algumas semanas depois, nova queda. Na prática, aquele março com o cronograma parado no dia 12 diz muito menos sobre quem você é do que você imagina. Acontece com todo mundo, e acontece mais ou menos na mesma hora. Alguém dirá que, se a vontade vai e volta, basta esperar que ela volte. Aí é que mora o engano. Quem melhor descreveu esse vaivém foi B. J. Fogg, que há décadas estuda hábitos na Universidade Stanford e fala em ondas de motivação: a vontade sobe e desce em ciclos, com regularidade quase mecânica. Por definição, quem aposta em um projeto grande quando a onda está no alto acaba perdendo, porque em algum momento a água vai baixar. O que se deve fazer no ápice, ensina Fogg, é montar aquilo que vai continuar funcionando lá embaixo. James Clear resume a mesma ideia em “Hábitos Atômicos”: não subimos ao nível dos nossos objetivos, caímos ao nível dos nossos sistemas. Traduzindo: o tamanho do sonho não puxa ninguém para cima. Quem puxa é o arranjo miúdo do dia – a hora em que você se senta para estudar, o lugar onde você faz isso e o que está diante de si sobre a mesa de estudo. É esse arranjo que decide o resultado, e não a ambição declarada em janeiro. Entendo o que isso quer dizer desde pelo menos 2012. Ainda nos primeiros anos do Gran, quando ele todo cabia numa única sala, Rodrigo Calado e eu adotamos uma frase que repetimos ao time até hoje: aqui é sempre o Dia 1. Já contei em outra ocasião o que esse mantra significa para nós ( leia AQUI :https://blog.grancursosonline.com.br/somos-500-mil/) . Toda empresa nasce cheia de energia e de humildade diante do que ainda não domina; passados alguns anos, esse combustível se desintegra sozinho, e a companhia escorrega para o que Jeff Bezos, na carta aos acionistas de 2016, chamou de Dia 2 – autoconfiança excessiva, estagnação, declínio lento.
Olá, imparável! Tudo bem? Espero que sim. Tem artigo novo e especial saindo do forno e vocês são os primeiros a recebê-lo! Espero que gostem! ☺️ Este já é o nosso artigo de número 555. Ele se chama A meia-vida do entusiasmo
Hey, Imparável! Você tem 3 minutos para uma conversa comigo? Separei uma leitura rápida que pode transformar a forma como você vai aproveitar este fim de semana. O artigo “Sabedoria em Silenciar-se” fala sobre a importância de desacelerar, refletir e encontrar clareza em meio à correria da preparação. São apenas 3 minutos de leitura. Talvez seja pouco tempo no relógio, mas tempo suficiente para uma reflexão que pode tornar seu fim de semana mais leve, consciente e proveitoso. Leia aqui: https://blog.grancursosonline.com.br/sabedoria-em-silenciar-se/
https://www.youtube.com/watch?v=rfsIhhfvWVc
🚨 Boa tarde, Imparável! Durante a pandemia, o aluno Gran Fábio Marques perdeu o emprego e precisou recomeçar como motorista de aplicativo. Todos os dias, acordava às 4h30 para estudar, baixava as videoaulas do Gran e transformava o carro em uma sala de aula entre uma corrida e outra. Quando saiu o edital do Banco do Brasil, tomou a decisão mais difícil da jornada: ficou um mês sem trabalhar para se dedicar aos estudos, enquanto a esposa assumiu sozinha todas as despesas da casa. O resultado? A aprovação no Banco do Brasil e, poucos meses depois, a promoção para gerente de relacionamento. 🔔 Clique no link, ative o lembrete da estreia e conheça uma história de esforço, sacrifício e superação que pode inspirar a sua própria jornada.