Legio Victrix
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https://legiovictrix.substack.com/p/o-neoleninismo-como-doutrina-revolucionaria "O espaço político da Rússia pós-soviética foi limpo com zelo de qualquer resquício de ideologia. Sistemas e métodos de análise foram substituídos pelas “tecnologias políticas”, construídas sobre técnicas bastante primitivas de intriga psicológica e informativa. Como resultado, o cidadão russo médio minimamente cultivado encontra-se preso entre clichês muito pobres quanto à explicação do que aconteceu com seu país, com o mundo e com ele mesmo. Deformada pelo mesmo clichê ideológico, aparece na cultura política de hoje a figura de Vladimir Lênin."
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https://legiovictrix.substack.com/p/direitos-humanos-como-desvalor "Há muitos anos que escrevemos sobre o tema dos direitos humanos e o temos abordado de diferentes ângulos: a) direitos humanos de primeira, segunda e terceira geração, b) direitos humanos e ideologia, c) direitos humanos ou direitos dos povos, d) direitos humanos: crise ou decadência. Desta vez, vamos refletir sobre os direitos humanos como um desvalor ou, se quisermos que seja mais compreensível, como uma falsa preferência. É sabido que a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamada pelas Nações Unidas no final de 1948, afirma em seu artigo 3º que: Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Com o que os legisladores corretamente vieram nos dizer que os direitos humanos proclamados alcançam o homem enquanto indivíduo, isto é, fazendo parte de um gênero e uma espécie: animal rationale ou zoon lógon échon, como gregos e romanos gostavam de dizer."
https://legiovictrix.substack.com/p/dante-templario "Foi por meados do século passado que, no que diz respeito a Dante, começaram a tornar-se de domínio comum dados que atuaram como desmancha-prazeres nos estudos dantescos, destacando, do Poeta e da sua obra, aspectos inesperados e enigmáticos. Esta ação perturbadora manifestou-se sob um duplo aspecto. Para os estudos dantescos acadêmicos e, em geral, segundo os critérios estéticos prevalecentes, a obra dantesca só deveria ser considerada à luz da «arte», e todos os elementos de caráter moral (e geralmente além disso não se via mais nada) devendo valer apenas de forma acessória e subordinada. Em segundo lugar, não se nutriam dúvidas sobre a ortodoxia católica de Dante: em Dante gostava-se de exaltar um dos maiores expoentes do pensamento católico medieval."
https://legiovictrix.substack.com/p/uma-linguagem-codificada-na-divina "Data de 1927 uma obra que deveria ter marcado uma revolução no campo dos estudos dantescos, mas que, após algumas discussões num âmbito restrito, hoje parece ter deixado mais ou menos as coisas no ponto em que estavam: sinal, este, da obtusa força de inércia própria aos hábitos e aos cânones de certa crítica oficial firmemente instalada nos postos de comando da cultura e do ensino italiano. A obra a que aludimos tinha por título: Il linguaggio segreto di Dante e dei Fedeli d’Amore e autor era Luigi Valli, nobre figura de pensador, de erudito e de homem político (foi também um dos primeiros expoentes militantes do nacionalismo), que viria a morrer não muitos anos após a saída daquele livro quase na linha de combate: no decurso de uma das suas numerosíssimas e apreciadas conferências destinadas a defender e a elucidar as suas teses. Estas dizem respeito a uma dimensão secreta e ignorada não só de Dante, mas também da literatura que se costuma designar como a dos «Fiéis do Amor» e que tem estreitas relações com o «doce estilo novo». A dizer verdade, as teses de Valli não eram novas e inusitadas senão com referência à Itália, e ao plano de rigorosa crítica em que vinham agora formuladas."
https://legiovictrix.substack.com/p/enquadramentos-dantescos "Quem examinasse a obra recentíssima de Merezhkovsky sobre «Dante», que viu pela primeira vez a luz traduzida para o italiano por Küfferle (Ed. Zanichelli, Bolonha, 1939), receberia uma impressão oposta à que pode dar outra obra do mesmo escritor, saída também há pouco na Itália, sobre «Tolstói e Dostoiévski». Com efeito, ao ler esta segunda obra, podia-se ser incentivado unicamente pelo nome do autor: mas, uma vez enfrentada a leitura, fica-se agradavelmente surpreso ao constatar que Tolstói e Dostoiévski, como também os seus personagens e os seus problemas, no fundo não servem a Merezhkovsky senão como pretexto, como pontos de partida para enfrentar grandes problemas espirituais que certamente transcendem o plano da simples literatura. Na obra sobre Dante, pelo contrário, nós vemos que o autor no fundo fica aquém do argumento a analisar e a interpretar. Isto, pode-se dizê-lo no entanto de um ponto de vista todo particular. Se se tem em vista o nível dos chamados «estudos dantescos», pode-se sem dúvida dizer que a obra de Merezhkovsky está «em ordem», é rica de sugestões felizes, de efetivas dramatizações, de enquadramentos que já remetem a problemas espirituais e religiosos gerais. As coisas, porém, passam-se de outro modo, se se tem em vista não o Dante da comum exegese literária, teológica ou psicológica, o Dante dos vários Passerini, D’Ovidio, Papini e companhia, mas aquele Dante secreto, que já começou a ser pressentido por um Aroux, por um Rossetti, depois por um Pascoli e com traços sempre mais claros por um Guénon e por um Valli. No que diz respeito à interpretação de Merezhkovsky ser «esotérica» perante as comuns avaliações dantescas, ainda assim ela aparece em grande medida profana quando é este segundo Dante que se tem em vista."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/07/julius-evola-enquadramentos-dantescos.html "Quem examinasse a obra recentíssima de Merezhkovsky sobre «Dante», que viu pela primeira vez a luz traduzida para o italiano por Küfferle (Ed. Zanichelli, Bolonha, 1939), receberia uma impressão oposta à que pode dar outra obra do mesmo escritor, saída também há pouco na Itália, sobre «Tolstói e Dostoiévski». Com efeito, ao ler esta segunda obra, podia-se ser incentivado unicamente pelo nome do autor: mas, uma vez enfrentada a leitura, fica-se agradavelmente surpreso ao constatar que Tolstói e Dostoiévski, como também os seus personagens e os seus problemas, no fundo não servem a Merezhkovsky senão como pretexto, como pontos de partida para enfrentar grandes problemas espirituais que certamente transcendem o plano da simples literatura. Na obra sobre Dante, pelo contrário, nós vemos que o autor no fundo fica aquém do argumento a analisar e a interpretar. Isto, pode-se dizê-lo no entanto de um ponto de vista todo particular. Se se tem em vista o nível dos chamados «estudos dantescos», pode-se sem dúvida dizer que a obra de Merezhkovsky está «em ordem», é rica de sugestões felizes, de efetivas dramatizações, de enquadramentos que já remetem a problemas espirituais e religiosos gerais. As coisas, porém, passam-se de outro modo, se se tem em vista não o Dante da comum exegese literária, teológica ou psicológica, o Dante dos vários Passerini, D’Ovidio, Papini e companhia, mas aquele Dante secreto, que já começou a ser pressentido por um Aroux, por um Rossetti, depois por um Pascoli e com traços sempre mais claros por um Guénon e por um Valli. No que diz respeito à interpretação de Merezhkovsky ser «esotérica» perante as comuns avaliações dantescas, ainda assim ela aparece em grande medida profana quando é este segundo Dante que se tem em vista."
https://legiovictrix.substack.com/p/o-tempo-de-lyapunov "Na física moderna, que explora principalmente “as condições não controladas” e os sistemas caóticos, há um termo técnico para se referir a isto – “o tempo de Lyapunov”. Este termo designa um momento, quando em um certo processo (físico, mecânico, quântico, e inclusive biológico) se ultrapassa seus limites precisos (ou probabilísticos) de previsibilidade e se entra em uma etapa caótica. Em outras palavras, a trajetória de um certo processo está subordinada a leis estritas apenas durante um certo momento em tempo real. Além deste momento, a “normalidade” se acaba e o “tempo de Lyapunov” paradoxalmente se apodera dele (ou para ser mais preciso, o “tempo positivo de Lyapunov”). As características deste “tempo” são muito curiosas. Ao contrário do tempo físico-mecânico normal, o qual é visto pela física clássica como uma quantidade essencialmente reversível (isto quer dizer que o tempo é fundamentalmente um eixo estático, adicionando uma quarta dimensão às três dimensões do espaço; em referência ao modelo educacional de Einstein), o “tempo de Lyapunov” flui irreversível, apenas em uma direção, e, consequentemente, não consiste em uma trajetória definitiva (em um espaço de quatro dimensões), mas em eventos, movimentos completamente imprevisíveis, alguns dos quais são arbitrários, acidentais, irregulares. Os processos que ocorrem durante o “tempo de Lyapunov” são caóticos em contraste com os da mecânica clássica."
https://legiovictrix.substack.com/p/a-espanha-negra "“Ser” local vs “não ser” universal A Quarta Teoria Política não tem um destinatário sociocultural definido. Ela se dirige a cada pessoa desgostosa com o estado das coisas neste mundo, a cada pessoa suficientemente profunda para tentar buscar as causas e razões deste estado. Duvidamos que os temas tratados no livro despertem o interesse das pessoas que estão contentes com tudo, que estão satisfeitas com as alternativas atuais em política, cultura, sociedade, ou que estão preocupadas apenas com sua adaptação individual ao status quo ou correção de certos tecnicismos. Mas para os profundamente descontentes este livro pode ser útil. Nesta ocasião não há grande diferença entre um europeu e um latino-americano, entre um muçulmano e um russo, entre um asiático e um africano: em todos os continentes e em todas as sociedades há aqueles que tomam consciência e sabem que hoje tudo se joga em uma carta e que todos nós devemos responder à pergunta principal – ser ou não ser. Claro que cada sociedade e cada cultura dá ao conceito “ser” (igualmente ao “não ser”) seu próprio sentido. No entanto, a Modernidade (contemporaneidade) tem um traço característico: ela está apresentando seu paradigma universal. Por isso sua estrutura é global. Esta estrutura da contemporaneidade global está nos atacando em todas as sociedades. É um desafio para todos. Antes de propor alternativas (que podem ser locais ou universais), é preciso discernir sua essência. Podemos dizê-lo de outra forma: o sujeito do conceito “ser” muda segundo o contexto cultural, enquanto que “não ser” pode ser total. O modelo global da ordem mundial nos propõe “não ser”. Aceitando-o nós estamos entrando na zona de padronização. Rejeitando-o (mas isso seria possível apenas depois que tomássemos consciência de tudo o que decidimos rejeitar) estamos reconquistando o direito de ser em toda a extensão da palavra, o direito de ser nós mesmos (salvar nossa identidade) e fazer-nos a nós mesmos (ou seja, ganhar, criar essa identidade)."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/06/richard-spence-estrela-vermelha-sobre.html "Em seu caminho através dos desertos da Mongólia em 1921, o escritor e refugiado polaco Ferdinand Ossendowski testemunhou um comportamento estranho por parte de seus guias mongóis. Parando seus camelos no meio do nada, eles começaram a rezar com grande seriedade enquanto um estranho silêncio caía sobre os animais e tudo ao redor. Os mongóis mais tarde explicaram que este ritual tinha lugar sempre que “o Rei do Mundo em seu palácio subterrâneo reza e averigua o destino de toda a gente sobre a Terra” [1]. De diversos lamas Ossendowski aprendeu que este Rei do Mundo era governante de um reino misterioso mas supostamente muito real: Agharti. Em Agharti, disseram-lhe, “os doutos panditas (mestres de artes e ciências budistas) escrevem em tabuletas de pedra toda a ciência do nosso planeta e dos outros mundos” [2]. Qualquer um que tivesse acesso ao reino subterrâneo teria acesso a um conhecimento incrível, e poder."
https://legiovictrix.substack.com/ Atendendo a alguns pedidos, abrimos um substack para o blog Legio Victrix. A partir de agora, todos os novos artigos serão, também, lançados lá. Gradualmente, artigos antigos também serão postados lá. Evidentemente, o blog permanecerá aberto. Apenas expandiremos as nossas opções para atender, também, aqueles que preferem o substack.
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/06/bertrand-garandeau-geografia-sagrada-de.html "Normalmente no centro de atenção devido à sua suposta influência no Kremlin, Alexander Dugin retomou e desenvolveu o conceito geopolítico da Eurásia. Através desta noção, ele preconiza o recurso à geografia sagrada e à tradição na geopolítica contemporânea. Para Dugin, a geopolítica não é uma ciência como qualquer outra. Se a alquimia e a magia desapareceram em favor das suas formas seculares modernas, que são a química e a física, a geografia sagrada dos antigos mantém-se viva através da geopolítica. Recordando a teoria do Heartland do geopolítico britânico Mackinder, Dugin faz da Eurásia a peça-chave da geografia sagrada. Com a Rússia no seu centro, a Eurásia encarnaria o último bastião da tradição no hemisfério norte, o único capaz de lutar eficazmente contra a modernidade."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/06/ivan-ilyin-o-espirito-cavalheiresco.html ""Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova em mim um espírito reto". Salmo 51:10 "Através de todas as grandes discórdias dos nossos dias, no meio da catástrofe, da tragédia e da perda, nos conflitos e tentações, devemos lembrar de uma coisa e viver por ela: a manutenção e a propagação de um espírito de serviço cavalheiresco. Primeiro e acima de tudo dentro de nós mesmos, e depois, dentro dos nossos filhos, dos nossos amigos e dos afins. Devemos proteger este espírito como algo sagrado; devemos fortificá-lo naqueles em quem confiamos, nos que confiam em nós, e naqueles que buscam a nossa direção. Isto é o que devemos defender nos nossos líderes e pastores, insistindo e até exigindo. Este espírito é como o ar e o oxigénio da salvação nacional da Rússia, e onde ele acaba, implanta-se imediatamente uma atmosfera de podridão e decadência, aberta ou oculta no Bolchevismo."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/06/por-werner-brauninger-1994-anelamos-do.html "“Anelamos do fundo do nosso coração a vitória do nacional-socialismo, conhecemos o melhor das suas forças, o entusiasmo que o leva; conhecemos o sublime dos sacrifícios que lhe são consentidos fora de toda a dúvida. Mas sabemos também que não poderá abrir-se um caminho combatendo… mais do que se renunciar a todo aporte residual saído de um passado terminado”[1]. Estas frases foram escritas por Ernst Jünger durante o verão de 1930. Por que, pergunta-se hoje, Jünger não encontrou o caminho aderindo ao movimento desse homem, aparentemente capaz de transportar e de impor as ideias de Jünger e do “novo nacionalismo” na realidade do poder e da política? Minha intenção, no que segue, não é uma análise meticulosa, profunda, sistemática da história das ideias. Aponta apenas a mostrar como uma personalidade individual e carismática do temperamento de Ernst Jünger, que celebrou seus 100 anos em março passado, pôde manter sua originalidade na era da Kampfzeit da NSDAP."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/05/aleksandr-dugin-sobre-stalin.html "A sua enorme popularidade na Rússia contemporânea é um fenômeno complexo. A avaliação positiva de Stálin pela maioria do povo está associada a uma série de fatores: 1) Os sucessos óbvios da URSS sob sua liderança – o salto econômico, a igualdade material, a Vitória na guerra, as aquisições territoriais, a crueldade em relação às elites governantes (que o povo tradicionalmente odeia). 2) A comparação com outros líderes da URSS – o caos e a violência da Revolução e da Guerra Civil, onde a romântica heroica desvaneceu-se consideravelmente, tornando Lênin menos unívoco, a insensatez e a estupidez de Khrushchov, a estagnação e a gradual degradação senil de Brezhnev. Em contraste com eles, Stálin sai-se magnificamente. Um verdadeiro Imperador. 3) O fato de que os que mais atacavam Stálin eram liberais da perestroika e dos anos 90, completamente repulsivos para o povo, insignificantes, russófobos e venais. Em comparação com esses insetos vis, que apenas destruíram tudo, traíram, venderam e ridicularizaram, Stálin parecia divino. A elevação de Stálin foi facilitada pela baixeza de seus críticos (vide a extinta e proibida na Rússia, por extremista e terrorista, "Eco de Moscou")."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/05/julius-evola-o-que-quer-o-falangismo.html "Embora as fases da guerra civil espanhola sejam seguidas por todos com vivo interesse, as ideias que precisamente animam a insurreição das forças nacionais espanholas contra o comunismo não são tão conhecidas: devido a que muitos pensam que a fase ideológica positiva nas revoluções é sempre levada a cabo no período sucessivo. Nós não somos partidários desta opinião. Acreditamos que o melhor soldado é aquele que combate com um conhecimento preciso de sua causa e que as ideias, já sejam presentes ou confusamente intuídas, mais do que formuladas com clareza, são a realidade primeira em todo processo histórico realmente importante. Agradecemos pois a Alberto Luchini por nos ter introduzido no programa doutrinário de uma das principais correntes nacionalistas espanholas. O da chamada “Falange Española”, vivificando e exaltando suas propostas com os recursos de um estilo de tradução neorromântico, vigoroso, preciso e com felizes improvisações (I Falangisti Spagnoli, Florença, 1936). O programa é uma profissão geral de Fé política, cuja formulação parece dever-se a José Antonio Primo de Rivera ou ao escritor Giménez Caballero. Por sua riqueza de conteúdo espiritual, a qual nos surpreendeu tanto que cremos muito oportuno assinalá-lo ao público italiano dando, em definitiva, seu significado."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/05/jose-luis-ontiveros-cultura-e-o.html "A cultura é um campo de batalha e sua conquista é uma necessidade que precede a tomada do poder. Tal afirmação baseia-se na revisão feita por Antonio Gramsci do materialismo dialético, quando ele passou, sem que seus críticos tenham percebido, de sua fase marxista-leninista para o atualismo do filósofo fascista Giovanni Gentile, autor da vertente hegeliana de direita do Estado Totalitário, alma da alma como o define. Esta secreta conversão ideológica ocorre paradoxalmente quando Gramsci está recluso na Ilha de Útica e escreve seus "Cadernos do Cárcere", onde transpõe para o marxismo clássico os valores do fascismo revolucionário que haviam alcançado na Itália um desenvolvimento político próprio, como Lênin havia predito, ao afirmar que Mussolini era o único revolucionário capaz de tomar o poder na Itália."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/05/geydar-dzhemal-o-isla-ario.html "Bismillah al-Rahman al-Rahim... Quando pronunciamos esta saudação dirigida ao profeta Maomé (que a paz e as bênçãos de Alá estejam sobre ele) e a seus companheiros, nós, seguidores da corrente pura do Islã, chamada «mazhabu muhammadi», saudamos os companheiros de Maomé (que a paz esteja com ele) com as palavras: «hurru ayayinu muntajabin», o que significa defini-los como eleitos, nobres, honoráveis e fiéis. Devo dizer imediatamente que esta definição dos sahabas do Profeta se refere apenas a uma parte determinada dos companheiros do Profeta. Na grande maioria das correntes do Islã, aceita-se a forma «as-sahaba ajma'in», ou seja, a glorificação refere-se a todos os sahabas sem distinção. Esta diferença está relacionada a duas abordagens fundamentais sobre o papel da instituição profética na história da tradição, sobre o papel dos companheiros que rodeiam os profetas e que depois formam aquele corpo, aquela corporação, à qual cabe a tarefa de transmitir esta tradição ao longo do tempo, de preservá-la para as pessoas, ou seja, o que na tradição cristã se denomina Igreja. Mas antes de passar a uma análise mais concreta dessas diferenças fundamentais e tentar chegar a uma compreensão do que é o Islã puro, primeiro gostaria de dizer que hoje é o segundo dia de jejum, que para todos os muçulmanos é uma festa de ascetismo, de disciplina espiritual, um tempo de mobilização das capacidades mentais e físicas para manter um estado de vigília vertical e realizar o predomínio da consciência espiritual sobre o plano físico. O tema que se formula hoje como título da conferência, «O Islã Ário», pode soar bastante provocador. Para a maioria dos muçulmanos, tem um certo sabor de provocação e, em todo caso, a algo não islâmico, já que o Islã se baseia fundamentalmente na ignorância sobre-humana das diferenças de raça, idioma e origem étnica."
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/05/collin-cleary-conhecer-os-deuses.html "Existem hoje aqueles que desejam trazer a humanidade (ou uma parte da humanidade) de volta a uma fé mais antiga, pré-cristã. Quase todos esses radicais religiosos afirmam que os deuses existem, mas que os seres humanos de alguma forma se "fecharam" a eles. A explicação mais comum para este "fechamento" é o desenvolvimento da inteligência: o cérebro grande do homem o separou da experiência do divino. Esta explicação é perigosa, pois leva ao anti-intelectualismo (ver, por exemplo, as obras de Jack London, D. H. Lawrence, e outros). É uma teoria que catalogou erroneamente todo uso da razão como "racionalismo", e então postulou que o único remédio é o erro oposto polar, o irracionalismo. Se perguntarmos aos partidários desta opinião em que consiste a abertura aos deuses, geralmente nos é respondido que significa abertura a certas "forças" naturais que são reconhecidas e percebidas intuitivamente pelos seres humanos na forma de "arquétipos". Encontramos algo semelhante a esta ideia, por exemplo, em Julius Evola:"
https://legio-victrix.blogspot.com/2026/04/collin-cleary-o-homem-ausente-na.html "Introdução Ao comparar um grande número de mitos indo-europeus, e usando indicações linguísticas, Bruce Lincoln reconstruiu o que ele acredita ser o mito de criação protoindo-europeu. Este envolve dois irmãos, um sendo um sacerdote chamado *Manu (Homem), o outro um rei chamado *Yemo (Gêmeo), que viajam juntos e acompanhados por um boi. Por alguma razão, eles decidem criar o mundo. Manu oferece Yemo e o boi em sacrifícios. Ele desmembra seus corpos e usa os pedaços para criar as diferentes partes do cosmos[1]. A cosmogonia nórdica expressa este protomito de maneiras evidentes. Yemo, claro, é Ymir. O boi torna-se Audumbla, a vaca cósmica. É o corpo de Ymir que fornece as partes do mundo. Mas um elemento importante está manifestamente ausente da versão nórdica. Onde está Manu, o sacerdote e irmão de Ymir? Afirmo que Manu pode ser encontrado, grandemente transformado, na versão nórdica."