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🔴 Citi retira o real do carry trade e eleva alerta para risco eleitoral Citi retirou o real da cesta de carry trade, substituindo a moeda brasileira pelo rand sul-africano, diante da expectativa de maior volatilidade e aumento do prêmio de risco com a eleição se aproximando. Mercados preditivos apontam atualmente cerca de 67% de probabilidade de vitória de Lula, contra 27% de Flávio Bolsonaro, embora o banco considere um segundo turno praticamente certo. Historicamente, o real tende a perder desempenho frente a outras moedas emergentes cerca de um mês antes do primeiro turno, período em que investidores alavancados costumam reduzir posições. O Citi entende que o carry elevado ainda dificulta posições compradas em dólar contra o real, mas considera que permanecer neutro em BRL pode fazer sentido até que o cenário eleitoral fique mais claro. Como alternativa, o banco avalia uma posição tática de real mais fraco contra o peso colombiano, embora reconheça limitações nessa estratégia. 🟡 Macro Intel — Comentário A redução de posições de carry trade em real pode tornar o BRL progressivamente mais sensível ao fluxo e às notícias políticas. Com menos participantes dispostos a carregar posições estruturais compradas em real, o mercado pode perder parte desse suporte natural. Na prática, isso aumenta o risco de ranges intraday maiores, movimentos mais rápidos após pesquisas eleitorais, declarações de candidatos ou mudanças nas probabilidades do pleito e episódios de redução de risco mais agressivos. Quanto mais perto da eleição, maior pode ser a transição de um mercado predominantemente guiado por juros e carry para um mercado guiado por política, fluxo e posicionamento.
🟡 MACRO INTEL: Ata da última reunião fo Fed será observada em busca da disposição do Fed para subir juros Em uma semana mais fraca para dados macroeconômicos, incluindo Housing Starts, PMIs preliminares e as primeiras pesquisas regionais de atividade industrial do Fed referentes a agosto, a ata da reunião de julho do FOMC, divulgada na quarta-feira, poderá dar uma indicação de quão disposto o Comitê estava a elevar os juros. Antes da decisão, o mercado chegou a precificar cerca de 30% de probabilidade de alta. 1. Sabemos que 3 dos 12 atuais membros votantes do FOMC — Hammack, Kashkari e Logan — divergiram em favor de uma alta de 25 pontos-base. A questão é quantos membros sem direito a voto também apoiavam essa posição ou estavam indecisos. 2. Um dos principais pontos será interpretar as palavras utilizadas na ata para quantificar o apoio a uma alta. Em ordem crescente de participantes: “several” (diversos), “some” (alguns) ou “many” (muitos)? Isso será comparado com os apenas “a few” (poucos) que, na ata de junho, enxergavam justificativa para elevar os juros. 3. A expectativa é que a maioria tenha preferido esperar pelo menos até a reunião de setembro. Esse provavelmente será o principal recado da ata. No entanto, essa discussão já pode parecer um pouco defasada após os dados mais fracos de payroll e CPI de julho. Ainda assim, qualquer indicação sobre a função de reação do FOMC e quais condições poderiam acionar uma alta de juros seria importante, especialmente porque o presidente Warsh tem evitado fornecer esse tipo de orientação. 4. Outro ponto de atenção será a discussão sobre a política de compras para gestão de reservas, após a decisão de não realizar compras na janela de agosto-setembro, algo que acontece pela primeira vez desde o lançamento das RMPs em dezembro de 2025. via Terminal Macro Trader
Pesquisa Quaest/Globo mostra Lula com 43% e Flávio Bolsonaro com 40% no 2º Turno; na pesquisa anterior, o cenário era 44% a 39%. via Terminal Macro Trader
Trump sobre o Irã: Em breve declararei o Estreito de Ormuz um território dos Estados Unidos - Fox News O presidente dos EUA também afirmou que os EUA mantêm controle firme sobre o Estreito de Hormuz, descrevendo a atual presença militar como um bloqueio de "muralha de aço". O bloqueio é imparável. Trump alertou que qualquer agressão iraniana seria respondida com uma reação "100 vezes mais dura". Enfatizou que os EUA só permitem a entrada de embarcações no estreito a seu próprio critério. e que pagarão um preço irrisório pela gasolina. via Terminal Macro Trader
BRASIL/FX: Goldman Sachs eleva previsão de USD/BRL para 3 meses para R$ 5,20 e 6 meses para R$ 5,10 em meio à volatilidade eleitoral, mas mantém previsão para 12 meses em R$ 5,00 A projeção do banco para a taxa de mudança em três meses passou de R$ 4,90 para R$ 5,20, ao passo que a expectativa para seis meses foi alterada de R$ 5,00 para R$ 5,10. Analistas afirmam que o real pode se valorizar taticamente, mas é improvável que o par USD/BRL caia abaixo de 5,00 sem clareza sobre a consolidação fiscal pós-eleições, o que torna a relação risco-retorno no curto prazo menos atraente. via Terminal Macro Trader
A agência de notícias Saba, controlada pelos Houthis do Iêmen, cita uma fonte militar afirmando que o grupo atacou uma instalação da Saudi Aramco em Najran com um drone. via Terminal Macro Trader
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Estrategistas do Bank of America, liderados por Michael Hartnett, afirmam que o resultado das eleições de meio de mandato (3 nov) e da disputa pelo governo do Texas funcionará como binário para o mercado acionário. Vitória republicana no Senado e reeleição de Greg Abbott abririam caminho para um rali "eufórico" em ações de IA rumo a 2027, sustentado por lucros recordes (+32% no S&P 500), aumento de US$ 10 tri em riqueza em 2026 e capex de IA acima de US$ 1 tri esperado para 2027. Por outro lado, se democratas retomarem o Senado e vencerem no Texas, ações enfrentariam queda superior a 10%, com dólar e yields também recuando. A corrida no Texas é vista como referendo entre "acessibilidade vs. data centers", dado que Abbott pausou temporariamente expansões por preocupações eleitorais com custos energéticos. via Terminal Macro Trader
Em evento reservado com empresários em São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, declarou que os partidos do Centrão não estão neutros, mas sim alinhados a Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou categoricamente que a chance de eleição de Flávio Bolsonaro é "zero" e que o petista o preserva por considerá-lo um adversário mais fácil, prevendo queda nas pesquisas quando o entorno do candidato for exposto. Kassab citou pesquisas internas favoráveis a Caiado e destacou que a ausência de candidaturas próprias de MDB, Progressistas, União Brasil e Republicanos pode ampliar o tempo de TV da chapa de ~50 segundos para mais de 2 minutos. Também sinalizou possíveis nomes para um eventual governo Caiado: Roberto Azevêdo (ex-OMC), Armínio Fraga (ex-BC), Lincoln Gakiya (MP-SP) e Guilherme Afif (SP). via Terminal Macro Trader
Destaques da Agenda: Sem grandes catalisadores, com geopolítica de fundo, PIB na Zona do Euro, Vendas nos EUA e Canadá
🟡 S&P renova máximas históricas com impulso de IA, inflação benigna e retorno do apetite por risco O range do S&P foi de 7.773,75 a 7.838,50, enquanto o SPX fechou em alta de 0,65%. Na Ásia, o mercado está sendo negociado atualmente em torno de 7.825. O mercado voltou a registrar novas máximas históricas após um breve período de consolidação. O sentimento de risco melhorou significativamente, impulsionado por resultados muito fortes de empresas de semicondutores/IA e por dois dados benignos de inflação nos EUA, o que levou o mercado a reduzir as expectativas de uma alta iminente de juros. Isso provocou uma corrida de volta para ativos de risco, à medida que o FOMO ganha força. ▶️ Os gastos de capital das “hyperscalers” podem chegar a US$ 1,2 trilhão em 2027, representando um salto de 45% em relação à projeção de US$ 850 bilhões para este ano, impulsionados por Alphabet e SpaceX. — Bloomberg ▶️ Daily Chartbook no X: “A janela de recompras de ações das empresas reabre nesta semana, com mais de US$ 1 trilhão em autorizações anunciadas, o maior valor já registrado para este ponto do calendário. As recompras devem superar as emissões de ações e continuar absorvendo a oferta.” — Citadel Rubner ▶️ Peter Schiff no X: “Esqueça o que Warsh diz; preste atenção ao que o Fed faz. O balanço patrimonial do Fed aumentou US$ 11,388 bilhões na semana passada. Se o Fed estivesse realmente comprometido com sua meta de inflação de 2%, estaria reduzindo seu balanço. Enquanto Warsh fala em combater a inflação, o Fed está criando-a.” ------ Terminal Macro Trader
🟡 JAPÃO Furusawa, ex-principal autoridade cambial do Japão: uma nova intervenção coordenada entre Japão e EUA no iene pode ocorrer a qualquer momento. Furusawa: Japão e EUA podem voltar a intervir no mercado caso o iene retorne aos níveis observados antes da ação coordenada no fim de julho. Furusawa: o BoJ provavelmente elevará os juros em setembro, seguido por outro aumento em dezembro ou janeiro. Furusawa: o BoJ provavelmente pretende, eventualmente, elevar a taxa de juros para cerca de 1,50%–1,75%. ------ Terminal Macro Trader
🟡 A ADNOC, dos Emirados Árabes Unidos, informou que duas de suas embarcações foram atacadas enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira; não houve relatos de feridos. via Terminal Macro Trader
Investidores locais reduziram drasticamente a exposição líquida comprada em real, que chegou a US$ 12 bilhões em abril, para uma posição líquida vendida em dólar de US$ 600 milhões, segundo o Valor Econômico. Apenas no pregão de 12 de agosto, houve compra relevante de US$ 1,3 bilhão em derivativos cambiais. Caso o pessimismo persista, a posição pode virar comprada em dólar pela primeira vez desde junho de 2025. Simultaneamente, investidores estrangeiros ampliaram posições compradas em dólar contra o real para quase US$ 63 bilhões. via Terminal Macro Trader
🟡 Houthis do Iêmen atacaram refinaria da Aramco em Jizan, na Arábia Saudita, com dois drones — agência de notícias Saba, controlada pelos Houthis. via Terminal Macro Trader
Traders do mercado de bonds deixaram de precificar totalmente um aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve este ano, em meio à queda nos preços do petróleo e a dados que reforçaram o otimismo quanto às perspectivas para política monetária. O contrato para dezembro, que no início da semana precificava integralmente uma elevação de 0,25 ponto percentual, passou a incorporar um aperto de cerca de 23 pontos-base. Os preços de referência do petróleo — um dos principais fatores de influência sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA desde que começou a guerra no Irã — recuam mais de 3% na quinta-feira. Dados do governo dos EUA divulgados na quinta-feira mostraram uma desaceleração nos preços ao produtor em julho, um dia após um relatório sobre preços ao consumidor também ter apontado uma desaceleração pelo segundo mês consecutivo. Reforçando o otimismo de que a inflação nos EUA atingiu o pico. via Terminal Macro Trader
O Société Générale atribui 65% de probabilidade à reeleição de Lula (5% no 1º turno) e 30% a Flávio Bolsonaro, considerando este último o cenário mais positivo para ativos. Em caso de vitória de Lula no 2º turno com Congresso alinhado, o dólar iria a R$ 5,35–5,45, juros longos a 15,5%, dívida/PIB subiria rapidamente e Selic terminaria 2027 em 13%. Com Congresso menos alinhado, câmbio ficaria em R$ 5,25–5,35 e Selic poderia cair a 11,5%. Vitória no 1º turno seria o pior cenário: dólar a R$ 5,50–5,60, juros de 10 anos a 16,5% e desancoragem inflacionária. Já uma vitória de Bolsonaro traria rali imediato: dólar a R$ 4,75–4,85, Selic a 10,25% e consolidação fiscal modesta. via Terminal Macro Trader
Destaques da Agenda: Geopolítica, Varejo do Brasil, Inflação ao Produtor nos EUA, Leilão de Bonds, Earnings EUA/Brasil e Membros do FED
Ormuz segue fechado apesar de sinais diplomáticos O Irã e os Estados Unidos continuam em desacordo, segundo uma fonte iraniana de alto escalão, que afirmou à Reuters não ter havido progresso nas negociações para retomar o acordo provisório firmado em junho e definir um cronograma para sua implementação. Autoridades iranianas afirmaram ao Al Mayadeen, que o Estreito de Ormuz permanece sob controle do país e que grandes embarcações não conseguem atravessar devido aos riscos e às exigências iranianas. Ao mesmo tempo, relatos mostraram que o Paquistão afirmou existir possibilidade de extensão do memorando de entendimento de 60 dias entre EUA e Irã, enquanto alguns relatos apontam que os dois lados teriam concordado em estender o cessar-fogo. via Terminal Macro Trader
Bloomberg: Risco eleitoral contamina ativos brasileiros e investidores reduzem exposição ao carry trade. A proximidade das eleições presidenciais de outubro começou a contaminar os mercados brasileiros, levando gestores globais e locais a reduzir posições no carry trade e em ativos de risco. Na VanEck, David Austerweil e Eric Fine evitam renda fixa local antecipando volatilidade pré-pleito. Thierry Larose (Vontobel) e Kieran Curtis (Aberdeen) estão underweight em real, argumentando que a moeda não precifica riscos políticos e oferece pouca proteção contra desenvolvimentos desfavoráveis. Curtis enfatiza que a redução de exposição visa "preparar-se para volatilidade", independentemente do resultado eleitoral. O real teve pior desempenho entre 31 moedas nesta semana após pesquisa mostrar vantagem ampliada do petista, e o ETF iShares MSCI Brazil registrou maior saída diária desde 2013. via Terminal Macro Trader