Scientia per Excellentiam
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Discutir a questão sobre se os santos beatificados são aniquilados em Deus ou se permanecem distintos dentro d’Ele é inútil, pois isso equivale a perguntar se os Nomes divinos são distintos ou indistintos em Deus; ora, cada Nome divino é Deus, mas nenhum é qualquer um dos outros e, sobretudo, Deus não é redutível a nenhum deles. O homem que “entra” em Deus obviamente nada pode acrescentar a Ele nem modificar n’Ele, sendo Deus a Plenitude imutável; contudo, mesmo o ser que realizou o Parinirvāna — isto é, que já não está limitado por nenhum aspecto divino exclusivo, mas tornou-se “identificado” com a Essência divina — tal ser ainda e sempre, ou melhor, “eternamente”, é “ele mesmo”, pois, evidentemente, as Qualidades divinas não podem deixar de ser inerentes à Essência de algum modo; elas podem extinguir-se nela, mas não desaparecer. Em suma, os santos “preexistem” eternamente em Deus, e sua realização espiritual não é senão um retorno a si mesmos; e, de maneira análoga, toda qualidade, todo prazer terreno é apenas um reflexo finito de uma Perfeição ou Beatitude infinita. Nada, portanto, pode ser perdido; o simples fato de desfrutarmos “algo” prova que este deleite existe infinitamente em Deus. O Corão (Sūrah “A Vaca” [2]:25) expressa isso nestas palavras: “Toda vez que eles (os bem-aventurados) recebem frutos (do Paraíso), dizem: ‘Já provamos disso antes’”, o que equivale a dizer: tomamos consciência do que provamos (junto de Deus ou em Deus) desde toda a eternidade. (Frithjof Schuon, Excerpt From The Eye of the Heart)
Sabemos que as formas subsistem nos objetos, as formas mesmas que, de fato, constituem-no. Não devemos, no entanto, interpretar esta doutrina de modo simplista; que um objeto seja conhecido pelas próprias formas que o constituem não significa que ele seja conhecido "sem resíduos". Com efeito, o que ocorre é que durante o próprio ato de conhecer já sabemos que o objeto é "mais" do que nos é dado a perceber, mais do que podemos apreender cognitivamente. Noutras palavras, percebemos o objeto como um ente transcendental. O objeto percebido é transcendente, ademais, porque além de ter uma existência em si, traz oculta uma imensidão, uma profundidade incomensurável. É próprio dos poetas, dos místicos e dos filósofos autênticos reconhecer essas verdades de modo mais evidente; no entanto, um traço dessa transcendência, dessa imensidão oculta, é componente essencial de toda percepção humana ao menos enquanto essa percepção é de fato humana. — Wolfgang Smith Scientia per Excellentiam
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As Sete Torres do Diabo Dugin: De maneira que amo o Oriente em geral e culpo o Ocidente. O Ocidente agora está se expandindo pelo planeta e a globalização é ocidentalização e americanização. Portanto, eu convido todo o resto a entrar em campo e lutar contra o Globalismo, a Modernidade/Hipermodernidade, O Imperialismo Yankee, o Liberalismo, a religião do Livre Mercado e o Mundo Unipolar. Estes fenômenos são o último ponto do caminho do Ocidente em direção ao abismo, a ultima estação do mal e a imagem quase transparente do anticristo/ad-dadjal/erev rav. O Ocidente é o centro da Kali-Yuga, seu motor e seu coração. Olavo: Não, não é. Quem pretende atrair para a causa eurasiana o prestígio do guénonismo deveria ao menos ler René Guénon direito. Guénon nunca interpretou o simbolismo Oriente-Ocidente como uma grosseira oposição maniqueísta do bem e do mal. Como profundo conhecedor do Islam, ele sempre levou em conta um dos mais célebres ahadith, em que o profeta islâmico, apontando para os lados do Oriente, afirmou: “O Anticristo virá dali.” Dos grandes centros difusores da “contra-iniciação”, como Guénon a chamava, nenhum, segundo ele, se localiza no Ocidente, mas um no Sudão, um na Nigéria, um na Síria, um no Iraque, um no Turquestão (dentro da URSS) e – ora, vejam! – dois nos Urais, em pleno território russo. Projetadas no mapa, as Sete Torres formam o diagrama exato da constelação da Ursa Maior. A ursa, emblema nacional da Rússia, representa no simbolismo tradicional a classe militar, kshatriya, em cíclica revolta contra a autoridade espiritual. Jean-Marc Allemand menciona, a respeito, “a militarização forçada que acompanha inevitavelmente o marxismo e lhe serve de base”. E prossegue: “Esse aspecto guerreiro à outrance e totalmente invertido (em relação à função original e subordinada da casta militar) é o resultado último da revolta dos kshatriyas; neste sentido, a URSS é realmente a terra da Ursa”. Como é que o grande conhecedor de “geografia sagrada” ignora, ou finge ignorar, uma coisa tão básica? E que é que mudou, na Rússia de Putin, senão na direção de uma militarização ainda maior da sociedade? E não está esse fenômeno na linha mesma do projeto eurasiano, concomitante à dominação da sociedade chinesa pelos militares e à “sovietização do Islam”, que Jean Robin, categorizado porta-voz do guénonismo, considera um dos traços mais sinistros da degradação espiritual moderna?
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https://vanhellsing.substack.com/p/a-luciferiana-razao-autossuficiente
"Reconhecendo que ninguém pode ensinar erros com a autoridade de Cristo, muitos católicos declararam abertamente que os "Papas" pós-conciliares não têm autoridade. Alguns sustentam que a Sé Apostólica está vaga, geralmente chamado de sedevacantismo. Tal posição não é antipapal, mas sim fortemente pró-papal. É por causa de seu grande respeito pela autoridade papal que rejeita imediatamente qualquer um que use a Cátedra Papal para ensinar erros com obstinação. Outros, reconhecendo que os "Papas" pós-conciliares estão na verdade sentados na Cátedra de Pedro, aderem à teoria materialiter/formaliter, que declara que eles são Papas materiais, mas não Papas formalmente; que, apesar de estarem sentados na Cátedra de Pedro, eles não têm autoridade, mas que, caso se tornassem católicos repentinamente e ensinassem a doutrina verdadeira, teriam autoridade. Aqueles que negam a autoridade dos "Papas" pós-conciliares são, obviamente, obrigados a obedecer ao ensinamento magistral da Igreja até o momento de sua usurpação." — Rama Coomaraswamy (The Destruction of the Christian Tradition, ed. World Wisdom, p. 130)
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"Nestes favores, foram privilegiados os dois Apóstolos São Pedro e São João. O primeiro porque seria vigário de Cristo e cabeça da Igreja militante. Por causa desta excelência a que o Senhor o elevaria, Maria santíssima tinha para com São Pedro especial reverência, amor e respeito. São João ficaria no lugar do próprio Jesus, como filho da purissima Senhora, para a acompanhar e assistir na terra. Ao governo e guarda destes dois Apóstolos seriam confiadas as duas igrejas: a Igreja mistica Maria santissima e a Igreja militante dos fiéis. Por esta razão, foram particularmente agraciados pela grande Rainha do mundo. Não obstante, como São João era o escolhido para servi-la e chegar à dignidade de seu filho adotivo, recebeu dons particulares na devoção a Maria santissima e logo se distinguiu nisso, Ainda que, em tal matéria, todos os Apóstolos excederam nossa capacidade de compreensão, o Evangelista João penetrou mais nos ocultos mistérios desta mística cidade do Senhor, e por Ela recebeu tanta luz sobre a divindade que excedeu todos os Apóstolos, como prova seu Evangelho (Jo 21, 20). Toda aquela sabedoria lhe foi concedida por meio da Rainha do céu e a prerrogativa de chamar-se apóstolo amado de Jesus, também a alcançou pelo amor que devotou à sua Mãe santíssima. Pela mesma razão, foi também correspondido pela divina Senhora, vindo a ser por excelência, o discípulo amado de Jesus e de Maria." — V. Maria de Jesus de Ágreda (Mística Cidade de Deus, Livro 6, cap. 5, n. 1081)
“O mundo é, para Tomás, uma teofania participativa: cada ser é símbolo, não apenas signo, porque manifesta ontologicamente a participação no Ser supremo. A analogia entis é, assim, o ‘símbolo metafísico’ por excelência.” — Jean Borella (La crise du symbolisme religieux, 1981)
“Santo Tomás permanece, na sua doutrina da analogia entis, profundamente platônico: a participação não é apenas um esquema metafísico, mas o próprio modo como o real se manifesta como símbolo do Absoluto.” — Jean Borella (La crise du symbolisme religieux, 1981)
“A doutrina do ser como ato, que em Santo Tomás culmina na distinção real entre essência e existência, é a grande herança do platonismo cristão. Aqui, o platonismo é superado, mas não abandonado: a participação subsiste como o caminho pelo qual o finito se relaciona com o Infinito.” — Étienne Gilson (L'être et l'essence,1948)
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“O Cristianismo [...] não poderia fazer outra coisa a não ser velar o caráter esotérico de seus dogmas e sacramentos declarando-os ‘insondáveis’ e qualificando-os de ‘mistérios’; mas a dificuldade só estava resolvida em aparência, pois só se fizera recuar seus limites, a reação dos ‘porcos’ e dos ‘cães’ deveria se produzir mais cedo ou mais tarde e, de fato, a ‘sabedoria segundo a carne’ terminou por invadir e triunfou sob a forma desse paganismo desenterrado a que se deu o nome de ‘Renascimento’, até chegar, por meio de uma série de subversões secundárias, à extrema negação de tudo o que é ‘mistério’”. (Frithjof Schuon, Tesouros do Budismo, p. 92)
Conseqüentemente, Jesus Cristo, criador e conservador da fé, também preserva e nutre a nossa vida moral. Ele o faz principalmente por meio do ministério de Sua Igreja. A Ela, em Seu sábio e misericordioso desígnio, confiou certos instrumentos que geram a vida sobrenatural, a protegem e a restauram, caso venha a se enfraquecer. [...] Não que o homem não seja capaz, pelo uso correto da razão, de conhecer e obedecer a certos princípios da lei natural, mas, ainda que conhecesse todos eles e os observasse fielmente durante toda a vida — o que já é impossível sem o auxílio da graça de nosso Redentor —, seria em vão que alguém, sem fé, esperasse alcançar a salvação eterna. “Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora como o ramo e secará; e colhem-no, lançam-no ao fogo e arde” (João 15, 6). “Aquele que não crer será condenado” (Marcos 16, 16). Papa Leão XIII, Tametsi Futura Prospicientibus.